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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Hipercolesterolemia nome difícil para problema comum

Hoje vou falar sobre “hipercolesterolemia”, uma palavra grande e difícil de pronunciar utilizada para designar o alto nível de colesterol no sangue. É considerada uma espécie de “desarrumação” metabólica que ocorre de forma silenciosa, sem sintomas. Algumas vezes tem origem genética, outras é fruto do sedentarismo e da alimentação descontrolada, com consumo de gorduras presentes em frituras, fast-foods, biscoitos etc. Nesta semana já abordei estes riscos no post de terça-feira.

Além destes fatores, algumas doenças, como insuficiência renal, hipertireoidismo e lesões no fígado também podem provocar a elevação do colesterol. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, 20% dos brasileiros com idade superior aos 45 anos têm taxas elevadas de colesterol no sangue.

As consequências são graves e seus sintomas costumam ser problemas como o infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC).

A prevenção é o caminho. E o quanto antes melhor. O ideal é que desde jovem todos façam acompanhamentos médicos regulares.  Além de optar pelos alimentos sadios que incluam uma boa quantidade de fibras, capazes de absorver o colesterol, e gorduras vegetais, como as frutas, verduras, legumes e cereais, e evitar a ingestão em excesso de alimentos que contenham gordura, principalmente as saturadas. O estilo de vida, com atividade física regular, é outra prioridade. São as melhores formas de manter a saúde em dia.

Quando se trata de Hipercolesterolemia genética, é importante o acompanhamento dos diferentes membros da família, mesmo que não tenha havido manifestação da doença. Dessa forma, é possível prevenir possíveis ocorrências cardiovasculares.

Há estudos ainda que associam a concentração de colesterol, além da qualidade à frequência da alimentação, indicando que porções menores ingeridas em maior número de vezes, diminuem a hipercolesterolomia.

O colesterol, no entanto, não é um vilão absoluto. O nosso corpo precisa dele para funcionar adequadamente. Os esteroides têm papel na produção de hormônios e de vitamina D, além de atuar no transporte de gorduras do intestino para o fígado, músculos e tecido adiposo. Mas esse é o colesterol produzido pelo fígado e, geralmente, o organismo não necessita de quantidades adicionais a elas.

Aproveite este fim de semana que promete ser ensolarado aqui no Rio e invista na sua saúde. Se gostamos de datas para marcar grandes decisões, que tal iniciar o segundo semestre com todos os exames em dia?

Procure seu médico e previna-se.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:59

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Gordura continua vilã, nada mudou

Desde que a revista Veja chegou às bancas neste fim de semana, com a capa que fala da “redenção da gordura”, tenho sido perguntado sobre como ficam os alertas contrário ao seu consumo. Me perguntam: “Flávio, quer dizer que posso esquecer a dieta e me fartar com aquele torresminho?” Não. Não é nada disso. A capa da revista pesa na mão, para chamar a atenção para a matéria.

No entanto, quem ler com atenção a matéria publicada internamente verá que houve apenas uma pequena alteração nos índices de ingestão de gordura aceitos. Ou seja, um leve afrouxamento que, segundo o próprio texto, significa “…uma colher e meia de sopa de manteiga. Ou ainda a um bife de picanha.” a mais no consumo diário.

As gorduras, sabemos, têm importância, por exemplo, como fornecedora de energia, na ajuda à absorção de vitaminas, no metabolismo hormonal, no controle do colesterol, no funcionamento do intestino e contra o ressecamento da pele e dos cabelos. Mas sempre em porções limitadas.

As desculpas que tantos buscam para, digamos, “meter o pé na jaca”, não são oferecidas pela reportagem. Os estudos divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia alteraram parâmetros para consumo de gorduras, mas mantiveram as restrições.

No caso da gordura saturada, encontrada em queijos, leite e carne animal, o percentual aceito para ingestão diária sobe de 7% para 10%. Na monoinsaturada (amêndoa, castanha-de-caju, abacate e óleo de oliva) vai de 12% para 15%.  Já na poli-insaturada (óleo de soja, de girassol e de milho), houve uma inversão. O limite sai dos 11% para 10%. Esses dados apresentados na reportagem têm como fonte a Dra. Ana Carolina Moron Gagliardi Miguel, nutricionista e pesquisadora do Laboratório de Metabolismo de Lípides do Instituto do Coração, em São Paulo.

Para a boa alimentação e preservação da saúde, a recomendação básica continua sendo a do equilíbrio. Nada de dietas radicais que cortam por completo determinados produtos e os substituem por outros.

É um erro, por exemplo, trocar as gorduras por carboidratos, como macarrão, pão ou batata, ou, até, por frutas. A falta de ingestão de gordura pode levar à elevação do colesterol no sangue, uma vez que o organismo compensa a falta do lipídio originário da gordura, com a transformação de carboidratos em gordura, na forma de triglicérides, que incham as células e contribuem para o famoso pneuzinho nas barrigas.

Mas, ao mesmo tempo, devemos ter em mente que o acúmulo de gordura continua como contribuinte para os males cardíacos, hipertensão, diabetes, colesterol alto, pedras na vesícula, cânceres de mama, útero, ovário e cólon e disfunções hormonais, entre outros.

Portanto, ainda não é dessa vez que a ciência vai oferecer uma boa desculpa para a despreocupação com a saúde. A prevenção continua sendo fundamental.

Nada mudou.

 

Postado por flaviocure às 14:21

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Cuide-se contra o Alzheimer

Embora seja uma doença identificada desde o início do século passado (1906) pelo médico alemão Alois Alzheimer, ainda tem suas causas indefinidas e não há cura identificada. No entanto, alguns fatores de riscos já são grandemente reconhecidos. Entre eles, a pressão arterial elevada (hipertensão), a doença arterial coronariana, o diabetes, e possivelmente, os elevados índices de colesterol no sangue.

A doença de Alzheimer (AD) afeta diretamente o cérebro e age de forma lenta, porém progressiva diminuindo a memória e criando distúrbios de raciocínio, planejamento, linguagem, e percepção. Diferentes estudos apontam para o aumento da produção ou o acúmulo de uma proteína chamada de beta-amilóide no cérebro como a responsável pela doença, pois provocaria a morte das células nervosas.

A doença atinge prioritariamente os idosos, especialmente após os 70 anos, embora ocorram casos em menor frequência em pessoas mais jovens. Já acima dos 85 anos, as estatísticas apontam para uma incidência de até 50% das pessoas. Porém, 2% a 5% dos pacientes desenvolvem a doença a partir dos 40 ou 50 anos de vida.

Os riscos genéticos também influenciam no desenvolvimento da doença. Uma forma comum é um gene localizado no cromossomo 19. Há estimativas de que só nos EUA no ano de 2050 a doença atinja a 14 milhões de pessoas, caso não sejam criados novos tratamentos contra a doença.

A doença exige cuidados coletivos, envolvendo os familiares e todos que estão no entorno, com grande envolvimento emocional, inclusive. Em média, de acordo com os registros, 95% dos pacientes morrem nos primeiros cinco anos da doença, embora já se tenha identificado casos com mais de 20 anos de evolução.

Pelas características gerais da AD, reforço o tradicional mote deste espaço. A prevenção é fundamental. Estar sempre atento aos detalhes pode fazer a diferença. A Associação de Alzheimer, por exemplo, criou uma lista com os sintomas mais comuns, a partir dos quais é recomendável buscar uma consulta médica para uma avaliação mais precisa.

São eles:

1. A perda de memória

2. Dificuldade em executar tarefas familiares

3. Problemas com a língua

4. Desorientação de tempo e lugar

5. Fraco ou diminuído julgamento

6. Problemas com pensamento abstrato

7. Trocar o lugar das coisas

8. Alterações de humor ou comportamento

9. Mudanças na personalidade

10. Perda de iniciativa

Alguns estudos têm apontado como fator de risco as dietas ricas em gordura, açúcar e colesterol. Testes do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do Instituto Karolinska, em Estocolmo feitas tendo ratos, indicaram que depois de nove meses submetidos a dieta de fast food, desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares do Mal de Alzheimer. Foi alterada a formação de uma proteína que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer e que impedem o funcionamento normal das células, fazendo com que elas morram.

Portanto, cuidado com alimentação, exercícios regulares e atenção aos sintomas do próprio corpo são aliados à prevenção.

Não relaxe.

 

Postado por flaviocure às 20:32

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