publicidade

Jornal do Brasil

À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Previna-se da TVP, a síndrome da classe econômica

Uma doença que acomete grande parte da população (50 casos/100.000 habitantes) pode causar grandes problemas e até a morte. É a trombose venal profunda (TVP). Sua causa principal é a imobilidade prolongada, ou seja, a falta de movimento quando as pessoas ficam, por exemplo, sentadas por várias horas na mesma posição. É comum ocorrer em pessoas que fazem longas viagens aéreas ou rodoviárias em condições desconfortáveis. Em função de sua recorrência nessas condições, já foi até batizada como síndrome da classe econômica.

Outro grupo que é fortemente afetado pela TVP é o formado por pacientes hospitalares que são obrigados a permanecer por longo tempo nos leitos devido a doenças ou após cirurgias.

Mas o que é ela? É a formação de um “trombo”, ou seja, um coágulo de sangue dentro de um vaso sanguíneo. Sua consequência é a inflamação do vaso com posterior obstrução da veia, que pode ser parcial ou total.

A principal complicação que ocorre é a embolia pulmonar, quando o coágulo se desloca e circula até chegar ao pulmão, onde pode obstruir um artéria e colocar o doente em risco de vida.

A TVP provoca dores nas pernas, inchaço e até feridas, tecnicamente chamadas de “úlceras de estase”.  Uma dificuldade para identificação da doença é que a TVP em pode ser assintomática. Quando ela resulta na embolia pulmonar, se manifesta em sintomas como edemas, dores, sensação de calor, vermelhidão e com a musculatura rígida na região onde se formou o trombo. Já quando é a chamada pós-flebítica, os sintomas são escurecimento da pele, endurecimento do tecido subcutâneo, inchaço, eczema e úlceras.
Para diagnosticar a doença os médicos devem investigar os fatores de risco e checar o conjunto de sintomas. Na sequencia, confirma sua suspeita com a realização de exames laboratoriais e de imagem, como a flebografia, o ecodoppler colorido e a ressonância magnética.

O sucesso do tratamento será maior o quanto mais cedo ele se iniciar, de forma a inibir complicações e sequelas. O objetivo básico é evitar a formação de coágulos. Caso eles já existam, o médico buscará formas de fazê-los se dissolver, com dosagens deanticoagulantes. Somente um último caso, o paciente será indicado para cirurgia.

Como, sempre recomendo, a prevenção é fundamental. Portanto, junto com um médico, avalie se você tem predisposição para a doença. Algumas recomendações gerais, são as seguintes: se vai ficar muito tempo sentado, evite bebidas alcoólicas e remédios para dormir. Movimente pernas e pés – com exercícios de rotação e alongamentos se permanecer durante muito tempo sentado em viagens. Vista roupas e calçados confortáveis, ingira líquidos para evitar a desidratação, use meias elástica e, caso esteja em recuperação de uma cirurgia, verifique com o médico o momento mais curto para começar a caminhar.

Lembre-se, que alguns fatores de risco acompanham quase todas as doenças. São eles, a obesidade e o fumo. Mas, no caso da TVP, deve-se estar atento a outros, como a existência de varizes, o uso de anticoncepcionais, a gravidez e o pós-parto, idade superior aos 40 anos, ter se submetido a cirurgias de longa duração, a desidratação, sofrer de insuficiência cardíaca ou respiratória, ter predisposição genética, traumas de diferentes espécies, como pancadas; ter câncer, ter dificuldades para caminhar, está se submetendo a hormonoterapia; viagens aéreas ou terrestres que obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas.

 

Previna-se, tenha uma vida saudável e consulte sempre seu médico.

Bom fim de semana e – se puder – aproveite o feriadão.

 

 

 

 

Postado por flaviocure às 18:28

Compartilhe:

Nenhum comentário

Novo protocolo do AVC, uma boa notícia

A ampliação da assistência às vítimas de AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico agudo anunciada no último dia 12 pelo Ministério da Saúde, por meio de uma portaria, é uma excelente notícia, que pode contribuir para a preservação de milhares de vidas contra a doença que mais mata no país. De acordo com a portaria publicada, os pacientes passam a ter atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), poderão ser tratados com o medicamento alteplase, que atua na desobstrução do vaso sanguíneo que está com o coágulo impedindo a circulação sanguínea e ganharão centros de atendimento de urgência específicos.

O alteplase é um medicamento que normaliza o fluxo de sangue direcionado ao cérebro e diminui em 31% o risco de sequelas e em até 18% o de morte após a ocorrência do AVC. O medicamento foi incluído na lista dos oferecidos gratuitamente. Dessa forma, uma grande dificuldade foi removida, pois uma dose única do medicamento custa em torno de R$3,5 mil, o que justificava, até então, sua exclusão da lista dos gratuitos do SUS.

As decisões devem ser saudadas, pois 85% dos casos são de AVC isquêmico, justamente o que é contemplado neste momento e que tem no alteplase o único remédio aprovado no Brasil para ser ministrado.

Em boa hora compatibilizou-se o interesse econômico com o humano, pois, no ajuste de contas, se constatou que é mais barato para o governo fornecer o medicamento do que arcar com os custos decorrentes do tratamento das sequelas dos pacientes e até, em grande parte das vezes, com a aposentadoria por invalidez.

O AVC decorre de problemas nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central. Temos dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. No primeiro grupo há redução brusca do fluxo de sangue em uma artéria cerebral. No segundo, há a ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide).

No AVC isquêmico ocorre a obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral causando falta de circulação vascular. Ele é responsável por 85% dos casos de AVC. Os dados revelam que 16 milhões de pessoas no mundo têm AVC, das quais seis milhões morrem. No Brasil, foram registrados 99.159 óbitos por causa de AVC em 2010.

Segundo informações da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, embora a maior parte dos casos de AVC ocorra em pessoas acima dos 60 anos, o número entre os indivíduos com menos de 55 anos, tem crescido. A entidade afirma que a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) prevê que uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC.

A atenção para alguns sintomas e a ação imediata são fundamentais no caso do AVC.  Ainda está em nossa memória o recente caso do treinador do time de futebol do Vasco da Gama, que sofreu um AVC. Pudemos ver como seus reflexos e mobilidade, de um momento para o outro, foram alterados. E, felizmente, o pronto atendimento.

Portanto, se você verificar sintomas como fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente, não vacile. Busque socorro imediato. Não espere com aquele tradicional “é só aguardar um pouquinho que já vai passar”.  Pode ser fatal.

Lembre-se de que hoje há o serviço de emergência do Samu, no número 192, que é rápido e eficiente na maior parte das vezes.

Nunca é demais bater na tecla da prevenção. Portanto, fique atento aos fatores de risco para o AVC, tais como, o diabetes, a hipertensão arterial e o colesterol alto. Evite o fumo, limite o álcool, tenha uma dieta saudável, sem obesidade e faça exercícios regulares.

Claro, que ninguém está livre das doenças, mas podemos fazer nossa parte para tentar evitá-las.

 

Postado por flaviocure às 17:09

Compartilhe:

Nenhum comentário

Cuidados contra hipertensão na gravidez

Mulheres grávidas têm na hipertensão arterial seu mais grave e frequente complicador. É um problema que se manifesta de diferentes formas,  pode ser como “Eclampsia”, “Pré- eclampsia Superimposta”, “Pré-eclampsia”,  “Hipertensão Gestacional” ou “Hipertensão Arterial Crônica”. Esse é mais um dos fatores que tornam imperativo o acompanhamento médico da gestação desde seu primeiro momento. Se possível, antes mesmo dela se iniciar.

É classificada como  hipertensão arterial gestacional aquele que afeta a mulher a partir da última etapa da gravidez, acima da vigésima semana. Neste caso, normalmente ela é passageira e a pressão arterial se normaliza após o parto. No entanto, de acordo com estudos, em um terço dos casos, as mulheres desenvolvem a síndrome de pré-eclâmpsia. Portanto, é necessário um acompanhamento minucioso, para evitar as complicações. Inclusive porque, embora passageira, esta hipertensão pode ser um indicativo de uma hipertensão arterial crônica com o envelhecimento.

Vale lembrar que, junto com tromboembolismo, hemorragia e lesões não obstétricas, as síndromes hipertensivas na gravidez estão entre as principais causas de mortalidade materna. A hipertensão crônica afeta até 22% das mulheres em idade fértil. Estudos disponíveis nos EUA revelam que é responsável por 17,6% de mortes maternas no país. As mulheres são consideradas hipertensas na gravidez quando sua pressão arterial alcança, como falamos de forma popular, 14 por nove. Ou quando há o aumento de 30 mm Hg e 15 mm Hg nas pressões sistólicas e diastólicas respectivamente.

Outro problema associado à hipertensão na gravidez é o risco de desenvolvimento de diabetes mellitus gestacional.

A chamada pré-eclâmpsia ocorre especificamente na gravidez, além da elevação da pressão arterial, ocorre o aparecimento de edema e a chamada “proteinúria”, que é a perda de proteínas pela urina, superior a 300 mg em  24 horas. Alguns sintomas podem ajudar no diagnóstico, como cefaleia e dor abdominal, por exemplo.

Já a eclâmpsia é caracterizada quando a grávida sofre com convulsões, o que pode ocorrer na metade da gestação ou no pós-parto. Já na hipertensão gestacional, quando a pressão elevada também é observada já na segunda metade da gravidez, não ocorre a chamada proteinúria da pré-eclâmpsia. Quando a hipertensão persiste, passa a ser considerada crônica, mesma nomenclatura para aquela hipertensão pré-existente.

Nesse caso, aumenta o risco para que a mulher desenvolva a “pré-eclâmpsia superimposta”. Este é o estágio mais grave deste conjunto de doenças e o que impõe maior risco às mulheres e aos fetos.  Pode acarretar o deslocamento prematuro de placenta, restrição ao crescimento fetal ou morte, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal.

Todo o acompanhamento da eclampsia visa levar a gravidez o mais segura possível até o parto. Por isso é particularmente grave quando a doença, mesmo a pré-eclâmpsia, ocorre antes da 28ª semana de gravidez. Ainda hoje, com todo o suporte tecnológico que dispomos, tende-se a fazer todo o esforço para postergar o parto para até a 34ª semana, no mínimo, para minimizar os riscos para mãe e criança.

“A hipertensão arterial é o fator de risco modificável mais importante para a doença cardíaca coronariana (a principal causa de morte na América do Norte)”, conforme ressalta em artigo o dr. Michael P Carson, MD, membro da American College of Physicians,Society of General Internal Medicine, e da  Society of Obstetric Medicine.

Portanto, lembra, o profissional de saúde, além de identificar e tratar pacientes com hipertensão, devem promover um estilo de vida saudável e de estratégias Por isso, se você está pensando em ser mãe não deixe de ter todo o acompanhamento médico preventivo necessário.

Bom fim de semana!

 

Postado por flaviocure às 18:55

Compartilhe:

Nenhum comentário