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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Pesquisa avalia cirurgia bariátrica como controle de risco cardiovascular

Em geral aproveito este espaço para falar sobre resultados de estudos e pesquisas que são realizadas ao redor do mundo e que, de alguma forma, contribuem para o melhor entendimento sobre os processos que afetam a saúde humana. Hoje vou fazer diferente. Vou falar sobre o início de uma pesquisa que visa pretende avaliar o efeito da cirurgia bariátrica no controle de fatores de risco cardiovascular em pacientes diabéticos com sobrepeso ou obesidade leve.

É um trabalho que começa a ser feito no por pesquisadores do Instituto do Coração (Incor) – hospital pertencente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fmusp) e que ainda está em busca de voluntários. Pessoas dispostas a se submeterem às avaliações.

O estudo, segundo divulga o jornal Estado de São Paulo, está vinculado ao projeto temático “Jejum intermitente e cirurgia de adaptação digestiva: avaliação translacional das consequências sobre fatores de risco cardiovascular e aterogênese”, coordenado pelo professor da Fmusp Bruno Caramelli.

Os pesquisadores que têm acompanhado a evolução da doença dizem ao Estadão que existem indícios de que diabéticos operados apresentam melhora na glicemia antes mesmo que ocorra uma perda de peso significativa.

Fernanda Reis de Azevedo, pesquisadora do projeto, afirma que o estudo buscará entender as alterações metabólicas e medir o impacto na redução do risco cardiovascular.

Os voluntários à participação devem ser homens com idades entre 18 e 65 anos, com circunferência abdominal acima de 102 centímetros. O índice de massa corporal (IMC) deve estar entre 28 e 35. Segundo determina o Conselho Federal de Medicina, podem ser submetidas à cirurgia bariátrica somente pessoas com IMC acima de 40 ou acima de 35 no caso de doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.

Esses voluntários devem ter sido diagnosticados diabéticos há mais de dois anos e há menos de dez. Não podem ser dependentes de álcool, cigarro ou drogas, nem ser portadores de doenças crônicas graves não relacionadas à obesidade, como câncer, Aids e distúrbios autoimunes.

Mais uma vez a explicação vem de Fernanda: “Foi dada preferência a pessoas com IMC abaixo de 35 no projeto porque, segundo alguns estudos indicam, a diabetes nesses pacientes está menos ligada à obesidade e mais relacionada a um perfil metabólico desfavorável”.

Devem ser escolhidas 30 pessoas para participação no estudo. Dessas 10 serão voluntárias saudáveis e que servirão de parâmetro metabólico. Os interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo telefone  (11) 2661-5376  ou pelo e-mail freis@usp.br.

Caramelli explica que busca para o estudo pessoas que têm a doença “descompensada”, ou seja não conseguem controlar o diabetes, mesmo com o uso de insulina, dietas e remédios.  As mulheres estão fora da investigação em função das alterações hormonais que poderiam influir nos resultados.

Dos selecionados, em seis semanas, dez serão sorteados para a operação bariátrica. Os demais seguirão em tratamento clínico. Os selecionados passarão por uma consulta com endocrinologista para potencializar o tratamento clínico.

Para chegar ao risco cardiovascular, haverá um conjunto de avaliações, que envolvem exames antes e depois da cirurgia. Serão avaliados, por exemplo, a  glicemia, colesterol, presença de placas ateroscleróticas em todo o corpo e se há acúmulo de gordura no fígado e em volta do coração. Outro conjunto de exames será realizado três meses após a operação e uma nova bateria com dois anos, disse Azevedo.

Bem é uma investigação interessante, principalmente por envolver a cirurgia bariátrica, que desperta polêmica entre nós em função do que muitos já identificam como exageros.

Mas, nesse caso, estamos indo para além de um procedimento que possa ser motivado por questões estéticas (que para muitos também são importantes). É um estudo que pode contribuir para melhoria das condições de saúde de milhões de pessoas diabéticas e cardíacas.

Vamos aguardar os resultados.

Aproveite bem o fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 17:50

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Desemprego é risco para infarto

A perda do emprego após os 50 anos é um motivo que aumenta o risco de infarto, segundo pesquisa conduzida pelo médico Matthew E. Dupre  e equipe da Duke University, no EUA, publicada na semana passada no “Archives of Internal Medicine”. No período de 1992 a 2010 foram analisados 13.451 adultos norte americanos com idades entre 51 e 75 anos. A situação tende a se agravar quando há repetição do problema, ou seja, quando o cidadão perde o emprego mais de uma vez. Se na primeira vez o risco chega a 22%, da quarta vez em diante chega a 63%.

O estudo envolveu entrevistas com os participantes a cada dois anos. Foram registrados 1.061 infartos. Os pesquisadores concluíram que uma pessoa desempregada, igualmente para homem ou mulher e em diferentes estratos socioeconômicos e educacionais, tem risco 35% maior de infartar.

A surpresa do desemprego pode acarretar depressão e um processo de estresse, que, como sabemos, por si só já é um risco de problemas cardíacos, com o excesso de adrenalina e demais hormônios que processa, com consequências como as arritmias cardíacas, por exemplo.

Segundo os pesquisadores, o desemprego se equiparou a outros fatores de risco, como o tabagismo, a hipertensão e o diabetes mellitus. O primeiro ano de desemprego concentra o maior risco para o desempregado.

Essa pesquisa feita nos EUA nos serve para refletirmos sobre a necessidade de estarmos preparados para as surpresas, mas segundo dados do IBGE os  cinquentões brasileiros podem ficar menos estressados dos que os americanos. Afinal, a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE revelou que acima dos 50 anos, a taxa de desemprego do brasileiro caiu de 3,1% em 2009 para 2,4% em 2011, a mais baixa de todas as faixas etárias. E entre 50 e 59 anos a ocupação avançou 5% -maior expansão de todas as faixas.

São notícias tranquilizadoras, que indicam um mercado que está valorizando mais a experiência dos profissionais dessa faixa etária, e que, espero, possam, em caso de necessidade, minimizar o impacto da notícia.

 

Postado por flaviocure às 16:37

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As diferentes causas das tonturas

Não é raro atender pacientes que chegam ao consultório e que relatam que o principal problema que sofrem são as tonturas. Em geral, não sabem precisar os motivos, mas relatam o incômodo e a insegurança que o problema gera. O medo de cair na rua, o risco de ferimentos e de “dar vexame”, como dizem.

Mas o que a maioria não tem noção é das causas. Mesmo doenças cardiovasculares, como as arritmias, a hipertensão e problemas com o fluxo sanguíneo direcionado aos ouvidos, como a aterosclerose, alteram o funcionamento do labirinto e causam a sensação de desequilíbrio e a impressão de que a cabeça gira.

As causas da chamada labirintite, em geral, devem-se a infecções, inflamações ou tumores. Geralmente um médico otorrinolaringologista consegue identificar a origem e os tratamentos têm taxas de sucesso acima dos 90%.

Alguns problemas que podem levar à tontura são as pancadas na cabeça, que exigem exames neurológicos imediatos; gripes, que congestionam o nariz e afetam diferentes áreas, podendo chegar à tontura. A anemia, pois caem os índices de ferro necessários à produção de hemoglobina, com isso há redução de fluxo de oxigênio no sangue.

O descontrole do diabetes e também o colesterol alto são outros fatores capazes de levar à tontura. Assim com a enxaqueca, distúrbios hormonais, como na menopausa e neurológicos e até problemas de visão. Nesses casos, muitas vezes, há fatores como a alteração da pressão intraocular que dão uma falsa sensação de movimento, que leva a pessoa a ter tontura.

Outro fator importante a ser investigado é a ingestão de medicamentos, pois alguns contém substâncias que provocam efeitos colaterais. É fundamental o monitoramento do profissional de saúde.

Portanto, como vemos, a tontura pode se manifestar por diferentes motivos. O importante é não minimizar o problema caso ele ocorra.  Procure um médico, relate e siga as orientações.  Como disse no início, o tratamento é extremamente eficaz.

Aproveite o fim de semana.

 

 

Postado por flaviocure às 18:59

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