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A hora do tratamento contra o câncer

Trato hoje de um tema delicado e que nos últimos tempos muito tem sido discutido em fóruns internacionais, que é o limite de cada pessoa para se submeter a tratamentos longos e intensivos para cura de doenças agressivas, como o câncer em idosos. As estimativas são de que cerca de 70% dos casos desta doença ocorram na chamada terceira idade, quando o tratamento exige cuidados adicionais aos das demais faixas etárias, pois, na maior parte das vezes, o metabolismo desses pacientes é mais lento, além de muitos já se submeterem a outros tratamentos em função de doenças diversas.

Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo os mortos por câncer em 2012 foram 8,2 milhões de pessoas. Uma elevação de 8% em relação à pesquisa de 2008, quando foram identificados 7,6 milhões de pessoas. O número de doentes estimados em 2012 é de 14,1 milhões, 20% superior ao de 2008. Ou seja, por diferentes fatores, muitos deles associados, crescem os casos em todo o mundo.  E, o pior, segundo dados da ONU é onze vezes mais provável os indivíduos com mais de 65 anos de idade desenvolverem câncer do que uma pessoa mais jovem.

Os dados positivos em relação à longevidade da população tem este contratempo como uma das consequências. Ao viverem mais tempo, as pessoas têm maiores probabilidades de terem a doença. O simples fato de o organismo regularmente dividir suas células é um fator de risco para o idoso.  Normalmente nesse processo é comum que ocorram alterações no material genético, que, em condições normais são corrigidas e eliminadas pelo sistema imunológico. No entanto, nos idosos nem sempre isto acontece e, dessa forma, há o risco do crescimento excessivo e desordenados, que leva ao aparecimento do câncer.

Além disto, fatores acumulados ao longo da vida, como a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, o abuso do álcool, a poluição, podem contribuir para a ocorrência da doença.

Vale lembrar ainda que quanto mais idoso, mais provável a existência de outras doenças crônicas, tais como a hipertensão, doenças coronárias, diabetes ou Alzheimer. Nesses casos, com certeza, o paciente  usa medicamentos regulares que já contribuem para diferentes déficits do organismo, o que o torna mais frágil ao se submeter ao tratamento contra o câncer.

O envelhecimento provoca ainda modificações que também contribuem com um dos principais problemas dos tratamentos oncológicos, que é o da toxidade. Há, por exemplo, a redução das funções renais e menor proporção de água no corpo, o que aumenta a efeitos adversos como a desidratação.

Por tudo é recomendado que ao ter um câncer diagnosticado o atendimento envolva uma equipe médica formada por diferentes especialistas. Desde o oncologista e o geriatra ao psicólogo, incluindo o cardiologista, o nutricionista, o fisioterapeuta e demais que se façam necessário. E, óbvio, a presença efetiva daqueles que formam o círculo de relacionamento mais próximo, sejam amigos ou parentes.

A decisão sobre o tratamento deve levar em consideração que – muitas vezes – o doente pode ficar ainda mais fragilizado.

Junto com os médicos os pacientes devem avaliar o tipo de tratamento a que está disposto a se submeter. Muitas vezes pessoas mais idosas e já debilitadas por outras enfermidades não querem correr os riscos dos efeitos colaterais provocados pelos tratamentos ativos, que incluem os medicamentos, a cirurgia e a radioterapia.

O que fazer é uma decisão difícil, mas que deve ser debatida abertamente pelos envolvidos.

E, lembre-se, o melhor de tudo é a prevenção. Portanto, cuide-se. Mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos.

Aproveite bem o seu fim de semana !

 

 

 

Postado por flaviocure às 18:47

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