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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Aproveite as Olimpíadas, faça exercícios

Nesta sexta-feira, 27, aconteceu a abertura oficial dos Jogos Olímpicos em Londres.  Será pouco mais de duas semanas, até 12 de agosto, de prática esportiva no mais alto nível. Por aqui vamos todos acompanhar com atenção as performances dos atletas nas mais variadas modalidades, desde os nossos familiares futebol, vôlei, basquete, atletismo, natação ou judô até o badminton ou o hóquei na grama. O ideal seria que o momento inspirasse os espíritos atléticos e levasse boa parte de nossa população a, no mínimo, se exercitar regularmente.

Sabemos que é um desejo de difícil realização, mas meu papel aqui é o de incentivar a que cada um busque o melhor condicionamento, para manter em dia a saúde. Os jogos, até podem ter o efeito contrário, já que para acompanha-los será preciso ficar à frente da TV por algumas horas. Mas nada impede que logo após a transmissão os atletas de sofá, queimem parte das calorias, por exemplo, numa caminhada.

Mas os que tiverem mais dispostos podem, sem dúvida, ir adiante. Sejam crianças e jovens, sejam adultos ou idosos. Não há limitações. O importante é que cada um faça uma avaliação de seu estado pessoal. Busque a assessoria de profissionais, o que inclui o médico e o especialista em educação física.

Os benefícios do esporte também se revelam no longo prazo e a perspectiva é de contarmos com uma população cada vez mais longeva. Segundo a Organização Mundial da Saúde 10% da população já está acima dos 60 anos de idade. Aqui no Brasil, em 2030, estará a sexta população mundial em número absoluto de idosos, segundo a OMS.

A prevenção é o melhor caminho contra os problemas mais frequentes nesta faixa etária, como as fraturas e as doenças reumáticas, os acidentes vasculares encefálicos e as doenças cardiovasculares, que são problemas relacionados ao envelhecimento, mas que podem ser mitigados.

Há informações de que acima de 80% das pessoas com 65 anos ou mais são dependentes para realizar atividades cotidianas e esse número vem crescendo à medida em que mais pessoas alcançam idades mais avançadas, o que é viabilizado por novos medicamentos e formas de assistência. Mas será isso que queremos? Com certeza não! Todas as pessoas querem, sim, viver mais. No entanto, querem que isto aconteça com qualidade e com sua autonomia preservada. O esporte é um bom caminho. Não que ele seja milagroso, pois mesmo desportistas adoecem e enfrentam as adversidades provocadas por incapacidades, mas a ideia é minimizar os riscos.

Boa parte das fraturas, por exemplo, resultam de quedas. Ora, sabemos que a capacidade muscular alcança o auge entre os 20 e 30 anos de idade. Depois, até os 50, há perda em torno de 6% a cada década. Mas quando se chega aos 60, a força muscular cai entre 30 e 40%, portanto, se nada fazemos, a tendência é que a resistência do corpo decline e, com isso fica mais fácil cair. Seja um tropeço na escada, seja um escorregão no tapetinho da cozinha.

O mesmo fenômeno ocorre nas cartilagens das articulações, que, a partir dos 35 anos, começam a perder flexibilidade e têm diminuída a função locomotora. Ou seja, mais risco de lesões.

Em resumo, a hora é essa. Vamos aproveitar as Olimpíadas e sacudir a poeira do sedentarismo. Com o esporte regular é possível aumentar a massa muscular, controlar a glicemia, reduzir o peso, melhorar a condição pulmonar, o equilíbrio, a flexibilidade, melhorar a auto-estima e, de quebra, ainda ampliar o círculo de amizades.

Portanto, vamos imaginar que Londres é aqui e começar desde já. Não dá pra ficar esperando os Jogos Olímpicos do Rio, que só acontecem daqui a quatro anos.

Acompanhe e torça por nossos atletas, mas mexa-se também.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:42

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Adolescência sadia melhora saúde adulta

Meninos obesos têm maior probabilidade de ter pressão arterial (PA) elevada do que meninas na mesma situação, segundo pesquisa sobre os hábitos de vida na adolescência feito pela equipe do Royal Perth Hospital – Unidade da Faculdade de Medicina e Farmacologia da Austrália, publicado este mês pelo Jornal Europeu de Cardiologia Preventiva.

O estudo analisou diferentes aspectos que influenciam a possibilidade de problemas cardiovasculares na idade adulta. São mostrados os riscos que envolvem o uso de contraceptivos, do álcool e do sal. A elevada ingestão deste foi apontada como fator de alta PA para ambos os sexos.

Um grupo de 1.248 jovens na faixa dos 17 anos de idade foi estudado e apontou que o uso de contraceptivos orais – registrado em 30% das meninas, aumenta significativamente a PA. A recomendação é de que as jovens que utilizam contraceptivos tenham sua PA monitorada regularmente.

Segundo o médico Trevor Um Mori, autor sênior do estudo, foi possível definir três grupos. Naquele formado por meninas que não tomam pílula estava a menor PA. Já aquelas que tomam pílulas têm a PA 33mmHg maior, enquanto os meninos têm 9mmHg mais elevados.

No caso dos meninos, o problema ocorre quando eles consomem álcool, pois encontrar a PA deles mais elevada do que as delas já era esperado. Mas a ingestão de álcool deixa a PA dos que bebem 5,7 mm Hg acima dos demais. Como destaca o estudo, essa mesma correlação entre PA e consumo de álcool não se observa em adultos.

Os estudos revelam que a relação entre o índice de massa corporal e a PA existe em ambos os sexos, mas fica mais acentuada nos meninos, em especial com as meninas que não usam pílulas.

De acordo com a pesquisa, aproximadamente 24% dos adolescentes eram pré-hipertensos e hipertensos, com a maior parte do sexo masculino. Houve 36% de meninos em comparação com 9% das meninas com pré-hipertensão. A proporção de meninos obesos com pré- hipertensão chegou a 51% e já no caso das meninas ficou em 15%.

A pesquisa revela dados interessantes que devem ser considerados como referenciais para nossa juventude. Pais e responsáveis precisam estar atentos e dar as orientações necessárias para que eles passem por esta etapa da vida de forma saudável. Que aproveitem, brinquem se divirtam, mas que se cuidem.

Afinal, prevenção é fundamental.

 

Postado por flaviocure às 20:19

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Estudo é incentivo à prática de exercícios

Mais um incentivo àqueles que buscam desculpas para iniciar a prática de exercícios físicos foi dado esta semana com a divulgação pela revista médica Lancet de uma pesquisa que mostra que o sedentarismo causa tantas mortes quanto o tabagismo. Ou seja, são 5,3 milhões de mortos anualmente, contra 5,1 milhões que morrem por causa do fumo.

Portanto, é hora de levantar da cadeira, abandonar a preguiça e partir para o exercício, o que, segundo o estudo, não é feito por um terço dos adultos em todo o mundo. Os dados revelam que 10% das mortes por problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, são consequências da inatividade física. Os pesquisadores falam em pandemia, que é a classificação de uma “epidemia” que se propaga pelo mundo de forma desequilibrada.

Aqui no Brasil, as mortes decorrentes do sedentarismo que acarreta as doenças acima citadas alcançam o total de 13,2%, acima da média da América Latina e Caribe, que fica em 11,4%. Ao detalhar por doenças, o estudo identifica que a inatividade provoca 8,2% das doenças cardíacas, 10,1% dos diabetes tipo 2, 14,6% dos casos de câncer de cólon e 13,4% do câncer de mama. A coordenadora do estudo, a Dra. I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, assegura que maior atividade física reduziria esses números mundialmente.

Diferentes fatores determinam esse quadro, dos fatores econômicos à tecnologia. As crianças e adolescentes em todo o mundo têm substituído brincadeiras que exigem esforço físico pelo computador. Muitos adultos têm o mesmo problema. Além disso, a alimentação tomada por produtos de baixa qualidade nutricional, com muita gordura, sal e açúcar.
É um conjunto de difícil enfrentamento. Aqui neste espaço tenho falado sempre da necessidade da prevenção, da importância do exercício físico, da alimentação balanceada, de hábitos saudáveis. Mas a disputa é árdua. É muito mais fácil encontrar um refrigerante à disposição do que um suco. É mais prático um salgadinho engordurado ou um fast food, do que uma carne com salada. É mais fácil pegar o elevador do que subir dois lances de escada, pegar um carro do que andar dois quarteirões. Com isso, pequenas ações que ajudam a exercitar o corpo são relegadas.

Popularizar a prática esportiva é um desafio que as autoridades devem enfrentar. Aqui na Zona Sul do Rio, com sua natureza privilegiada, embora os dados da pesquisa não revelem, talvez sejamos um ponto fora da curva. Nossas áreas de lazer, como toda a orla marítima, o Parque do Flamengo, a Lagoa, o Horto, ou ainda um pouco mais adiante na Zona Norte a Quinta da Boa Vista, a Floresta da Tijuca e na Oeste toda a orla da Barra e Recreio, por exemplo, são convites à prática de exercícios, razoavelmente aproveitados.

Mas, mesmo aqui na cidade, a maior parte das vezes são áreas sem espaços apropriados. Faltam pistas para caminhadas ou equipamentos. A dificuldade se agrava com a dificuldade de mobilidade urbana, que tem feito os cariocas e fluminenses do grande Rio reféns do trânsito, com demora superior a uma hora para chegar ao trabalho, ou seja, praticamente três horas nesta verdadeira missão. Então, o tempo que resta é, realmente curto, o que exige que os governos assumam o problema como responsabilidade de política pública e ofereçam maiores facilidades.

Entre os países mais sedentários, o líder é Malta, com 71,9% da população, seguido da Suazilândia, com 69%, a Arábia Saudita, com 68,8%; a Sérvia e nossa vizinha Argentina, com 68,3%; No outro extremo está Bangladesh, onde apenas 4,7% foram considerados inativos.

Ainda segundo a pesquisa, as mulheres são mais inativas do que os homens, com 33,9% delas que não fazem exercícios, contra 27,9% deles. Um dos pesquisadores, o brasileiro da Universidade de Pelotas, Pedro Hallal, lembrou que este dado refletem questões culturais, como o fato de no sul da Ásia as mulheres não irem às ruas. Nesse caso, não se leva em consideração as atividades domésticas, que, muitas vezes podem equivaler a exercícios.

O importante do estudo e sua divulgação é o caráter de alerta. Sempre é hora de colocar em prática o plano de iniciar a atividade. Aproveite o fim de semana e comece. Não precisa esperar segunda-feira chegar, afinal já sabemos no que dá isso. Minha sugestão se você está parado: de uma caminhada leve, sem grande esforço, só para sair da inatividade. Na segunda-feira, se for o caso, vá pra seu clube ou academia e procure a orientação necessária. Caso você prefira fazer sua caminhada sozinho, procure seu médico e fale da sua decisão. Ele recomendará os exames básicos para que você comece sua prática com segurança.

Essa é a hora.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 19:21

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