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Saúde da juventude em foco

Uma extensa pesquisa divulgada este mês traça o perfil de parte dos adolescentes brasileiros. Foi um estudo que entrevistou 109.104 estudantes matriculados no nono ano do ensino fundamental em escolas de todo o país. Entre eles 86% com idades entre 13 e 15 anos. Foi o segunda edição da Pense – Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, feita em parceria entre o Ministério da Educação e o IBGE. Além dos alunos foram ouvidos diretores e responsáveis pelas escolas. O resultado geral lança diversos alertas para a questão da saúde da juventude brasileira.

O consumo de drogas como cocaína, crack, cola, loló, maconha, ectasy e lança perfume  foi admitido por 7,3% dos entrevistados. Três vezes maior foi o número daqueles que disseram já terem ficado embriagados, 21,8%.

A pesquisa perguntava sobre a experimentação de uma dose de bebida (correspondente a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque). Responderam positivamente 50,3% dos escolares, com maior proporção das meninas (51,7%) do que a dos meninos (48,7%).

As capitais com os maiores percentuais de escolares que consumiram bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias foram Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%) e os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).

Entre os escolares que consumiram bebida alcoólica nos últimos trinta dias a forma mais comum de obter a bebida foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). Outros 10,2% dos escolares consumiram bebida alcoólica nos últimos 30 dias na própria casa.

Parte dos estudantes (10%) admitiram problemas com suas famílias ou amigos, falta ás aulas e envolvimento em brigas em função da ingestão de bebidas, mais uma vez as meninas em maior proporção, com 10,4%, contra 9,5% dos meninos.

O cigarro também aparece, com 5,1% de relatos como tendo sido consumido nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Chama atenção ainda que no país, 2,6% dos admitiram usar essas drogas antes dos 13 anos de idade. Com variação no Nordeste, de 1,2%, a 4,4%, no Sul.

Outro problema identificado tem a ver com a busca do chamado corpo perfeito. Um terço das meninas disse que busca emagrecer. Dessas, 6,4% afirmaram que já tinham induzido o vômito ou tomado laxantes com este objetivo.

Outro dado está relacionado à atividade sexual. Apesar da idade limite para participação ser de 15 anos, 28,7% disseram já ter tido esta experiência, sendo que 75,3% afirmaram ter usado preservativo da última vez. Os meninos se mostraram mais ativos, com 40,1% de frequência, já as meninas ficaram com 18,3%.

São, muito mais do que números, informações merecem nossa atenção para que fiquemos alertas, apoiemos esses jovens e indiquemos os melhores caminhos. Os pais, responsáveis, amigos têm papel fundamental nessa faixa etária.

Quem tem filho ou parentes nestas idades sabe das dificuldades de acompanhamento e a resistência às formas tradicionais de aconselhamento, sempre foi assim. Mas é preciso jogo de cintura, muita paciência e diálogo. Os caminhos são conhecidos, embora difíceis de serem trilhados. Mas o importante é buscarmos entender as motivações desses jovens e procurarmos orientá-los para que adotem posturas saudáveis.

Na próxima semana voltarei a esta pesquisa, pois ela foi ampla. Abordou diferentes temas em torno da saúde dos estudantes, que, se bem analisados, podem resultar em políticas públicas que preservarão suas saúdes e lhes proporcionarão melhor qualidade de vida.

 

Bom fim de semana e atenção à nossa juventude !

 

Postado por flaviocure às 10:17

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Elas ardem e doem, são as hemorroidas

Hipertensão arterial, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool ou cafeína são fatores que podem levar a uma doença que atinge cerca de 30% da população adulta. Muitos brincam sobre ela com diferentes piadas, mas poucos falam a sério ou se previnem, a hemorroidas. Diferentemente de outras doenças, as pessoas não comentam publicamente sobre o tema. É um tabu que, muitas vezes, prejudica a prevenção e sua identificação.

Um exemplo é quando acomete as grávidas, o que ocorre numa grande proporção. No entanto, essa informação não é compartilhada. As mulheres se reúnem e falam sobre todos os detalhes da gravidez, dos enjoos, das tonturas, do ganho de peso, das ultrassonografias, mas não abordam a hemorroidas, que, quando ocorre, são provocadas pela dilatação dos vasos sanguíneos em função da concentração de sangue na região pélvica com a necessidade de leva-lo ao  bebê no útero.

Outro problema é a dificuldade da circulação do sangue em função do peso da criança na barriga. Dessa forma, os vasos sanguíneos da região ficam mais sobrecarregados.  Sem contar do esforço na hora do parto. Mas nada de preocupações desnecessárias, pois, geralmente, esta hemorroida logo se desfaz.

Vale explicar que as hemorroidas são vasos sanguíneos (vasos hemorroidários) dilatados e salientes no canal anal. Podem ser externas (em redor do ânus) ou internas ou dentro e na parte mais baixa do reto. Os dois tipos podem ocorrer simultaneamente.

Diferentes fatores de pressão sobre a veia retal podem contribuir com a doença, incluindo má postura corporal, permanecer sentado ou de pé por tempo prolongado, o aumento da tensão durante movimentos intestinais.  Embora de origem genética, esses fatores influenciam diretamente.

Os sintomas incluem dor, coceira, secreção e sangramento, além do surgimento de saliências na região anal. O problema decorre da tensão sobre os vasos sanguíneos causada particularmente pela constipação intestinal. Por isso, é recomendável tentar estabelecer uma rotina que permita a criação de hábitos intestinais regulares e que evitem a retenção de fezes por muito tempo, pois pode aumentar a pressão sobre os vasos.

Além disso, muita atenção à alimentação, que precisa ser rica em fibras e com ingestão de líquidos, para evitar a pressão provocada pela eliminação de fezes duras. Também a prática de exercícios físicos regulares ajuda no funcionamento do intestino. Alguns alimentos e temperos mais picantes e gordurosos devem ser evitados.

Em caso de incômodo, procure logo um médico, que saberá orientar da melhor forma o tratamento. Em casos mais graves é possível a necessidade de intervenção cirúrgica.

 

Postado por flaviocure às 17:10

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Manifestações, gases de pimenta e lacrimogênio, o que fazer?

Em tempos de manifestações nas ruas das principais cidades do país com o atração de pessoas de todas idades, muitos têm me procurado para saber as consequência da exposição ao gás de pimenta e ao gás lacrimogênio utilizados pela polícia para dispersão da população.  A preocupação é quanto ao efeito posterior à irritação momentânea. Querem saber se há riscos maiores no longo prazo.

Bom, primeiro cabe esclarecer as diferenças entre as duas substâncias. O gás de pimenta é obtido do extrato de pimenta natural e acondicionada em spays. Provoca irritação, ardor nos olhos, boca e nariz e é considerado um agente inflamatório.

Já o gás lacrimogêneo causa problemas parecidos. Também provoca irritação das mucosas e lacrimejamento, acrescido de queimaduras na pele tosse e vômitos. Sua composição pode conter diversas substâncias, como o clorobenzilideno malononitrilo, cloro-acetona, bromo-acetona ou acroleína, esta, segundo especialistas, é cancerígena.

É contra o gás lacrimogênio que tem entrado em cena o vinagre, embora os patologistas que estudam os efeitos do gás considerem pequeno seu efeito.  Uma vez atingido pelo gás, os efeitos duram entre 25 e 40 minutos até se dissiparem. O mais eficiente método para prevenção são as máscaras com carvão aditivado e permanganato de potássio.

O gás de pimenta é um óleo-resina, insolúvel em água. Dessa forma, uma lavagem simples não consegue dissolvê-lo. O ideal é procurar um local ventilado e lavar a região com água corrente em grande quantidade.

Não existe maneira de neutralizar completamente o gás pimenta. É importante evitar a fricção do spray na pele, o que prolonga a sensação de queimação. Deve-se evitar tocar nas regiões atingidas. A produção de lágrimas com o piscar contínuo dos olhos é uma sugestão para minimizar a ardência. Máscara e óculos ajudam.

Vale lembrar que quanto menos expusermos nossos organismos a produtos agressivos, melhor e que, além do incômodo imediato, há recomendações de fabricantes quanto aos ricos para pessoas com problemas respiratórios, problemas cardíacos e mulheres grávidas. Segundo os especialistas, os alérgicos também devem evitar a exposição ao produto, pois podem vir a sofrer uma crise de asma, choque anafilático ou edema de glote (quando a glote incha e obstrui a passagem de ar).

Na Internet verificamos que segundo o Sindicato Americano pelas Liberdades Civis e a Associação Internacional dos Delegados de Polícia, há casos de morte após a inalação. Já a Anistia Internacional considera o uso de gás de pimenta uma prática de tortura.

Se você for surpreendido com um ataque de um desses gases, mantenha a calma. Busque um local arejado e espere o efeito passar. Caso o incômodo continue, busque o apoio de um profissional de saúde.

Aproveite bem o fim de semana e torçamos para que o Brasil esteja no caminho certo.

 

Postado por flaviocure às 20:16

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