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Menos efeitos colaterais com o Apixaban

Como prometido, trago para vocês uma das mais importantes novidades divulgadas no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Paris, onde estarei até este sábado, dia 3.

Pesquisas comprovaram que o medicamento Apixaban previne a embolia pulmonar com mais eficácia e menos efeitos colaterais do que a Warfarina. O que significa isso? Que os portadores de fibrilação atrial* – uma arritmia muito frequente em pacientes acima dos 60 anos – estarão muito mais seguros a partir de agora.

Há muito tempo usa-se a Warfarina para evitar que esta arritmia provoque um trombo (coágulo) e que ele leve a graves consequências ao mover-se para o pulmão ou o cérebro. O problema dessa droga é que o risco de hemorragia é grande e há dificuldades em controlar a dose ideal, sendo necessária a realização de exames de sangue frequentes para checar a coagulação. Com o Apixaban, essas questões desaparecem. Realmente, é um grande avanço no campo das opções terapêuticas para a prevenção de eventos trombóticos, melhorando a qualidade de vida e sobrevida de pacientes cardiovasculares.

*E o que é a fibrilação atrial?

É uma taquicardia (mudança no ritmo do coração) muito perigosa e comum nos consultórios dos cardiologistas. Tanto que é a quinta maior causa de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) e afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas nos EUA. A probabilidade de ter fibrilação atrial aumenta com a idade: mais de 10% dos idosos acima dos 70 anos e pacientes portadores de
doença cardíaca registram a doença.

Embora, em alguns casos, nenhuma causa seja encontrada para a doença, ela tem relação com a ingestão excessiva de álcool, uso de drogas e hipertensão, além de várias doenças cardíacas que têm em sua origem uma vida sedentária e alimentação inadequada. Você pode não precisar tomar nem Warfarina, nem Apixaban, se fizer sua parte…

Meu avô, um sábio libanês, costumava repetir uma espécie de ditado popular do qual nunca me esqueço: “Fui ao médico e paguei a consulta porque o médico tem que viver; fui à farmácia e comprei os remédios porque o farmacêutico tem que viver; cheguei a casa e joguei os remédios fora porque eu também tenho que viver”. É uma brincadeira, claro, mas é sempre bom lembrar que a prevenção é o melhor caminho.

Postado por flaviocure às 8:35

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