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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Alerta sobre Diuréticos Tiazídicos:

O uso prolongado do diurético comum hidroclorotiazida pode estar associado ao aumento do risco de melanoma, descobriu um novo estudo.

A hidroclorotiazida é uma medicação utilizada como diurético, isto é, aumenta a produção de urina para o tratamento de primeira linha da hipertensão arterial sistêmica (pressão alta) há mais de 30 anos.

É um dos medicamentos diuréticos indicados para o controle da hipertensão arterial sistêmica de primeiro e segundo graus, de acordo com a 7ª Diretriz Brasileira sobre Hipertensão Arterial. Em alguns casos, é associada a medicamentos anti-hipertensivos de outras categorias químicas que não sejam de ação diurética.
Usuários de taxas elevadas de hidroclorotiazida, definidos como aqueles com uma dose cumulativa de ≥50.000 mg, pareciam ter um risco maior de serem diagnosticados com melanoma em comparação com aqueles que nunca usaram a droga.

A hidroclorotiazida é um dos medicamentos mais prescritos nos EUA, com uma estimativa de 10 milhões de pacientes usando a droga a cada ano para condições como edema, hipertensão, osteoporose e diabetes, geralmente em doses diárias de 25 mg ou mais.

De 2004 a 2015, os pesquisadores analisaram 19.273 casos de melanoma, dos quais 12.494 foram o subtipo de disseminação superficial, e 1.465 e 386 foram os subtipos nodular e lentigo, respectivamente.

Os indivíduos incluídos no estudo tinham entre 18 e 90 anos e viviam na Dinamarca continuamente pelo período de 10 anos do estudo. As características entre os casos e os controles foram semelhantes, com exceção de pacientes com melanoma com níveis de escolaridade ligeiramente mais elevados, comorbidade mais baixa e prevalência de diagnóstico prévio de câncer de pele não melanoma.

Cerca de um quinto dos pacientes foram definidos como usuários elevados de hidroclorotiazida, 2,1% dos pacientes com melanoma (413) em comparação com 1,8% dos controles (3.406). Nenhum padrão claro foi visto no estudo.

Análises secundárias examinaram associações entre melanoma e uso a longo prazo de antagonistas dos receptores da angiotensina II (OR 1,18), bendroflumetiazida (OR 1,10), inibidores da enzima conversora de angiotensina (OR 1,07) e bloqueadores dos canais de cálcio (OR 1,06).

Outro estudo publicado em 2018, as taxas de probabilidade de ocorrência do carcinoma basocelular (CBC) na pele exposta a luz foram de 1,38 vezes com o uso de hidroclorotiazida 12,5 mg ao dia por cerca de 5 a 6 anos, e para o CEC a taxa de probabilidade foi de 3,98 vezes em relação à população não exposta ao medicamento.

Importante ressaltar que a hidroclorotiazida é um derivado sulfamídico diurético altamente eficaz no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, que se não tratada adequadamente pode causar doença cardíaca grave, além de derrame cerebral e doença nas artérias dos rins, olhos e membros. Dessa forma, é desaconselhável interromper ou desistir do tratamento da hipertensão arterial sistêmica. Aconselha-se a consultar seu cardiologista para seguimento.

Se você utiliza hidroclorotiazida por vários anos, consulte um dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para um exame dermatológico geral, a fim de diagnóstico precoce, orientação quanto aos filtros solares adequados ao seu tipo de pele e a necessidade, ou não, de suplementação da vitamina D.

Para mais informações fale com o seu médico.

 

 

FONTE:Medpagetoday/SBD.

Postado por joaoflavio às 16:12

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Probióticos: Vale a Pena Usar?

Em práticas clínicas para adultos e crianças, os probióticos, bactérias vivas que se destinam a ter um efeito benéfico no hospedeiro, são freqüentemente recomendados para tratar diarreia. Os resultados de milhares de estudos de probióticos foram publicados, e a maioria deles mostraram que os probióticos são eficazes no tratamento ou prevenção de várias formas agudas e crônicas de diarreia.

Gastroenterite infecciosa aguda em crianças continua a ser uma importante questão de saúde pública, particularmente em países de baixa renda, onde esta condição é responsável por mortalidade.
Um estudo que inscreveu mais de 20.000 bebês e crianças em áreas de baixa renda na África e na Ásia mostrou que a diarreia infecciosa moderada a grave foi associada com um aumento na taxa de morte por um fator de 8,5.

A gastroenterite em países desenvolvidos é muito menos provável que aumente a mortalidade infantil, mas continua sendo um grande problema de saúde pública que resulta em alta morbidade, custos médicos e trabalho perdido pelos pais e responsáveis.

Os probióticos são frequentemente recomendados para diarreia aguda em crianças com base em alguns estudos que forneceram suporte para seu uso. Porém, foram encontrados nesses estudos problemas de metodologia e falhas.

O artigo hoje apresenta os resultados de dois ensaios randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo que comparou a eficácia do probiótico Lactobacillus rhamnosus com o placebo, em um total de 1857 lactentes e crianças com gastroenterite infecciosa no Canadá e no Estados Unidos.

Embora estes fossem ensaios separados, os projetos de teste e desfechos primários foram muito semelhantes ou idênticos, então os leitores são fornecidos com dados de alta qualidade de dois ensaios bem desenhados, em comparação com ensaios anteriores.

Os probióticos usados ​​nesses dois ensaios continham diferentes estirpes de L. rhamnosus;  Essas formulações probióticas estão disponíveis em farmácias no Canadá e os Estados Unidos.
O L. rhamnosus é um probiótico amplamente utilizado, e foi testado tanto em animais como seres humanos e foi mostrado ter eficácia em uma ampla variedade de condições como diarreia associada a antibióticos, diarreia associada a clostridium difficile, transporte nasal de bactérias patógenos, perda de peso e enterocolite necrosante em bebês prematuros.

Em ambos os ensaios, bebês e crianças de 3 a 48 anos meses de idade que apresentaram sinais de gastroenterite moderada a grave foram aleatoriamente designados para receber terapia para gastroenterite aguda, incluindo antibióticos se indicado, mais um curso de 5 dias ou probióticos ou um placebo que era idêntico na aparência.

O ponto final primário em ambos os ensaios foi sintomas moderados a graves de gastroenterite no prazo de 14 dias após o início dos probióticos ou placebo.

Os autores de ambos os ensaios concluíram que os probióticos não reduziram a gravidade clínica 14 dias após a inscrição, indicando que os probióticos não foram melhores que o placebo.

Além disso, nenhum dos estudos mostrou diferença significativa a duração da diarreia e vômitos, o número de visitas não programadas a um prestador de cuidados de saúde, ou a duração do absenteísmo na creche.

Em ambos os ensaios, as taxas de eventos adversos foram semelhante no grupo de participantes que receberam probióticos e o grupo que recebeu placebo.

Juntos, nenhum desses grandes e bem-feitos ensaios fornece suporte para o uso de probióticos contendo L. rhamnosus para tratar a gastroenterite em crianças.

Estes dados negativos dos testes, serão valiosos para clínicos e organizações de saúde na tomada de decisões em relação ao uso de qualquer um desses probióticos.
No entanto, dado o grande número de agentes probióticos agora disponíveis e considerando seus vários mecanismos de ação, habilidades para colonizar o intestino e, provavelmente, eficácia potencial estreita para doenças específicas, a possibilidade permanece que outros probióticos além de L. rhamnosus podem ser eficaz na diarreia infecciosa em crianças.

Por exemplo, um grande estudo recente, controlado por placebo,na Índia rural, mostrou que a profilaxia com fórmula probiótica contendo L. plantarum em recém-nascidos saudáveis ​​nos primeiros  5 dias de vida, levou a uma redução significativa na taxa de sepse e infecções do trato respiratório inferior nos primeiros 2 meses de vida. Esta estirpe probiótica particular,em comparação com outros probióticos, incluindo L. rhamnosus, pode colonizar o trato intestinal por período prolongado. Esse fator poderia explicar sua eficácia relatada na prevenção da sepse até 2 meses após a administração. Com o seu baixo custo e efeitos tóxicos mínimos, os probióticos tem potencial para o tratamento de uma variedade gastrintestinal e outras doenças, mas ensaios  rigorosos como os descritos acima são necessários para determinar a eficácia do medicamento.

Para mais informações fale com o seu médico.

FONTE:NEJM.

Postado por joaoflavio às 12:28

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Você sabe como se Proteger do Sol?

Se você está se preparando para um dia na praia ou um piquenique ao ar livre neste verão, certifique-se de proteger sua pele.

O câncer de pele geralmente se desenvolve na epiderme exposta ao sol. Porém também ocorre em outras áreas.

Você pode reduzir o risco de câncer de pele limitando ou evitando a exposição à radiação ultravioleta (UV).

A verificação de alterações suspeitas na sua pele pode ajudar a detectar o câncer seus estágios iniciais. A detecção precoce do câncer de pele oferece a maior chance de tratamento bem-sucedido do mesmo.

O câncer de pele afeta pessoas de todos os tons de pele, incluindo aquelas com pele mais escura. Quando o melanoma ocorre em pessoas com tons de pele escuros, é mais provável que ocorra em áreas normalmente não expostas ao sol, como as palmas das mãos e as solas dos pés.

Como evitar se queimar muito:

Um equívoco comum é que a única maneira de proteger contra a radiação UV é usar protetor solar. Em vez disso, é recomendado usar uma “abordagem em camadas”: combinar protetor solar com permanecer na sombra e usar roupas feitas de tecidos bem apertados, óculos escuros e chapéus de aba larga.

A luz UV vem em duas formas: raios UVA, que tendem a causar envelhecimento prematuro da pele conhecido como fotoenvelhecimento, e raios UVB, que normalmente causam câncer de pele e queimaduras solares.

Ao selecionar um filtro solar, é importante saber que tipo de proteção solar o produto lhe dará. “Amplo  espectro”(Broad-spectrum) significa que o produto pode proteger contra a radiação UVA e UVB.

É também importante, saber o momento de reaplicação do protetor, especialmente se estiver planejando nadar ou suar. “Resistente à água” significa que o protetor solar oferecerá proteção por 40 minutos, enquanto “muito resistente à água” significa o dobro do tempo, ou 80 minutos.

Como regra geral, porém, a Academia Americana de Dermatologia recomenda reaplicar o filtro solar aproximadamente a cada duas horas.

Os protetores solares também podem anunciar proteção “física” ou “química”, que se refere a colocar uma barreira física, como óxido de zinco ou dióxido de titânio, entre a pele e o sol; Ou uma substância química, como oxibenzona ou octinoxato, por exemplo.

Enquanto os protetores solares anteriores forneciam proteção puramente física (pense no creme branco que os salva-vidas colocam em seus narizes), os mais modernos combinam proteção física e química para fins estéticos.

Pessoas com pele sensível ou alergia podem precisar procurar filtros solares físicos contendo óxido de zinco ou dióxido de titânio, já que são geralmente hipoalergênicos.

Como tratar a queimadura?

Para tratar uma queimadura solar, você deve tomar um medicamento anti-inflamatório sem receita, como ibuprofeno ou aspirina.

Em seguida, enxague com água fria e use um hidratante nos próximos dias para reabastecer a pele desidratada. Certifique-se de manter-se hidratado, bebendo água e comendo alimentos hidratantes também.

Desmascarando os mitos dos filtros solares:

Mito No. 1: A proteção do sol é importante somente de vez em quando:

As pessoas precisam usar protetor solar durante todo o ano, chuva ou sol. A proteção da pele pode ser vital mesmo em ambientes fechados. O vidro da janela bloqueia a radiação UVB, mas os raios UVA ainda podem penetrar, o que ao longo do tempo faz com que a pele fique mais espessa e enrugada.

Mito No. 2: O bronzeado saudável:

Não existe um bronzeado saudável. Sabemos que um bronzeado é um sinal de que sua pele foi danificada; na verdade, é a maneira da sua pele mostrar que foi danificada e alertá-lo da exposição ao sol.

Mito No. 3: É tarde demais para usar proteção solar agora:

As queimaduras solares na adolescência e no início da idade adulta podem aumentar substancialmente o risco de câncer de pele, por isso mesmo que é de extrema importância um esforço para proteger sua pele agora.

Se previna do sol e aproveite o verão!!!

Para mais informações fale com o seu médico.

 

 

FONTE:MAYOCLINIC/CNN.

Postado por joaoflavio às 14:44

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