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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Doar sangue é necessário

Desde cedo vemos campanhas nos veículos de comunicação incentivando a doação de sangue, mas quantos de nós já nos mobilizamos e participamos de uma delas? Infelizmente muitos poucos, com certeza. Sempre deixamos para depois, pois há compromissos mais urgentes. Mas a tendência aparentemente é positiva, pois, segundo o Ministério da Saúde, o número de doadores tem crescido.  Os dados preliminares registram 3.428.560 coletas de sangue em hemocentros do SUS e serviços particulares no ano de 2011, cerca de 90 mil a mais do que em 2010.

Apesar desses números, temos que ter claro que ainda são reduzidos frente à população que temos em idade hábil para doar. A carência se revela especialmente nos períodos críticos, como os de festas de fim de ano ou carnaval. Ou ainda, quando ocorrem grandes acidentes. Recentemente, mesmo sem nenhum desses fatores, diferentes unidades hospitalares no estado de São Paulo foram obrigadas a cancelarem cirurgias e transfusões programadas, em função da falta de estoque de sangue.

Para alcançar a quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde, teríamos que recolher 5,7 milhões de bolsas de sangue por ano. A meta do governo para este ano é de chegar a quatro milhões.

Desde o ano passado o universo de potenciais doadores cresceu em 14 milhões de pessoas, pois passaram a ser admitidas doações de jovens entre 16 e 17 anos de idade, além de idosos até 68 anos, antes o limite era 65 anos. No caso dos jovens, precisam de uma autorização assinada pelos responsáveis.

É importante que tenhamos claro que doar sangue é seguro e, ao contrário do que muitos dizem, não vicia. Ou seja, embora seja uma ação recomendada, ninguém é obrigado fazê-lo regularmente.

A cada doação são coletados até 450ml de sangue. Os homens podem doar a cada dois meses, num total de até quatro vezes no ano. Já as mulheres podem doar a cada três meses, num total de três vezes no ano.

Para doar não há complicações. Basta estar bem de saúde, pesar, no mínimo, 50kg; não estar de jejum e evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores à doação. É preciso apresentar documento de identidade oficial com foto.

Os fatores impeditivos são estar com febre acima de 37°C, estar gripado ou resfriado, estar amamentando (até um ano após o parto), estar grávida e até 90 dias após o parto normal ou 180 dias no caso de cesariana. Estar com anemia, ter feito cirurgias, ter extraído dente a menos de 72 horas, utilizar alguns medicamentos, ter feito transfusão de sangue ou se tatuado há menos de 12 meses, e ter sido vacinado, neste caso o período varia de acordo com a vacina. É necessário consultar um profissional.

Vale destacar também que não há restrição quanto à orientação sexual. Esse é um problema tão recorrente que chega a ser regulamentado em uma Portaria (1.353), para evitar triagens que tenham cunho preconceituoso, seja por gênero, raça ou qualquer outro tipo.

No Rio de Janeiro o Hemorio (http://www.hemorio.rj.gov.br/), que é o hemocentro público mais antigo do Brasil, com 68 anos, e recebe 300 voluntários por dia, fica na Rua Frei Caneca, 8, Centro – Rio de Janeiro e funciona todos os dias de semana, das 7 às 18 horas, inclusive finais de semana e feriados. Além disso, o instituto abastece com sangue, 180 hospitais da rede pública e hospitais contratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz coletas móveis em empresas, igrejas, associações, universidades etc. Quem puder colaborar, basta agendar pelo telefone 2332-8611 r: 2255 ou pelo e-mail coleta.externa@hemorio.rj.gov.br.

Esta é uma mobilização que vale a pena.

 

Postado por flaviocure às 19:04

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Cuidados especiais com o coração no inverno

A chegada do frio de inverno altera as opções de lazer e de alimentação, por exemplo. É hora de consumir fondues, sopas, vinhos, chocolate quente, passear nas cidades serranas, tirar do armário casacos, cachecóis etc. Mas, junto com esses prazeres, há também alguns riscos maiores de problemas de saúde, como as alergias e o incremento das doenças cardiovasculares. De acordo com estudos da Associação Americana do Coração, a estação aumenta em até 25% a ocorrência de doenças. É hora, portanto, de tomar algumas medidas preventivas básicas, especialmente os idosos, tabagistas e sedentários.

Aconselho, por exemplo, brigar com denodo contra a preguiça. É preciso manter a rotina dos exercícios físicos, por mais que seja difícil levantar pela manhã com este objetivo. Se for, necessário, troque o horário da academia, da caminhada, da natação, da corrida, mas não interrompa a prática. Também fique atento à alimentação. Se a tentação é por pratos mais pesados, com produtos mais ricos em gordura, se policie. Não é necessário se privar, mas é possível equilibrar.

O frio favorece a ocorrência das doenças cardíacas porque, quando submetido a temperaturas mais baixas, o organismo precisa intensificar seu trabalho para manter o equilíbrio térmico. Há uma alteração na espessura dos vasos sanguíneos, em particular das artérias, com sua contração, o que faz com que o sangue circule menos até o coração. Outro problema comum é o aumento da pressão arterial. Se há acúmulo de placas de gordura, a situação piora. Esse processo pode causar uma isquemia ou uma angina, infarto, arritmias ou acidentes vasculares cerebrais.

É comum muitas pessoas considerarem normais as chamadas “dores de inverno”. É um erro. Recomendo que qualquer dor no peito acenda o sinal de alerta. Busque logo um médico para se examinar. Também se sentir cansaço desproporcional ao esforço feito, dor nas costas, na mandíbula, no braço não espere para buscar atendimento.

É preciso ficar atento também às infecções, alergias e doenças respiratórias, decorrentes de dias mais secos e com maior concentração da poluição, em especial nas grandes cidades. Essas doenças também afetam a circulação sanguínea, com inflamações nas artérias e exigem maior esforço do coração, que fica mais exposto.

Por isso, vamos aproveitar o que este curto período do ano tem de melhor e, ao mesmo tempo, preservar nossa saúde.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:12

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Dançar e viver melhor

Além de ser divertido e uma excelente forma de interação social, dançar pode ser um excelente “remédio”, conforme mostra estudo do Núcleo de Cardiologia e Medicina do Exercício (NCME), a exemplo do que ocorreu em anos por meio do Programa de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM), no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). O trabalho coordenado pelo Dr. Tales de Carvalho, cardiologista especializado em Medicina do Esporte de Santa Catarina, apresentou o sucesso no processo de restabelecimento físico, psíquico e social de pacientes.

Segundo relato do grupo de pesquisa, uma “modalidade terapêutica inquestionável em termos de custo-efetividade, que na ausência de contraindicações para a prática de exercícios físicos, em geral transitórias e raramente definitivas, deve ser imediatamente incorporada ao tratamento de portadores de doenças cardiovasculares, pulmonares e metabólicas.”

Ou seja, uma excelente notícia que muito pode ajudar no restabelecimento de cardíacos. Afinal, a dança apresenta um pacote de benefícios, que incluem, além da alegria e relaxamento, a melhora da coordenação motora, o fortalecimento da musculatura, o aumento da flexibilidade, por exemplo. É uma ótima opção para aqueles que têm preguiça só de ouvir falar em fazer os exercícios físicos tradicionais.

Esta é, inclusive, uma das vantagens apresentadas pelo programa, pois a dança, por suas características de convívio social pode colaborar para a permanência cos pacientes. Os programas tradicionais teriam um aderência inferior a 50% no primeiro ano e de 30% no segundo ano.

De acordo com o estudo podem ser beneficiados portadores de doenças como na prevenção e tratamento de portadores de insuficiência cardíaca, doença coronariana, hipertensão arterial e doenças vasculares periféricas ou ainda, diabetes mellitus e obesidade e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Agora, a melhor notícia é que lá em Santa Catarina o gosto musical é variado e, além da dança de salão o protocolo dos programas de reabilitação inclui ritmos como o forró, bolero, samba,  merengue, valsa, rock and roll e salsa.

Portanto, cada vez diminuem as desculpas para não se exercitar.  Chega de sedentarismo, vamos nos prevenir e dançar.

referencia:Revista do DERC

 

 

Postado por flaviocure às 20:19

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