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Diferentes sexos, diferentes tratamentos para mesmas doenças

As mesmas doenças se apresentam de formas diferentes para homens e mulheres. É o que demonstra o estudo conduzido pela equipe de pesquisadores da Universidade de Pádua, na Itália, sob o comando do professor Giovannella Baggio e publicado no Journal of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. Eles concluem pela necessidade urgente de os dois gêneros contarem com estudos específicos para cuidados de saúde, afinal as mesmas doenças podem apresentar diferentes sintomas e formas de se manifestar, além de exigirem tratamentos também diferentes.

Na realidade eles ressaltam algo que na prática muitas vezes é negligenciado. A falta de atenção específica a cada paciente, da investigação particular, da continuidade, contribui para a pasteurização do atendimento. E, dessa forma, o menosprezo aos detalhes que são fundamentais e podem melhorar a qualidade do procedimento médico.

O estudo aponta que há dimensões psicológicas e de impacto social, além dos sinais clínicos, prognósticos e abordagem terapêutica que deixam de ser apreciados. Os pesquisadores concentraram a investigação em cinco áreas da medicina: o das doenças cardiovasculares, o de oncologia, a farmacologia, as doenças e fígado e osteoporose.

Com relação às doenças cardiovasculares, lembram que são a primeira causa de mortalidade e incapacidade nas mulheres e que os fatores de riscos para ambos os sexos têm impactos diferentes. Também os medicamentos têm eficácias e efeitos colaterais diferenciados.

Nos homens, por exemplo, o ataque cardíaco é sentido com uma dor no peito que se prolonga para o braço esquerdo. Já nas mulheres os sinais são náuseas e dor na parte inferior do abdome. Com certeza todos, mesmo os leigos, já ouviram falar nos sintomas masculinos, mas poucos conhecem os femininos. Isso pode ser fatal, visto que, em geral, os ataques nas mulheres são mais graves.

Mesmo submetidas a exames como a angiografia coronária, os resultados das mulheres podem não ser semelhante aos que ocorrem com os homens. A angiografia nas mulheres podem não evidenciar a doença aterosclerótica coronariana em função de diferenças na circulação microvascular.

O estudo afirma que, embora os homens sejam mais identificados como passíveis de sofrerem de doença arterial coronariana, ela é a principal causa de morte de mulheres com 65 anos de idade. Diz ainda que a mortalidade por doenças cardiovasculares nos últimos 30 anos diminuiu mais para os homens do que para as mulheres.

Outro dado revela que o número de mortos intra-hospitalares de um infarto agudo do miocárdio (IAM) é maior em mulheres do que em homens até 70 anos de idade e a sobrevida após seis meses é menor em mulheres. O estudo aponta que os ensaios clínicos em prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares têm sido conduzidos exclusivamente com homens ou em populações com um número muito baixo do sexo feminino.

Em resumo o essencial que extraio desta pesquisa é a necessidade dos profissionais de saúde e pesquisadores investirem nos estudos que permitam a melhoria da precisão dos diagnósticos e das formas de tratamento. Ao mesmo templo, cada um de nós, independentemente do sexo, devemos periodicamente buscar os profissionais de saúdes e assim minimizarmos os riscos.

Mulheres e homens, aproveitem bem o feriadão e boa Páscoa!

 

Postado por flaviocure às 18:18

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