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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Mudança de hábito contra o diabetes e por futuro melhor

Esta semana, no dia 14, aconteceu o Dia Mundial contra o Diabetes e a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC organizou diferentes atividades sem diversas cidades do país.  É uma mobilização necessária para contribuir com a conscientização sobre a doença que é o terceiro principal fator de risco para problemas cardiovasculares, tais como os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e o infarto. Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados no dia 13, terça-feira, 54 mil brasileiros morreram em 2010 em função do diabetes. Foi quatro vezes mais do a Aids (12 mil pessoas),  e mais do que o trânsito (42 mil).

Esses números, de acordo com as informações do ministério, ainda se elevam quando a doença é associada a outras às quais contribui, como as cardiovasculares e o câncer. Nesses casos, devem ser computadas mais 68,5mil mortes. Num total de 123 mil entre diretas e indiretas. É um número que deve ser levado em consideração por cada um de nós. Afinal, as doenças não afetam apenas o outro. Também nos atingem, devemos, portanto, buscar permanentemente as formas de prevenção.

Apesar das campanhas e profusão de espaços de divulgação das causas e riscos da doença, o número de afetados é crescente. A taxa de mortalidade, segundo os dados do ministério, subiu de 20,8 para 28,8 casos para cada 100 mil habitantes e as principais vítimas são as mulheres. No ano de 2010 foram 30,8mil mortes no sexo feminino, contra 20mil no ano 2000. Já entre os homens foram 24 mil em 2010 e 14 mil em 2000.

É fundamental que o esforço de esclarecimento seja ampliado. Provavelmente é preciso rever os conteúdos das comunicações sobre a doença. Sabemos que parte dos fatores que podem levar à instalação da doença decorre de hábitos alimentares incorretos. Hábitos esse incentivados por milionárias campanhas publicitárias que incentivam o consumo de açúcares nas mais diversas formas, seja em refrigerantes, balas, álcool, doces, sanduiches etc. É uma disputa difícil. Mas não podemos esmorecer.

Frutas, legumes, verduras e outros alimentos frescos e, de preferência, não industrializados, devem entrar na prioridade dos cardápios.

Os exercícios físicos também devem se tornar rotina. O sobrepeso e a obesidade são fatores que levam ao diabetes e têm se tornado comuns na população brasileira.
Quem tem dúvidas ou precisa de maiores esclarecimentos sobre a doença encontra na cartilha editada  pela SBC um bom referencial. De simples leitura pode ser baixada no http://prevencao.cardiol.br/campanhas/diabetes/folheto-DMD.pdf

Faça exercícios físicos, cuide de sua alimentação e se tiver algum dos seguintes fatores de risco, redobre a atenção. São eles, idade superior a 45 anos, familiares próximos com diabetes, sobrepeso ou obesidade, sedentarismo, pressão alta, colesterol elevado, mulheres com diabetes gestacional ou com filhos nascidos com mais de 4 kg e pessoas que utilizam medicamentos que aumentam a glicose do sangue.

O tema da campanha e título da cartilha é “Proteger Nosso Futuro”. Vamos, cada um de nós, fazer nossas partes.

Bom fim de semana!

 

Postado por flaviocure às 13:18

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TV, paixão brasileira, e seus riscos ao coração

Passada a febre da Carminha e da Rita em Avenida Brasil, que mobilizou e prendeu à frente da TV a maior parte da população brasileira ao longo de alguns meses, surge um estudo que aponta os riscos da prática. Segundo o Australian Bureau of Statistics and the Australian Diabetes, Obesity and Lifestyle Study, assistir televisão por longo tempo está associado a maiores índices de mortalidade, especialmente por doenças cardiovasculares.

De acordo com o estudo, o tempo que a população assistiu TV no ano de 2008 na Austrália, contribuiu para a redução da expectativa de vida em 1,8 anos para os homens e 1,5 anos para as mulheres.  Os dados apontam que aqueles que passam uma média de seis horas/dia assistindo TV podem viver até 4,8 anos a menos do que os demais. Os australianos com 25 anos ou mais assistiram um total de 9,8 bilhões de horas de TV em 2008.

Na média, cada hora de televisão assistida por aqueles com idade superior a 25 anos, reduz a vida do espectador em 21,8 minutos. Dessa forma, assistir TV, conclui o trabalho, pode ser comparado a fatores de risco como doenças crônicas, como a inatividade física e a obesidade. As estimativas são de que as horas de visualização de TV estão associadas à perda de 286 mil anos de vida para a população australiana em 2008.

Nos EUA o adulto médio gasta 35,5h/semana assistindo TV. Mas não há a estimativa sobre a expectativa de vida. O estudo foi realizado em 1999-2000 com 11.247 participantes com idade igual ou maior do que 25 anos, sendo que na média tinham 50 anos. Mais de 85% da amostra nasceu na Austrália, Nova Zelândia ou o Reino Unido. Os participantes informaram o tempo total gasto na semana anterior vendo TV ou vídeos.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores fizeram os ajustes necessários, com exclusão de outros fatores de riscos, de forma a buscar a precisão dos efeitos da TV. Na Austrália e nos EUA há diretrizes que recomendam o máximo de duas horas de TV por dia para as crianças. O estudo recomenda que com a evidência das consequências para os adultos, a TV seja considerada um caso de saúde pública e também tenha recomendado o tempo limite para quem quer assistir.

A TV está incorporada ao cotidiano do brasileiro, com as novelas, o futebol, os programas de auditório e outras atrações. Mas sempre é bom lembrar que deve ser evitado o exagero.

Exercícios ao ar livre, caminhadas e outras práticas são bem vindas.  Melhor fazer esportes do que ficar vendo outros fazerem na telinha.

Bom fim de semana e se exercite.

 

 

Postado por flaviocure às 19:05

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Diabéticos: angioplastia ou stents?

De pesquisa em pesquisa vamos aprimorando os processos e melhoramos o atendimento médico à população, mesmo quando há indicações em sentidos contrários. Num primeiro momento nos vemos diante de um suposto impasse, de uma dúvida sobre os melhores caminhos, mas é dessa multiplicidade de opções que traçamos nosso rumo.  Muitas vezes aqui falei sobre as vantagens dos procedimentos não invasivos. Pois, agora, surge um estudo que prega, ainda que para um grupo restrito, o dos diabéticos cardiopatas, que cirurgias conhecidas como de “bypass”, são melhores.

O estudo batizado como Avaliação de Revascularização Futura em Pacientes com Diabete foi conduzido por Valentin Fuster e Michel Bertrand, entre outros, para a Faculdade de Medicina Mount Sinai, dos Estados Unidos, foi publicado nesta segunda-feira no The England Journal of Medicine. Em 140 hospitais do mundo foram analisados 1900 pacientes diabéticos e cardíacos. Do Brasil foi incluído no estudo o Incor (Instituto do Coração), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, com o maior número de participantes, 200.

Antes deste estudo, no início do ano, durante a conferência da Escola Americana de Cardiologia, já havia sido apresentado um estudo que afirmava que cirurgias como as de ponte de safena aumentavam a as chances de sobrevivência no longo prazo, quando comparados, por exemplo, com a angioplastia, que é menos invasiva. Este trabalho acompanhou pacientes em 644 hospitais dos EUA.

No estudo desta semana os doentes foram acompanhados por períodos que variaram entre dois e cinco anos. Os que foram submetidos às cirurgias invasivas, quando comparados com aqueles que fizeram a angioplastia tiveram menos infartos (6%), contra 13,9% dos outros e recorreram menos a novos procedimentos cirúrgicos ou de angioplastia (4,8% contra 12,6%). Também morreram menos em decorrência de problemas cardíacos (7% em vez de 11%). Também morreram menos por outros motivos, com 10,9%, em vez de 16,3%.

Mas nem tudo é positivo. O estudo indica que aqueles que optaram pela ponte de safena sofreram mais casos de derrames cerebrais, com 5,2%. Já os que fizeram a angioplastia foram 2,4% dos que tiveram o AVC.

Participaram da avaliação pacientes com idade média de 63 anos. Do sexo masculino foram 71% do sexo masculino, 40% com colesterol elevado e 83% com obstrução em múltiplas artérias.

Como tenho falado sempre aqui o mais adequado para definir o que fazer é a análise caso a caso. Cada indivíduo tem suas características e história. É necessário verificar diferentes fatores para tomar uma decisão sobre o tratamento mais adequado. Médicos e pacientes devem avaliar em conjunto para concluir o melhor a fazer.

Afinal, uma pesquisa como esta chama a atenção, mas exige, também, o famoso “pé atrás”, principalmente quando sabemos que entre seus financiadores, junto com a agência de saúde norte-americana, estão fabricantes de stents.  http://migre.me/bCQBM

 

Postado por flaviocure às 10:40

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