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Desemprego é risco para infarto

A perda do emprego após os 50 anos é um motivo que aumenta o risco de infarto, segundo pesquisa conduzida pelo médico Matthew E. Dupre  e equipe da Duke University, no EUA, publicada na semana passada no “Archives of Internal Medicine”. No período de 1992 a 2010 foram analisados 13.451 adultos norte americanos com idades entre 51 e 75 anos. A situação tende a se agravar quando há repetição do problema, ou seja, quando o cidadão perde o emprego mais de uma vez. Se na primeira vez o risco chega a 22%, da quarta vez em diante chega a 63%.

O estudo envolveu entrevistas com os participantes a cada dois anos. Foram registrados 1.061 infartos. Os pesquisadores concluíram que uma pessoa desempregada, igualmente para homem ou mulher e em diferentes estratos socioeconômicos e educacionais, tem risco 35% maior de infartar.

A surpresa do desemprego pode acarretar depressão e um processo de estresse, que, como sabemos, por si só já é um risco de problemas cardíacos, com o excesso de adrenalina e demais hormônios que processa, com consequências como as arritmias cardíacas, por exemplo.

Segundo os pesquisadores, o desemprego se equiparou a outros fatores de risco, como o tabagismo, a hipertensão e o diabetes mellitus. O primeiro ano de desemprego concentra o maior risco para o desempregado.

Essa pesquisa feita nos EUA nos serve para refletirmos sobre a necessidade de estarmos preparados para as surpresas, mas segundo dados do IBGE os  cinquentões brasileiros podem ficar menos estressados dos que os americanos. Afinal, a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE revelou que acima dos 50 anos, a taxa de desemprego do brasileiro caiu de 3,1% em 2009 para 2,4% em 2011, a mais baixa de todas as faixas etárias. E entre 50 e 59 anos a ocupação avançou 5% -maior expansão de todas as faixas.

São notícias tranquilizadoras, que indicam um mercado que está valorizando mais a experiência dos profissionais dessa faixa etária, e que, espero, possam, em caso de necessidade, minimizar o impacto da notícia.

 

Postado por flaviocure às 16:37

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