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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Sangue tipo “O” tem menos risco de infarto

As mais variadas pesquisas desenvolvidas ao redor do mundo nos oferecem regularmente elementos para melhoria de diagnósticos. Esta semana um tema que já foi alvo de outras investigações, voltou à pauta. É a constatação de que pessoas cujo sangue é do tipo “O” seriam menos propensas às doenças cardíacas. No caso, os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, revisaram dois estudos que acompanharam 90 mil pessoas ao longo de mais de 20 anos.

A conclusão foi de que os de sangue tipo “AB” têm 23% mais riscos cardíacos, os de tipo “B” 11% e os de tipo “A” 5%. Bom, para que serve esse tipo de investigação? Para mim é um orientador. Amplia as possibilidades de diagnósticos e ajuda a traçar o perfil de risco de um paciente. Já para os pacientes, pode servir como mais um alerta para a necessidade de constante prevenção.

Um dos estudos analisados acompanhou 62 mil mulheres com mais de 26 anos. O outro se fixou em 27,4 mil homens com mais de 24 anos. Do total, 2,5mil foram diagnosticados como portadores de doenças cardíacas.

Quem não souber qual o seu tipo sanguíneo é fácil.  Basta fazer um exame num laboratório de análises clínicas.  O tipo “O” é o doador universal. Já o “AB” é o receptor universal. É importante saber qual o seu tipo, especialmente para casos de emergência quando houver necessidade de transfusões.

No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o “O” e o “A”, que juntos  abrangem 87% da população. O “B” contribui com 10% e o grupo sanguíneo “AB” com apenas 3%.

É importante destacar que a pesquisa não concede ao portador doo sangue tipo “O” qualquer imunidade. É uma avaliação meramente estatística que não o isenta das necessárias prevenções de manter hábitos de saúde saudáveis, ter uma boa alimentação e praticar exercícios.

Portanto, seja qual for o seu tipo sanguíneo, não descuide da prevenção.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:04

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Amanhã é dia de todos contra o fumo

Amanhã, dia 29 de agosto é o dia nacional de combate ao fumo e nunca é demais lembrar os malefícios que este vício causa. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que é o órgão do Ministério da Saúde que coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, mesmo aqueles que não fumam, sofrem com o mal. Os fumantes passivos têm 30% mais riscos de desenvolver câncer de pulmão e doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas. Além de possibilidades de ter asma e da redução da capacidade respiratória.

A explicação para tantos problemas não é difícil de entender, quando sabemos que na fumaça do cigarro existem mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo além da nicotina, o arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações.

Segundo o Inca, os fumantes têm probabilidades dez vezes maiores de adoecerem de câncer de pulmão; cinco vezes de infarto ou bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral.

O dia de amanhã, portanto, deve ser encarado como uma ótima oportunidade para esclarecimento da população. É um dia da semana como tantos outros, mas possibilita que falemos do tema. Os veículos de comunicação farão matérias e o assunto ficará em evidência. O grande valor de datas como essa é contribuir para a mobilização e esclarecimento da população.

A campanha brasileira, em ano de Rio +20, dá destaque aos impactos da indústria do fumo sobre as questões socioambientais. Lembra, por exemplo, da poluição do ar, das águas e matas provocadas pela fumaça do cigarro, pelos filtros jogados no chão e que são levados para lagos, oceanos e rios. O Inca informa que as pontas de cigarro correspondem a 25 a 50% de todo o lixo coletado em ruas e rodovias.

Também o desmatamento de florestas, utilizadas para alimentar fornos e estufas que secam as folhas do fumo em diferentes partes do mundo. O cálculo é que para cada 15 maços de cigarro (300 unidades), uma árvore é sacrificada.

O uso de pesticidas e agrotóxicos e as consequências para os agricultores e suas famílias também são relevantes. No sul do Brasil, 55% não usam equipamentos de proteção, como máscaras, luvas e botas, diz o Inca. Além disso, o descarte dos recipientes não é feito de forma adequada. Até mesmo a utilização de mão de obra infantil na colheita do fumo é denunciada pelo Inca. Ainda com o foco ambiental, são computados na conta dos cigarros 25% dos incêndios domésticos e de matas e florestas, resultantes de pontas de cigarros acesas.

Se você é fumante e quer parar ou conhece alguém nessa situação, veja aqui esta cartilha: Cartilha Você está querendo parar de fumar?.

A hora é essa.

 

 

Postado por flaviocure às 19:35

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Estímulos elétricos contra insuficiência cardíaca

Pesquisadores da Universidade de Leicester anunciaram a realização no Reino Unido da primeira operação para combater a insuficiência cardíaca (IC) com o implante de um dispositivo de estimulação de nervos por estímulos eléctricos nesta sexta-feira, 23 de agosto no Hospital Glenfield. O procedimento faz parte de um estudo global que visa melhorar a função cardíaca dos pacientes com IC, batizado de Inovar IC, que avaliará a segurança de um sistema chamado CardioFit.

A IC hoje afeta grande parte da população mundial e está entre as líderes das causas de mortalidade. Segundo os pesquisadores, o estudo avaliará a capacidade do sistema para reduzir a hospitalização e morte, além de investigar se o tratamento combinado entre CardioFit e terapia com prescrição de medicamentos é mais eficaz do que apenas com os medicamentos.

No tratamento apresentado aos pacientes com IC, que têm o sistema nervoso desequilibrado e com consequente deterioração cardíaca e progressiva da função cardiovascular, busca-se restaurar o equilíbrio, com ativação de uma parte específica do sistema nervoso (o chamado sistema “parassimpático” nervoso) para reduzir o estresse sobre o coração e, assim, aliviar os sintomas de IC e reverter a deterioração IC. O sistema funciona através da estimulação do nervo vago no lado direito do pescoço.

O estudo dizem os autores já avaliou a segurança e o desempenho do CardioFit em 32 pacientes da Alemanha, Itália, Holanda e Sérvia. Os dados mostraram que houve melhoras significativas de importantes medidas clínicas, incluindo a função ventricular esquerda e estrutura, variabilidade da frequência cardíaca e da frequência cardíaca de repouso.

Os pacientes também mostraram melhora no auto relato de qualidade de vida. O condutor do trabalho, Dr. André Ng, professor de cardiologia da Universidade de Leicester e cardiologista do Hospital Glenfield, informa que a pesquisa será ampliada para mais 600 pacientes em até 80 centros em todo o mundo, sempre com idades superiores a 18 anos e que, embora tratados com medicamentos, apresentem sintomas como falta de ar e fadiga.

Podemos dar crédito ao trabalho do Dr. André Ng e sua equipe que, neste estudo específico, já investiu 15 anos. Foi ele também quem realizou o primeiro procedimento remoto do mundo em um coração, usando um braço robótico ao lado mapeamento 3-D em 2010. Ele afirma que se os estudos comprovarem a eficiência podem transformar o tratamento da IC e eu concordo.

As pesquisas como esta são sempre bem vindas. Torcemos para que nossas universidades brasileiras também sigam em suas rotas de investigação e que consigam, cada vez mais, melhorar as condições de vida da população.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:35

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