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Dia da Saúde e Nutrição como incentivo a novos hábitos

Amanhã, sábado, 31 de março, é comemorado  o Dia da Saúde e Nutrição, data instituída em 2004 pela OMS – Organização Mundial da Saúde. Em vários dos meus posts tenho abordado esta relação e, sempre, pauto minhas orientações com um mesmo ponto de vista: a necessidade do equilíbrio.

Datas como estas são simbólicas e devem ser aproveitadas para fazermos reflexões. É um bom momento para pensarmos em nossa saúde e hábitos alimentares. O que temos comido? O que temos bebido? O quanto temos nos exercitado ou nos estressado?

Temos dado atenção aos sinais que nosso corpo oferece? Aquela dorzinha aqui ou ali merece nossa investigação? Fazemos exames de rotina periodicamente?

Sabemos que muitas doenças são de fácil reversão se diagnosticadas rapidamente, mas depende da nossa iniciativa a sua identificação. Afinal, quem melhor conhece nosso organismo somos nós mesmos.  Podemos ser negligentes, mas sabemos que o estamos sendo.

Por outro lado, temos sido ativos, feito exercícios, evitado a preguiça e o sedentarismo? Sabemos que 30 minutos de atividade física diária faz grande benefício, mas porque não abrimos este espaço na agenda. Se podemos, muitas vezes no mesmo dia, ficar 45 minutos vendo uma novela, duas horas vendo um filme ou um jogo de futebol, trinta minutos vendo um noticiário, por exemplo, porque não podemos dedicar o mesmo tempo à nossa saúde.

Desculpas são muitas, mas – no fundo – sabemos que estamos apenas nos auto enganando. Se vivemos num país onde temos à disposição frutas, verduras, legumes frescos, por exemplo, porque optamos por enlatados, congelados, embutidos ou gordurosos, carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, alimentos com nitritos e nitratos usados para conserva como picles, salsichas e outros ou aqueles conservados em sal, como carne-de-sol e peixes salgados para a alimentação cotidiana?

Uma alimentação saudável e uma rotina de cuidados físicos é o indicativo de melhor qualidade de vida. De melhor uma possibilidade de envelhecimento mais sadio e mais tempo de vida. Diferentes estudos apontam vilões associados, por exemplo, com o desenvolvimento do câncer, principalmente de mama, cólon (intestino grosso) reto, próstata, esôfago e estômago.

De acordo como Instituto Nacional do Câncer (Inca) cerca de 20% dos casos de câncer no Brasil estão relacionados à alimentação, índice que em países desenvolvidos chega a 30%.

Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, indica que o excesso de peso afeta 50,1% dos homens e 48% das mulheres e que a obesidade atinge 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres adultas do país. A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – relaciona esses dados ao sedentarismo, que contribui com o ganho de peso da população.

E, sabemos, esses quilos a mais que carregamos em nossos corpos cobram seu peso com a manifestação de diferentes doenças, como a hipertensão, o diabetes e a dislipidemia (colesterol elevado).

Portanto, vamos aproveitar o simbólico desta data e rever alimentação e cuidados com a atividade física.

Sempre é boa a hora de começar. Procure seu médico e boa saúde.

 

Postado por flaviocure às 16:13

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Arroz, açúcar e água, equilíbrio necessário contra diabetes

Muito arroz branco, muito açúcar e pouca água são riscos altos de diabetes e suas complicações, segundo diferentes estudos. Trabalho realizado por pesquisadores da Harvard School of Public Health e publicado no

No caso do arroz, foram analisados dados de 352.384 pessoas, num período de que variou de quatro a 22 anos. O diabetes tipo 2 foi identificado em13.284 pessoas.

O problema do arroz branco é seu alto índice glicêmico, que propicia o maior risco da doença. As estimativas do estudo são de que o risco do diabetes tipo 2 se eleve em 10% para cada porção de arroz branco (158gramas) ingerido. Este alimento que é refinado, sabemos, possui poucos nutrientes, ao contrário do arroz integral, rico em fibras, magnésio e vitaminas.

Já o açúcar, de acordo com cientistas da Universidade da Califórnia (EUA), Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, em artigo publicado na revista Nature, afirmam que os prejuízos causados pelo produto ao organismos são similares aos provocados pelo álcool. Lembram que ele é responsável pela epidemia global de obesidade, que causa cerca de 35 milhões de mortes anuais no mundo.

O maior acesso da população a produtos industrializados como doces e refrigerantes, por exemplo, com processos de produção em massa, fez com que o consumo mundial de açúcar triplicasse nos últimos 50 anos. Mas, segundo os estudiosos, mais grave do que a obesidade, no caso do consumo excessivo do açúcar, são os efeitos sobre o coração e no fígado, com desenvolvimento do diabetes mellitus e de hipertensão arterial.

Comparativo entre os danos provocados pela exposição crônica ao álcool e ao açúcar:

Exposição crônica ao álcool Exposição crônica ao açúcar
Desordens hematológicas
Anormalidades eletrolíticas
Hipertensão arterial Hipertensão arterial (ácido úrico)
Dilatação cardíaca
Cardiomiopatia Infarto do miocárdio (dislipidemia e resistência à insulina)
Dislipidemia Dislipidemia (lipogênese)
Pancreatite Pancreatite (hipertrigliceridemia)
Obesidade (resistência à insulina) Obesidade (resistência à insulina)
Desnutrição Desnutrição (obesidade)
Disfunção hepática (esteatohepatite alcoólica) Disfunção hepática (esteatohepatite alcoólica)
Síndrome fetal alcoólica
Vício Habituação e até viciação

Fonte: 

Já quem bebe pouca água diariamente também corre o risco de adoecer, segundo estudo publicado no periódico Diabetes Care. A cota mínima para manter equilibrado os níveis de glicose no sangue ficaria em 500 ml de água por dia, segundo pesquisadores franceses.

 

Postado por flaviocure às 19:04

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Vitaminas, se são naturais, melhor

Que as vitaminas fazem bem à saúde é um senso comum.  Mas será que é sempre assim? Infelizmente não. Quando estão em seus estados naturais, nos alimentos, com certeza, são benéficas, mas quando são processadas e comercializadas em forma de suplementos alimentares, exigem cuidados se consumidas em excesso.

Muitos lançam mão de comprimidos diários e deixam de consumir as frutas e alimentos. Dessa forma, devido à concentração artificial das vitaminas, podem exagerar nas doses. Diferentes estudos analisam cada vitamina e seus efeitos no organismo.

Com relação específica à questão cardíaca, há estudos sobre a vitamina D, feito na Johns Hopkins University School of Medicine (EUA), que indica que quantidades de vitamina D acima no normal podem aumentar o risco de inflamações cardíacas. Os pesquisadores examinaram os dados de uma pesquisa nacional com mais de 15 mil adultos durante cinco anos. Concluíram que pessoas com níveis normais da vitamina tinham menos riscos de inflamação do coração e dos vasos sanguíneos.

No entanto, quando os níveis eram muito abaixo ou acima do normal, o risco de inflamações aumentava, assim como a incidência de problemas cardíacos. Os pesquisadores não conseguiram concluir os motivos do aumento de riscos. Mas ficou o alerta quanto ao uso dos suplementos vitamínicos.

Esta vitamina atua no combate à hipertensão, no controle de peso e na prevenção da osteoporose, com ação no metabolismo do cálcio. Tem, ainda, papel destacado no funcionamento da tireoide e na secreção de insulina pelo pâncreas. É a única vitamina produzida pelo organismo humano, que tem na luz solar sua principal fonte.

Já com relação à vitamina E, diferentes pesquisas buscam evidências sobre seus efeitos, como uma da Universidade da Pensilvânia, de uma década atrás, em 2001, feita com 30 homens. Ela identificou que a vitamina E, além de não prevenir a oxidação de gorduras no sangue, em doses elevadas, poderiam danificar artérias. Outros estudos foram feitos, mas não permitiram chegar a conclusão sobre os benefícios para evitar doenças cardíacas e derrames.

No caso da vitamina C, encontrada nas frutas cítricas, como laranja, tangerina ou limão, o corpo exige cerca de 60mg por dia, alguns estudos indicam até 250mg, mas o que importa é de que de nada adianta ultrapassar esse limite, pois será desperdício e o corpo eliminará o excedente.

As vitaminas do chamado complexo B previnem contra doenças como o escorbuto, o raquitismo e o beribéri. Algumas  delas têm substâncias que melhoram, por exemplo, a circulação e protege o músculo cardíaco, como o caso da B1 (tiamina). A  B3 (Niacina, Niacinamida, Ácido Nicotínico) regula e atua na manutenção do sistema circulatório e na redução do colesterol. A B6 (Piridoxina) ajuda a manter o equilíbrio de sódio e potássio e promove a formação de células vermelhas do sangue. A B9 (ácido fólico), junto com B12 é necessária para a formação das células vermelhas do sangue e atua para o crescimento e divisão das células do corpo e ajuda na remoção da homocisteína no sangue. Níveis elevados de homocisteína podem danificar artérias.

A mais conhecida, a B12 (cianocobalamina) atua na regeneração das células vermelhas do sangue e na utilização adequada de gorduras, carboidratos e proteína. Ajuda na remoção da homocisteína no sangue.

Todas as vitaminas são encontradas em alimentos de fácil acesso. Basta procurar um médico especialista ou um nutricionista, que são profissionais habilitados a analisar as necessidades individuais e definir a melhor opção alimentar para uma dieta balanceada. Esqueça a ideia simples de recorrer aos complexos multi-vitamínicos, apenas por comodismo. Deixe para utilizá-los apenas quando houver recomendação específica.

A natureza nos oferece muitas opções. Aproveite !

 

Postado por flaviocure às 18:21

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