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Chá preto e chá verde são amigos do coração?

Os gaúchos caminham com suas cuias cheias de chimarrão para todos os cantos, mesmo quando estão em viagem. Nos jogos de futebol é comum vê-los com sua bebida predileta, até mesmo nas praias. Nos escritórios de todo o país também é uma tradição o cafezinho e, cada vez mais, também os chás. Muitas pessoas passam o dia inteiro consumindo esses produtos, seja como uma forma de socialização, na hora de receber visitantes, seja individualmente. Mas que efeito essas bebidas têm no organismo das pessoas? 

Os chás preto e verde, por exemplo, têm sido extensivamente estudados quanto à suas propriedades antioxidantes. Ou seja, pela capacidade de ajudar na prevenção da oxidação, que é uma reação química que produz radicais livres estimulada, por exemplo, por alimentos gordurosos. Os radicais livres produzem outras reações em cadeia que podem danificar ou causar a morte das células onde ocorrem, o chamado estresse oxidativo, e, no caso dos vasos sanguíneos, uma constrição temporária. O estresse oxidativo é componente de muitas doenças humanas, como o infarto e doenças degenerativas. Alimentos funcionais com ação antioxidante, com os chás preto e verde, podem interromper esse ciclo, eliminando os radicais livres e mantendo os vasos flexíveis, para um fluxo de sangue saudável.

Não há, no entanto, evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia dos chás feitos a partir do arbusto chinês Camellia sinesis (o preto, o verde, o branco e o chá oolong) para o tratamento de doenças como as do coração. O que se sabe, por enquanto, é que eles têm bioflavonóide, o composto químico que atua como antioxidante, e que a quantidade de cafeína no chá preto é a mesma do verde (de 2% a 5%).

Segundo a entidade inglesa “Conselho do Chá”, que lançou uma cartilha intitulada Mith Buster (algo como “Exterminador da Mitos”), não é preciso beber grandes quantidades de chá para usufruir de suas possíveis propriedades terapêuticas. Três xícaras bastariam para obter benefícios para a saúde.

Mesmo que a informação venha de um dos países que mais consomem chá no mundo, lembro novamente que os chás não substituem nenhum tratamento e que, por via das dúvidas, é melhor conversar com seu médico caso você queira introduzir qualquer chá na sua dieta. Afinal, a cafeína, mesmo em pequena quantidade nesses dois chás, especificamente, por ser uma substância vasodilatadora pode ser nociva para pessoas que já tiveram ou têm alguma doença cardiovascular, por aumentar a frequência cardíaca.

 

Postado por flaviocure às 16:49

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