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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Pressão alta também afeta crianças

Pais e responsáveis fiquem alertas. Essa semana uma nova pesquisa indica o preocupante aumento em 27% no número de crianças e adolescentes que apresentaram pressão alta nos últimos doze anos nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado no

O estudo comparou dados de 3,2mil crianças e adolescentes com idades entre oito e 17 anos no período entre 1988 e 1984 com outras 8,3mil na mesma faixa etária de 1999 a 2008. No intervalo foi constato a elevação de 27%.

Os meninos, segundo os estudos, apresentaram mais propensão do que as meninas, embora a elevação percentual destas também tenha ocorrido. Outra constatação foi de que aumentou o número de crianças acima do peso. Além disso, e nesse caso com preponderância das meninas, maiores circunferências abdominais.

O estudo observou que em cada faixa etária os 25% de crianças e adolescentes com maiores IMC ou circunferência abdominal, tinham o dobro de riscos de hipertensão, quando comparados com os 25% de índices mais baixos.

Outra constatação, com relação à qual regularmente alerto aqui nesse nosso espaço, é quanto ao excesso de consumo de sódio. Aqueles que mais utilizaram o produto apresentaram 36% mais riscos de pressão alta. Foi verificado que mais de 80% dos pesquisados consomem 2,3 gramas diárias de sódio. Valeu lembrar que a Organização Mundial de Saúde indica como limite 2 gramas.

Esse estudo analisa a realidade de adolescentes e crianças americanas, mas aqui no Brasil podemos não estar tão distantes de um quadro similar. Por isso, é preciso atenção. Uma alimentação mais saudável, com frutas, legumes, verduras e menos produtos industrializados é fundamental. A utilização de temperos como sálvia, alecrim, salsa, cebolinha etc e menos sal é uma ótima opção também. Além disso, a prática de exercícios regulares. Menos sedentarismo e mais atividades ajudam o equilíbrio da saúde.

Crianças e adolescentes com pressão alta são potenciais adultos hipertensos, doença que, segundo o Ministério da Saúde, atinge 22,7% da população adulta no Brasil. A doença, considerada silenciosa, avança aos poucos. Na população até 24 anos é diagnosticada em 5,4%, já quando chega na faixa acimas dos 65 anos de idade, afeta a 59,7% das pessoa. Ela é capaz de provocar graves enfermidades, como o acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, lesões nos rins ou infarto. Ou seja, não se deve brincar com ela.

Por isso, prevenção o quanto antes. Façamos o que está ao alcance e evitemos que a doença se estabeleça.

Ótimo fim de semana

 

Postado por flaviocure às 16:53

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Ação contra a anemia

Quando alguém apresenta palidez, unha sem cor ou gengivas esbranquiçadas, logo aparece o diagnóstico popular: “é anemia”. E pode ser mesmo. Afinal, estes são seus sintomas visíveis. Mas o que é realmente a anemia e como ela se manifesta?

Bem, antes, explico que esse artigo de hoje é inspirado num estudo publicado no The Lancet – Global Health e financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation, Grand Challenges Canada, e UK Medical Research Council. O trabalho analisou as tendências globais, regionais e nacionais na concentração de hemoglobina e prevalência de anemia total e grave em crianças e mulheres grávidas e não grávidas no período de 1995 a 2011 e constatou uma pequena diminuição na incidência mundial da anemia.

Foram pesquisadas crianças com idades entre 6 e 59 meses e mulheres em idade fértil (15 a 49 anos), a partir de 257 fontes de dados representativos das populações de 107 países. Foram cruzados dados sobre saúde, nutrição e pesquisas domiciliares e estatísticas de agências nacionais e internacionais. Os dados abrangeram 496 milhões de mulheres não grávidas, 32 milhões de gestantes e 273 milhões crianças com anemia em 2011.

Vale lembrar que a anemia é um batismo para um conjunto de problemas provocados pela baixa concentração de hemoglobina, que é o elemento sanguíneo responsável pelo transporte de oxigênio do pulmão para as células do organismo ou na produção das hemácias (os glóbulos vermelhos).

A anemia tem diferentes classificações, de acordo com sua gravidade. Podem ser agudas, quando há perda de sangue em grande volume ocasionada por um acidente, por exemplo. Crônicas, em função de doenças como anemia falciforme e ainda as originárias de alimentação inadequada, quando há pouca ingestão de ferro, ácido fólico ou vitamina B12, por exemplo.

A queda da pressão arterial provocada pela redução no volume de sangue em circulação é o principal sintoma. Entre outros estão tontura, dores musculares, cansaço, dificuldade de respirar e taquicardia,

Segundo a pesquisa, em algumas regiões onde as concentrações de hemoglobina tinham sido baixos na década de 1990, tiveram um aumento global modesto com redução na prevalência de anemia. Segundo o estudo, houve melhorias, mas algumas regiões, especialmente o Sul da Ásia e África central e ocidental, demandam atenção para melhorar a saúde de mulheres e crianças e alcançar metas globais para a redução da anemia.

A anemia, ou baixas concentrações de hemoglobina, pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo e motor, causar fadiga e baixa produtividade. Durante a gravidez pode estar associado com um risco aumentado de mortalidade materna e perinatal e baixo tamanho ou peso do bebê. Vale lembrar que mortes maternas (entre 2 – 5 milhões) e neonatais (entre 3 e 4 milhões) são as principais causas de mortalidade nos países em desenvolvimento.

A conscientização sobre as causas, efeitos e formas de prevenção é fundamental, por isso temos que adotar medidas preventivas. No ano passado a Assembleia Mundial da Saúde aprovou um plano de ação e metas globais para a saúde materna, infantil e nutrição infantil, com o compromisso de reduzir pela metade os casos da doença em mulheres em idade reprodutiva até 2025, tendo como base o ano de 2011.

Agora temos mundialmente que trabalhar para alcançar os resultados esperados.

E, lembre-se, é fundamental o acompanhamento de um médico para avaliação de um quadro de anemia. Ele poderá investigar as causas do seu surgimento e indicar o melhor caminho para sua cura.

 

Postado por flaviocure às 16:28

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A preocupante falta de cuidado do homem com a própria saúde

Uma pesquisa preocupante foi divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). De acordo com o trabalho, que investigou cinco mil homens, 44% nunca fizeram uma consulta com um urologista nem fazem exames preventivos. Os dados revelam ainda que 47% dos homens jamais fizeram exames de próstata e que somente 23% o fazem anualmente.

Ou seja, os homens não se cuidam como deveriam. O princípio básico da prevenção é desconhecido. Foram ouvidos homens de seis cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre.

Vale lembrar que a cada três adultos que morrem, dois são homens, que têm também – em média- 7,6 anos de vida a menos do que as mulheres.  Além das causas externas, como as ligadas à violência (armas de fogo, acidentes de trânsito, por exemplo) as doenças isquêmicas do coração, como o infarto do miocárdio, seguida das moléstias cardiovasculares (como o Acidente Vascular Cerebral, o AVC), outras doenças cardíacas, pneumonia, cirrose e diabetes estão entre as principais causas de mortes do sexo masculino, além do câncer de próstata.

Na próxima segunda feira é comemorado o Dia Internacional do Homem, que, fora do Brasil, é celebrado em 19 de novembro. É, portanto, uma boa motivação para aqueles que postergam cuidados com a própria saúde.

Sabemos que, geralmente, os homens são mais resistentes às visita aos médicos. As mulheres dão mais atenção às medidas preventivas e, por isso, têm melhores resultados. Os homens em sua maioria só procuram o sistema de saúde quando os sintomas de doenças já se agravaram e estão sendo incômodos permanentes.

A resistência dos homens aos cuidados básicos é democrática. Ocorre nas diferentes classes sociais e faixas etárias. Vale, por isso, insistir com os homens para que se cuidem melhor.

Vale também – e isso sem transferir responsabilidades – pedir às mulheres para cobrarem dos homens de suas convivências a ida aos médicos. Sejam filhos, maridos, irmãos, pais ou até amigos. Um empurrãozinho feminino, sabemos, ajuda bastante.

O importante é prevenir.

Bom fim de semana.

 

 

 

Postado por flaviocure às 17:56

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