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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Coração não gosta de solidão

Em tempos de internet e de pessoas com alguns milhares de “amigos”, estudos sobre solidão chamam atenção.  Especialmente se eles revelam, por exemplo, que viver sozinho aumenta o risco de morte por problemas cardíacos, como publicado na edição online da revista “Archives of Internal Medicine”.

Na realidade fica claro que quantidade não é qualidade e virtual não é real. Ter muitos amigos nas redes sociais pode, até, ao contrário, revelar um alto grau de solidão, pois não há uma relação mais próxima com nenhum deles.

O estudo, feito pela equipe do Brigham and Women’s Hospital, de Boston, analisou os riscos cardiovasculares em âmbito internacional, com uma base de dados de 44.573 participantes do Registro internacional de Aterotrombose para Saúde Continuada. Aquelas pessoas que apresentavam aterosclerose o risco de contraí-la foram acompanhadas por até quatro anos. Nesse período verificou-se a incidência de problemas cardiovasculares.

Do total 19% viviam sozinhos. Segundo os cruzamentos dos pesquisadores, aqueles que tinham aterosclerose e viviam sozinhos tiveram taxas maiores de morte no período, quando comparados aos que não viviam sozinhos, 14,1% contra 11,1%. Do mesmo jeito, a morte provocada especificamente por problemas cardiovasculares também aconteceu mais entre os que viviam sozinhos, 8,6% contra 6,8%, respectivamente.

Ao analisarem os participantes com idade entre 45 e 80 anos, aqueles que viviam sozinhos apresentavam uma mortalidade e um risco de morte por motivos cardiovasculares maior, do que o que não viviam sozinhos. O risco para os que têm mais de 80 anos, pelo menos do ponto de vista cardíaco não aumenta.

No entanto, morar sozinho é um problema mais grave nos idosos, que desacompanhados correm riscos maiores de sofrerem quedas ou, mesmo de não fazerem uso correto de medicamentos.

Os motivos de quem vive sozinho, no entanto, variam. A solidão deve ser mais encarada como um sentimento. Muitos moram sozinhos, mas não estão em estado de solidão. Outros moram com muitos e se sentem sós. Mas esse não é foco deste artigo.  Viver só pode ser uma opção e muitos sabem com maestria equilibrar os momentos de isolamento com os de convivência com amigos e família.

Para o ser humano não existe receita pronta.

 

 

Postado por flaviocure às 19:27

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Desenvolvimento sustentável só com saúde

Até o próximo dia 22 o Rio de Janeiro é a capital do mundo. Aqui estarão representantes de mais de 193 países e a sede da ONU para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Chefes de Estado e de governos, primeiros ministros, políticos em geral e representantes das entidades civis e empresários debaterão o futuro da humanidade, com base em dois eixos pré definidos, os da economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e o da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. Analisando estes temas, posso grosseiramente simplificar e concluir que o tema saúde, por sua transversalidade, estará no centro das discussões. Não há desenvolvimento sustentável em uma população sem saúde.

Devemos lembrar que os objetivos de desenvolvimento do milênio definidos pela ONU são erradicar a extrema pobreza e a fome, prover educação básica de qualidade para todos, promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres,  reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças, garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parcerias para o desenvolvimento.

Dessa forma, quando pensamos em desenvolvimento sustentável temos que pensar numa população com saúde. Não há outro caminho. Também quando nos remetemos aos temas mais clássicos da agenda ambiental devemos saber que suas consequências afetam diretamente nossas saúdes. Por exemplo, se há aquecimento global, alteração do regime de chuvas, secas, enchentes, perda de biodiversidade, temos efeitos diretos na saúde. Desde complicações com doenças respiratórias aos efeitos da falta de água, como a fome.

Paralelamente às discussões oficiais questões como segurança alimentar e nutricional e sustentabilidade, saneamento básico, impacto dos agrotóxicos na saúde e no ambiente estarão em pauta na Cúpula dos Povos, capitaneada, entre outras, pela Fundação Oswaldo Cruz. Esta cúpula pretende reunir mais de 10 mil pessoas da sociedade civil no Parque do Flamengo.

Em outro dos espaços da cidade dedicado à Rio+20 acontece a Mostra de Inovação Tecnológica em Saúde, organizada pelo Ministério da Saúde em parceria com entidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aberta ao público no píer Mauá. Lá, por meio de vídeos, maquetes, atividades interativas e painéis, é possível ver as principais ações de prevenção, promoção e assistência à saúde pública no Brasil. Também serão exibidos os processos de produção de vacinas, de utilização de medicamentos fitoterápicos e de idealização do Programa Academia da Saúde, iniciativa do Governo Federal para promover hábitos saudáveis e estimular a promoção da saúde na população.

Entre os feitos destacados pelo governo neste campo está a expansão da cobertura da atenção primária à saúde de 3% em 1992 para aproximadamente 63% em 2012 e a oferta universal de medicamentos considerados essenciais, que foram metas estabelecidas na Rio 92, em um capitulo da Agenda 21 específico de proteção e promoção da saúde humana. Nele estava prevista a cobertura universal do Programa Nacional de Imunização (PNI), que o governo brasileiro comemora como tendo sido alcançado pelo SUS e possibilitado o controle e eliminação das principais doenças imunopreviníveis, tais como a pólio e o sarampo.

Aproveite este fim de semana e participe da Rio +20. É um momento único no planeta e nós, aqui do Rio, temos o privilégio de podermos participar de cada evento. A programação é extensa e envolve shows musicais, cinema, gastronomia, passeatas, mutirões, ou seja, tem para todos os perfis e disposições.

Só não vale dizer depois que não foi avisado.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 11:26

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Nozes, saborosas e benéficas

Aqui neste espaço volta e meia falo sobre alimentos e bebidas que podem nos ajudar a ter uma saúde melhor. Já abordamos os benefícios, dos vinhos, dos peixes e das frutas, por exemplo. Hoje nosso post será sobre os benefícios das nozes como antioxidantes, segundo um estudo feito pelo professor Phd Joe Vinson, da Universidade de Scranton e publicado no fim do ano passado no The Royal Society of Chemistry’s journal Food and Function. O diferencial está nos chamados polifenóis, substâncias naturais com características terapêuticas.

Os polifenóis, indicam os estudos, conseguem inibir a oxidação de lipoproteínas de baixa densidade, conhecidas como “mau colesterol”. Para a pesquisa, foram comparados amendoins, castanha de caju castanha, pistache, amêndoas, macadâmia, avelãs e nove diferentes tipos de nozes. A última bateu todos os demais nos benefícios. Com indicações de que, além de diminuírem os níveis de colesterol, melhoram o fluxo sanguíneo e reduzem inflamações relacionadas às doenças cardiovasculares.  E, embora ricas em gordura, não estão relacionadas ao ganho de peso.

O motivo, de acordo com o pesquisador, seria o fato de as gorduras presentes nas nozes serem poliinsaturadas saudáveis ​​e monoinsaturada, em vez de gorduras saturadas, que atuam no obstrução das artérias.  A noz é rica ainda em proteína e sais minerais como magnésio, cálcio e zinco, além de ser contar com fibras e vitamina E.

Os benefícios, no entanto, indicam o estudo, ficam restrito a um consumo limitado, com uma cota de cerca de sete nozes diárias. Nozes, portanto, são um lanche nutritivo e um aditivo alimentar que  fornece nutrientes e antioxidantes que proporcionam significativo benefício à saúde de seu consumidor.

Outro estudo, divulgado pelo Brigham and Women Hospital, de Boston (EUA) aponta na mesma direção. Descobriu que aqueles que consumiram 30 gramas de nozes, duas vezes por semana, no mínimo, tinham 47% menos risco de sofrer morte cardíaca súbita do que os que não consumiram o produto.

 

Postado por flaviocure às 19:15

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