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Cardio-Oncologia: Nova Fronteira da Cardiologia

Neste sábado, dia 28, começa aqui no Rio de Janeiro o 680 Congresso Brasileiro de Cardiologia, que segue até o dia 1, terça-feira. Esse é o principal encontro dos profissionais desse ramo da medicina e reúne profissionais do Brasil e de diferentes partes do mundo. Inclusive brasileiros que atuam no exterior, como é o caso do dr. Guilherme Oliveira, hoje diretor do UH Harrington Heart & Vascular Institute de Cleveland, Ohio (EUA) e que após o evento, no dia 3 de outubro, quinta-feira, fará uma sessão médica sobre onco-cardiologia no Hospital Samaritano.

Me esforcei para organizar, junto com os companheiros João Mansur e Carlos Gil, diretor do Instituto COI, este encontro, pois considero uma ótima oportunidade  para conhecermos um pouco mais sobre o tema. Como disse aqui neste espaço no artigo anterior, à medida que aumenta a expectativa de vida de nossa população, também cresce a incidência de casos de câncer. Assim como se ampliam a possibilidades de os tratamentos de longo prazo contra essa doença produzirem efeitos sobre o coração, a chamada cardiotoxidade.

Teremos, então, um especialista de primeira linha para tratar do tema “Cardio-Oncologia: Nova Fronteira da Cardiologia” na sessão médica. O dr. Guilherme é professor associado da faculdade de medicina da Case Western University, de Cleveland e fez parte da equipe especializada em insuficiência e transplante cardíaco do Departamento de Medicina Cardiovascular da Cleveland Clinic.

Lembro que há um empenho mundial para melhor conhecer os mecanismos dos organismos que levam ao câncer. Uma verdadeira corrida para alcançar a melhoria da saúde da população. Ainda esta semana foi divulgado o trabalho de construção de um Atlas Genômico do Câncer. O grupo de cientista que desenvolve o trabalho propõe a classificação de tumores de baseada nas informações genéticas dos tumores em vez da origem celular, como é feito atualmente.

Dois artigos sobre o tema foram publicados na

Por enquanto, meu conselho é o de sempre: faça a sua parte. Previna-se. Cuide de sua alimentação e de sua condição física.

E aproveite o fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:18

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Cardiotoxidade exige atenção no tratamento do câncer

Em meio ao intenso e recente debate sobre as atividades médicas no país e à precariedade do atendimento na rede de saúde, é necessário registrar a evolução que temos tido em alguns segmentos. Um exemplo é a cardio-oncologia, onde duas especialidades se encontram para tentar minimizar os efeitos adversos provocados por drogas utilizadas para a cura do câncer. É a chamada “cardiotoxidade”. Traduzindo, são os efeitos tóxicos de diferentes medicamentos ministrados no combate ao câncer sobre o coração.

O aprofundamento desses estudos é fundamental, principalmente quando identificamos que o câncer lidera as preocupações entre as doenças, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A estimativa é de que até 2030 cerca de 13,1milhão de pessoas morram, entre 27 milhões que devem contrair a doença.

Como vemos é uma parcela considerável da população mundial. Mas sabemos também que o tratamento dos pacientes portadores de câncer com quimioterapia e radioterapia, tem resultado em um importante aumento na sobrevida dessa população. Entretanto crescem também os efeitos colaterais. Portanto, à medida que a incidência e do câncer aumenta em função de diferentes fatores, cresce a necessidade de se diminuir o risco da cardiotoxicidade.

O uso de bio marcadores e exames de imagem na tentativa de identificar pacientes com maiores riscos de cardiotoxicidade e a adoção de medidas cardio protetoras são alvo de estudos sobre os quais tenho me debruçado, assim como outros profissionais.

Dessa maneira, esperamos identificar as características dos grupos de pacientes com maiores riscos de evoluirem para uma lesão cardiovascular. Também conhecer melhor os agentes quimioterápicos e as características da radioterapia que possam estar envolvidas na evolução não satisfatória dos pacientes.

Esses estudos são fundamentais, pois com a evolução dos medicamentos e o aumento da média de idade da população, o câncer, mesmo com maior número de casos, vai se transformando, para muitos, em uma espécie de doença crônica. Muitas vezes a doença se manifesta por mais de uma década de incidência. Aumentam, dessa forma, os riscos dos medicamentos afetarem outros órgãos, particularmente o coração.

Vale lembrar que mesmo nos casos de cura imediata, com pacientes não crônicos, os efeitos dos medicamentos podem se manifestar até 20 anos após o fim do tratamento. Merece atenção nesse aspecto a onco-pediatria, pois crianças curadas do câncer precisam de atenção especial do ponto de vista cardiológico na vida adulta.

Portanto, é fundamental o relacionamento estreito de cardiologista e oncologistas. Por exemplo, mesmo um pacientes com hipertensão leve, precisa de atenção. Então esses especialistas devem trabalhar em conjunto.

 

Postado por flaviocure às 22:05

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Música para o coração

Fim de semana chegando e promessa de algum tempo livre. Pode ser o momento de organizar uma boa seleção musical e ajudar a melhorar a saúde cardíaca, afinal uma pesquisa apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizado no início do mês em Amsterdã, mostrou os benefícios de ouvir música, associada a exercícios físicos, para o coração.

O trabalho está publicado no site da entidade, que reúne mais de 80 mil profissionais de cardiologia da Europa e do Mediterrâneo.  O seu congresso é considerado o principal encontro realizado no mundo sobre a ciência, gestão e prevenção de doenças cardiovasculares.

O melhor é que não importa o gênero. Pode ser Metalica, Bon Jovi, Beyoncé, Ivete Sangalo, Sepultura, Ben Harper, todos esses do Rock in Rio, ou Beatles, Stones, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Cássia. Tanto faz. Segundo a pesquisa, o que vale mesmo é ser algo que agrade ao ouvinte.

A pesquisa foi feita pela pesquisadora Marina Deljanin Llic, da Universidade de Nis, na Sérvia. Foram investigadas 74 pessoas com doença arterial coronariana. Três grupos foram formados. Um deles com dez pessoas, que puderam ouvir músicas por 30 minutos. Outro com 33 pessoas faziam exercícios físicos aeróbicos diários. E os 31 restantes associavam os dois (música e exercícios). Após três semanas, a avaliação constatou que os que estavam no terceiro grupo tiveram melhores resultados. Ou seja, a taxa de função endotelial foi maior do que os demais.

A pesquisadora especula que as endorfinas liberadas pelo cérebro quando se ouve músicas das quais se gosta, seja a chave para explicar a reação do organismo. Por isso recomenda que se ouça aquelas que “aumente as emoções positivas, deixe feliz e descontraia.

Portanto, vamos aproveitar o fim de semana e organizar a seleção musical. Quem está no Rio e vive o ambiente musical da cidade, aproveite.  Mas não esqueça, para fazer efeito, devem ser combinados música e exercícios.

Bom fim de semana

 

Postado por flaviocure às 18:55

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