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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Prevenção e solidariedade contra câncer de mama

No próximo fim de semana, no domingo, dia 5, uma corrida, a partir das 8h15min, e uma caminhada, a partir das 8h40min, ambas no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, são bons momentos para manifestar solidariedade e em apoio às mulheres vítimas de câncer de mama, cujos números de casos tem sido crescente.

Segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2008, foram 466 mil novos casos; em 2010, 489 mil e, em 2012, 519 mil novos registros. Ou seja, atividades como estas esportivas têm a função de ajudar na divulgação da doença e colaborar com a prevenção, que pode salvar vidas.

Além de incentivar a adoção de hábitos saudáveis, é preciso tornar os exames uma rotina. Afinal, a probabilidade de ter a doença é alta. Uma em cada oito mulheres devem ter câncer de mama. Fatores como o início da menstruação antes dos 12 anos ou chegada à menopausa após os 55, elevam as chances. Mais recentemente há estudos que incluem entre os fatores de risco mulheres que não tiveram filhos, as que engravidaram pela primeira vez após os 30 anos e as obesas.

A prevenção com consulta regular ao médico é fundamental. O exame anual de apalpamento das mamas é uma forma importante e necessária para a prevenção. Vale lembrar que, se identificado logo no início, a chance de cura chega a 95% dos casos. A mamografia é o exame indicado para localizar os tumores ainda em seu início.

Para as mulheres que estão em tratamento contra o câncer de mama surgiu uma boa notícia esta semana. No último dia 25 foi sancionada uma lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer plásticas reparadoras no mesmo dia em que forem submetidas à cirurgia para retirada da mama durante o tratamento contra a doença. É claro que esta possibilidade ficará condicionada à avaliação do médico quanto à condição de reconstrução imediata. Se não for possível fazer o chamado “dois procedimentos em um”, a cirurgia deverá ser feita logo que seja possível.

Então, mesmo quem não pretende correr ou caminhar os cinco quilômetros no domingo pode participar. Estar presente e ajudar na luta contra a doença.

Solidariedade e apoio à prevenção sempre são bem vindos.

Bom feriado de 10 de maio.

 

Postado por flaviocure às 19:24

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Os riscos da hipoglicemia

No dia 15 deste mês um grupo de trabalho da American Diabetes Association (ADA) e da Endocrine Society liderado pela médica Elizabeth R. Seaquist, MD, da Universidade de Minnesota, Minneapolis, divulgou diretrizes para que os médicos fiquem mais atentos aos riscos que da hipoglicemia e adotem formas de ajudar seus pacientes diabéticos que sofrem episódios de hipoglicemia.  As diretrizes foram publicadas no Diabetes Care online.

A hipoglicemia ocorre quando o nível de açúcar no sangue fica abaixo de 70mg/dl. É um problema que apresenta diferentes sintomas e leva a variadas consequências. Em resumo o cérebro passa a receber menos glicose e tem seu funcionamento alterado. Durante uma crise, as pessoas podem apresentar tremores, palpitações, taquicardia, frio, palidez, dificuldades de discernimento, irritabilidade, cansaço, fraqueza, tontura, dor de cabeça, alterações na visão e até convulsão, entre outros sintomas.

Segundo o trabalho, os episódios de hipoglicemia precisam ser levados mais a sério pelos médicos, especialmente para pacientes que tenham diabetes do tipo 2, que, em geral, não conta com o acompanhamento de um endocrinologista, como os afetados pelo tipo 1, que são aqueles que mais têm hipoglicemia.

Os pesquisadores alertam para efeitos adversos da hipoglicemia, como perda de consciência, que pode ser extremamente grave se o paciente estiver, por exemplo, dirigindo.  Daí a importância da informação, acompanhamento e prevenção.

Manter a glicemia em equilíbrio é um desafio permanente e que requer atenção. Não há uma fórmula mágica e geral. Cada indivíduo exige seu controle específico. Os riscos existem. Um episódio num idoso, em geral, é mais grave e pode levar até ao óbito.

Ferramentas desenvolvidas para ajudar os médicos no acompanhamento dos pacientes com diabetes já são comuns. O grupo de trabalho apresentou duas delas. Uma é um questionário que pergunta quantas vezes em uma semana típica sua glicose no sangue cai abaixo de 70 mg / dL, quantas vezes eles tiveram um episódio grave de hipoglicemia e precisaram da ajuda de alguém, se verificam a glicemia antes de dirigir, e se o cônjuge, parente ou outra pessoa próxima a eles sabe como administrar o medicamento.

A outra é uma lista de verificação para os médicos para usarem durante as consultas, para ajudá-los a terem certeza de que já pensaram em todas os fatores relacionados à hipoglicemia. Nesse questionário devem relatar os episódios de hipoglicemia que tiveram, os medicamentos que fazem uso e pensar junto com o médico nas melhores estratégias. Até a de carregarem lanches ou comprimidos de glicose para eventual emergência e terem sempre à mão medidores de glicose.

Previna-se e mantenha seus exames em dia.

 

Postado por flaviocure às 20:09

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Equação perversa: melhora de renda eleva número de cardíacos

Uma perversa equação se delineia no Brasil, com a associação da elevação da renda ao aumento da incidência de doenças cardíacas.  O fenômeno, no momento, ocorre nas regiões Norte e Nordeste. Segundo estudo feito por pesquisadores da PUC paranaense, a taxa de mortalidade provocada por doenças como infarto e angina entre os homens subiu em 34% em 100 mil habitantes, quando comparado os anos de 2000 e 2010.

Os dados do Brasil em geral dão a ilusão de serem positivos, pois indicam uma estagnação no número de casos, quando, na realidade, há um rearranjo.  Isso porque a elevação dos números negativos no Norte e Nordeste é compensada pela queda no Sul e Sudeste. Nestas regiões, houve menos 25% de casos.

Esses dados reforçam a pregação cotidiana em favor da prevenção. A queda nas regiões Sul e Sudeste, com certeza, tem relação direta com hábitos de alimentação e cuidados físicos mais presentes; assim como uma rede de atendimento mais bem estruturada.  Não que estejamos, mesmo nessas regiões, alguma maravilha em nenhum dos aspectos, longe disto. As pessoas se alimentam mal e os hospitais e postos de saúde deixam a desejar, mas, infelizmente, na comparação com outras regiões do país, o Sul e Sudeste se destacam.

O cardiologista e professor da PUC/PR, José Rocha Faria Neto, membro da equipe de pesquisa, afirma em entrevista à Folha de São Paulo que “as pessoas estão deixando de morrer por doenças infectocontagiosas e passando a morrer de infarto.”

É o lado triste da boa notícia, que é a elevação da renda e que poderia vir acompanhada de hábitos saudáveis. Mas sabemos que predominam os produtos industrializados, na maior parte com quantidades de açúcar, sal e gordura acima dos indicados para um bom regime alimentar. São eles que chegam primeiro e mais facilmente às prateleiras, têm propaganda mais agressiva e preços populares. Um conjunto nefasto que contribui para problemas de saúde da mais variada ordem, os mais comuns a elevação da pressão arterial, do colesterol e da obesidade.

Se as ações preventivas não prevalecerem, a pesquisa alerta que em 2015, enfrentaremos a elevação do número de mortos, mesmo que decresçam os óbitos no Sul e Sudeste. Ou seja, as mortes no Norte e Nordeste vão puxar os números gerais para cima.  As estimativas indicam que serão cerca de 110 mortes por 100 mil habitantes, números semelhantes ao do Sul e Sudeste em no ano de 2000.

O alerta está aí e a realidade é visível.  É, portanto, mais do que hora dos governantes adotarem as medidas preventivas.

 

Postado por flaviocure às 0:08

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