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Cuide-se contra o Alzheimer

Embora seja uma doença identificada desde o início do século passado (1906) pelo médico alemão Alois Alzheimer, ainda tem suas causas indefinidas e não há cura identificada. No entanto, alguns fatores de riscos já são grandemente reconhecidos. Entre eles, a pressão arterial elevada (hipertensão), a doença arterial coronariana, o diabetes, e possivelmente, os elevados índices de colesterol no sangue.

A doença de Alzheimer (AD) afeta diretamente o cérebro e age de forma lenta, porém progressiva diminuindo a memória e criando distúrbios de raciocínio, planejamento, linguagem, e percepção. Diferentes estudos apontam para o aumento da produção ou o acúmulo de uma proteína chamada de beta-amilóide no cérebro como a responsável pela doença, pois provocaria a morte das células nervosas.

A doença atinge prioritariamente os idosos, especialmente após os 70 anos, embora ocorram casos em menor frequência em pessoas mais jovens. Já acima dos 85 anos, as estatísticas apontam para uma incidência de até 50% das pessoas. Porém, 2% a 5% dos pacientes desenvolvem a doença a partir dos 40 ou 50 anos de vida.

Os riscos genéticos também influenciam no desenvolvimento da doença. Uma forma comum é um gene localizado no cromossomo 19. Há estimativas de que só nos EUA no ano de 2050 a doença atinja a 14 milhões de pessoas, caso não sejam criados novos tratamentos contra a doença.

A doença exige cuidados coletivos, envolvendo os familiares e todos que estão no entorno, com grande envolvimento emocional, inclusive. Em média, de acordo com os registros, 95% dos pacientes morrem nos primeiros cinco anos da doença, embora já se tenha identificado casos com mais de 20 anos de evolução.

Pelas características gerais da AD, reforço o tradicional mote deste espaço. A prevenção é fundamental. Estar sempre atento aos detalhes pode fazer a diferença. A Associação de Alzheimer, por exemplo, criou uma lista com os sintomas mais comuns, a partir dos quais é recomendável buscar uma consulta médica para uma avaliação mais precisa.

São eles:

1. A perda de memória

2. Dificuldade em executar tarefas familiares

3. Problemas com a língua

4. Desorientação de tempo e lugar

5. Fraco ou diminuído julgamento

6. Problemas com pensamento abstrato

7. Trocar o lugar das coisas

8. Alterações de humor ou comportamento

9. Mudanças na personalidade

10. Perda de iniciativa

Alguns estudos têm apontado como fator de risco as dietas ricas em gordura, açúcar e colesterol. Testes do Centro de Pesquisa do Mal de Alzheimer do Instituto Karolinska, em Estocolmo feitas tendo ratos, indicaram que depois de nove meses submetidos a dieta de fast food, desenvolveram alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares do Mal de Alzheimer. Foi alterada a formação de uma proteína que forma nódulos no cérebro de pacientes com Alzheimer e que impedem o funcionamento normal das células, fazendo com que elas morram.

Portanto, cuidado com alimentação, exercícios regulares e atenção aos sintomas do próprio corpo são aliados à prevenção.

Não relaxe.

 

Postado por flaviocure às 20:32

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