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Estudo indica que beber álcool sob o sol aumenta riscos de câncer

O sol forte no Rio de Janeiro e em boa parte do Brasil é um convite permanente ao relaxamento nas praias, piscinas e parques. E, na maior parte das vezes, acompanhado por uma cerveja e até caipirinha. Nesta semana na qual já é carnaval em várias cidades e os blocos estão nas ruas, segue o padrão de muita exposição ao sol e elevado consumo de álcool, mesmo que todas as recomendações de comedimento que fazemos. Agora, para reforçar o discurso pela necessidade da prevenção, foi publicado pelo

O melanoma é a forma mais letal do câncer de pele. No Brasil representa cerca de 4% dos tumores de pele ocorridos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No ano de 2010 morreram 1.507 pessoas em função da doença. Já no Reino Unido, onde o câncer de pele é o mais comum tipo de câncer, o melanoma alcança a 13mil novos casas por ano, sendo o quinto tipo de câncer mais comum.

O estudo foi uma meta-análise, que combina os resultados de investigações anteriores, e batizado como “O consumo de álcool e risco de melanoma cutâneo – Uma revisão sistemática e da dose de risco meta-análise” foi feita por pesquisadores do Instituto Karolinska, da Suécia; pela Universidade de Monza e pelo Instituto de Pesquisa Farmacológica de Milão, ambos na Itália.

O aumento em 20% foi relacionado às pessoas classificadas como aquelas que ingerem 12g de etanol por dia, mas com uma margem que pode chegar a uma elevação no risco de até 55% para os que ingerem mais de 50g de etano diários.

O mecanismo biológico que determina o aumento das chances de desenvolvimento do melanoma sob o sol, segundo os pesquisadores, não chegou ainda a ser desvendado. A explicação que têm até agora seria a de que o etanol ingerido seria convertido num composto químico chamado acetaldeído e essa substância agiria como um “fotossensibilizador”, tornando a pele mais sensível à luz e que moléculas geradas danificariam as células levando ao câncer.

Além do efeito metabólico do álcool no organismo, um fator que também foi indicado como contraindicação da substância, é do relaxamento que ela proporciona. As pessoas, sob efeito do álcool, ficariam com a capacidade de julgamento alterada, com isso se permitindo ficar mais tempo do que o recomendável sob exposição do sol. Dessa forma, aumentam os riscos de queimaduras solares com suas consequências sobre a pele.

Independentemente desta pesquisa, sabemos que mesmo para outros tipos de câncer o álcool é um agente importante, com cerca de 3,6% dos casos do mundo a ele relacionados.

Portanto, como digo sempre aqui: temos que usar todos os estudos a favor de nossas saúdes. Esta pesquisa nos traz mais elementos para insistirmos na necessidade da prevenção. Seja em relação ao álcool, que deve ser consumido com moderação. Seja quanto ao sol, que exige proteção e horários específicos para ser bem aproveitado.

 

Postado por flaviocure às 21:50

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