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Menos carne vermelha, menor risco de diabetes

Os amantes da carne vermelha, seja ela bovina ou suína, que querem cuidar da saúde, devem estar atentos também para o consumo da versão processada do alimento, como as linguiças, salsichas, bacon, lombo canadense e presunto. Pesquisas mostram que comer pequenas porções desses frios, todos os dias, pode aumentar em até 50% os riscos de desenvolver diabetes tipo 2.

E são pequenas porções mesmo! Os estudos se referem a uma quantidade equivalente a duas fatias de presunto ou a uma salsicha por dia. Os riscos também existem com a ingesta da carne vermelha fresca (bovina ou suína), mas são menores que os provocados pelos embutidos: um bife de 100 gramas, diariamente, aumenta em 20% as chances de desenvolver a diabetes tipo 2, por exemplo.

A preocupação não é exagerada. Os números, no Brasil e no mundo, não são nada animadores: da meia-noite de hoje, dia 24 de setembro, até o momento em que escrevo esse post, 325 novos casos de diabetes surgiram em nosso país, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, que tem uma espécie de “contador” em tempo real no site www.diabetes.org.br. Ainda de acordo com a SBD, hoje, no mundo, quase 347 milhões de pessoas têm a doença, com um novo caso a cada cinco segundos. Especificamente nos Estados Unidos – país que, infelizmente, estamos tentando imitar nos quesitos sobrepeso e obesidade – mais de 11% dos adultos têm diabetes.

Prevenção

Além de evitar o consumo diário de carne vermelha – fresca ou em embutidos – combinando com outras fontes de proteína como feijão, peixe, aves magras e cereais integrais, para prevenir-se da doença é fundamental fazer atividade física regular. Isto porque o diabetes tipo 2 possui um fator hereditário maior do que o tipo 1, mas tem grande relação com a obesidade e o sedentarismo: a estimativa da SBD é de que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos.

Dieta e exercícios são fundamentais, também, depois que a doença está instalada, e podem ser combinados com medicamentos orais ou insulina, de acordo com o caso. A doença caracteriza-se pela contínua produção de insulina pelo pâncreas, pois as células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea. Os principais sintomas são infecções frequentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e erupção de vários furúnculos.
A incidência da diabetes tipo 2 é maior é após os 40 anos e ela é oito a dez vezes mais comum que o tipo 1.

Alimentar-se melhor e praticar exercícios são pequenos esforços para garantir sua saúde, que é o passaporte para aproveitar a vida! Pense nisso.

Postado por flaviocure às 14:42

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