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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Doenças cardíacas identificadas a partir do hálito

Uma nova técnica anunciada esta semana demonstra a importância do atendimento médico atencioso e minucioso. Aquele no qual o profissional de saúde tem tempo para conhecer e observar os detalhes dos sintomas apresentados pelos pacientes. Assim como a importância de sua capacitação e experiência acumulada.

Foi a partir da observação do hálito dos pacientes e o cruzamento desta informação com o da doença apresentada pelos mesmos, que os médicos do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) tiveram os indícios que os levaram a investigar a relação entre os dois fatores. Conclusão: um novo método de identificação de insuficiência cardíaca foi criado.

Segundo o médico do Incor, Fernando Bacal, em matéria da Agência Brasil,  foi o forte cheiro que os pacientes exalavam ao falar que despertou a curiosidade. A pesquisa, diz, investigou qual o motivo do hálito e concluiu que esses pacientes produziam acetona, que, a partir das pesquisas, passou a ser considerado um biomarcador capaz de confirmar a insuficiência cardíaca.

A técnica do exame, no entanto, ainda depende de aprimoramento, especialmente do aparelho de coleta do ar que deve se exalado pelo paciente. Bacal crê que em torno de dois anos estará disponível. Desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e  Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), o trabalho, segundo Bacal, será levado a outras universidades.

O novo exame, segundo os seus criadores, custará ao paciente cerca de 30% a menos e com o mesmo nível de eficiência do tradicional exame de sangue. Neste é verificada a presença de uma substância chamada “bnt”. No novo se buscará identificar a presença de acetona, que, agora se sabe, está presente nos portadores de insuficiência cardíaca.

A expectativa dos médicos do Incor, com a qual compartilho, é de que o novo exame facilite o diagnóstico e auxilie na antecipação do tratamento. Afinal, a ideia é de essa espécie de “bafômetro” esteja presente nos postos de saúde e que forneça o resultado imediatamente.

A insuficiência cardíaca resulta de doenças como o infarto e miocardites. Ela se manifesta quando o coração fica enfraquecido e diminui o ritmo de bombeamento do sangue. Como decorrência, o paciente sofre com cansaço, inchaços, falta de ar, por exemplo. O risco de morte é grande.

Como ficou claro, um pouco de atenção, mais um pouco de tecnologia, mais um pouco de capacitação, mais um pouco de experiência, pode resultar em muito mais saúde.

Boa semana a todos.

 

Postado por flaviocure às 19:10

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A pele que pode salvar o coração

Tecnologia e medicina andam de braços dados e este casamento oferece cada vez maiores opções para uma melhor qualidade de vida. Nesta semana estudiosos do Technion-Israel Institute of Technology apresentaram resultados de estudos que permitirão o uso de células da pele para solução de deficiências cardíacas. Ou seja, com recursos provenientes do próprio organismo, o paciente conseguirá recuperar sua saúde.

Embora os próprios pesquisadores ponderem que ainda seja cedo para a aplicação das técnicas e que serão necessários vários anos até que sejam empregadas, a sinalização é importante. O simples fato de se saber que pode ser possível reprogramar as células abre uma grande perspectiva.

O estudo foi publicado no “European Heart Journal” indica que os testes clínicos poderão ser feitos em cerca de dez anos. Já outros especialistas ouvidos avaliam que todo o processo, até chegar às clínicas para atendimento público pode envolver 15 anos.

Aparentemente é muito tempo, mas, para o salto que representa não é tanto assim. A expectativa é de que com a técnica se evite a rejeição após o transplante, uma vez que as células são do próprio paciente.

Até chegarmos a este estágio, no qual o próprio organismo é estimulado com a tecnologia a suprir sua deficiência, passaremos por outros estágios.

O atual, que é o dos transplantes entre pessoas, embora já massificado, ainda é falho em grande parte. Especialmente no Brasil, devido a diferentes motivos. Sejam os de natureza de estrutura, sejam os de capacitação profissional.

Mais à frente já vislumbramos a ascensão dos dispositivos mecânicos, que em diferentes partes do mundo já são amplamente utilizados, mas aqui no Brasil, como já abordamos anteriormente, ainda sofre grande restrição em função do elevado custo.

Ainda em simbiose com a tecnologia de ponta, a cardiologia tem em perspectiva as tecnologias das células tronco, que também devem ser empregadas na recuperação dos tecidos cardíacos.

Ou seja, a natureza tem tido uma ajuda considerável da tecnologia para melhorar o nível de qualidade de vida. Mas o ideal, aqui entre nós, ainda é buscarmos fazer da melhor forma possível a nossa parte. Buscarmos práticas saudáveis e evitar as doenças o máximo que pudermos.

Afinal, há melhores formas de se aproveitar a evolução tecnológica do que por meio da tecnologia empregada na medicina.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 17:45

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Doença coronariana desafia humanidade, pelo menos, desde o antigo Egito

Meses atrás uma princesa egípcia, que viveu há cerca de 3.500 anos foi a estrela da Conferência Internacional de Imagem Cardiovascular, realizada em Amsterdã, na Holanda. Ahmose-Meryet-Amon fora submetida a uma tomografia computadorizada, que identificou – finalmente e com precisão sua causa mortis. A filha do último faraó da 17a dinastia do Antigo Egito, morreu com pouco mais de 40 anos vítima de aterosclerose. Duas de suas trê sartérias coronárias principais haviam se estreitado. Mais uma vez entrou para a história. A primeira por sua origem nobre e por mumificada estar até hoje entre nós e, dessa vez, por ser a primeira pessoa da história diagnosticada com doença cardíaca.

Segundo o pesquisador Gregory Thomas, da Universidade da Califórnia, as imagens revelam que havia bloqueio de grande parte das artérias. Para ele, se vivesse hoje a princesa seria submetida a uma operação de safena.

O estudo envolveu 52 múmias da Universidade de Cairo, das quais, 44 apresentaram as artérias obstruídas. Em 20 delas, mortas em torno dos 45 anos de idade, foi identificada aterosclerose.

A identificação da doença suscitou debates em torno de um ponto misterioso e difícil de ser solucionados após 3,5 mil anos. O que teria provocado a aterosclerose? É um consenso de que a alimentação da época era saudável, rica em frutas e verduras e sem produtos industrializados. Além disso, a carne era para poucos. Uma linha adotada seria a de excesso de sal utilizado para conservação dos alimentos e até a possibilidade de serem consequência de infecções parasitárias. Sem descartar o fator genético, uma vez que havia múmias que eram de parentes.  As teorias se sucederam sem que se chegasse a uma conclusão, mas – pelo menos- se obteve o consenso de que o problema de entupimento das artérias não é um mal moderno.

Assim como também são de longa data doenças como a leishmaniose, a malária ou a dengue, que acompanham a humanidade ao longo do tempo sem que se consiga derrotá-las. Essas doenças, chamadas de “negligenciadas”, matam milhões de pessoas mundo afora.

Todos aguardamos, ansiosos, os estudos conduzidos pelo mundo, inclusive aqui no Brasil e já em estado avançado para solução do problema. Há uma expectativa de que em até dez anos surjam vacinas contra essas doenças, segundo o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas, órgão que reúne os mais habilitados pesquisadores do país (Fiocruz, UFRJ, USP e UFMG).  Já há testes em primatas e a etapa seguinte envolve humanos.

Vamos torcer para que esses estudos avancem, que preservemos milhões de vidas em todo o planeta e que daqui há 3,5 mil anos não haja pesquisadores identificando essas doenças como causa mortis de nossa população.

 

Postado por flaviocure às 13:44

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