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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Goji berry é só mais uma moda?

Tenho sido muito perguntado sobre quais seriam os benefícios da fruta goji berry, que recentemente invadiu os supermercados e que tem tido ampla divulgação e venda por meio da Internet. Confesso que das primeiras vezes não tinha nem conhecimento preciso sobre o que era a tal da “goji berry”. Fui buscar informações para entender quais são efetivamente as características desta nova “moda” que une comportamento, alimentação, saúde, tudo num só bolo.

A fruta rica em aminoácidos tem uma longa tradição na medicina tradicional asiática, em especial na China, onde é cultivada há mais de 600 anos, e que possui comprovado efeito antioxidante. É sob este aspecto que vale a pena conhecê-la melhor e até chegar ao seu consumo. Sem, no entanto, ter os milagrosos poderes como estimulante sexual ou emagrecedor, que tem atraído grande parte dos seus novos consumidores.

Dois estudos têm sido divulgados para ratificar o potencial da fruta na proteção contra riscos cardiovasculares. Um deles foi publicado no “American Journal of Clinical Nutrition” em 2008. Segundo este trabalho, houve melhora da função plaquetária entre seus consumidores resultando em regulação da pressão sanguínea e diminuição do mau colesterol. O aumento do HDL, conhecido como bom colesterol, chegou a 5,6% entre os que consumiram a fruta, enquanto no grupo dos que não o fizeram alcançou 0,6%.

Outro estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Tuffs, nos EUA, e publicado no “Journal of Nutrition” indicou a capacidade de ampliar o potencial da vacina contra a gripe em experimentos com ratos.

A constatação é de que a concentração da vitamina C da fruta é até 50 vezes maior do que na laranja. Os estudos publicados indicam que a fruta contêm 21 minerais, tais como ferro, zinco e fósforo; vitaminas do grupo B e E e 18 aminoácidos.

A ação antioxidante da fruta teria, então, capacidade similar à de outras substâncias com as mesmas características, como a redução dos danos causados às células pela quando ocorre sua “oxidação”, com desequilíbrios metabólicos que podem levar a doenças como câncer, diabetes ou aterosclerose.

Independentemente de vir embalada pelo modismo e sob forte apelo comercial, devemos encará-la como mais uma opção de fruta entre as milhares que a natureza nos oferece. Incluí-la na dieta pode ser uma opção saudável, mas sempre lembrando da necessidade de manter o equilíbrio. Deve ser mais uma numa dieta balanceada, diversificada e acompanhada por outros cuidados gerais com a saúde.

Os defensores do goji ressaltam o papel da fruta no alívio à ansiedade e ao estresse e a chamam de “promotora da alegria”, chegando a ser chamada de “fruta da felicidade” o que –sem dúvida- é um bom caminho para uma vida mais sadia.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 2:15

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Todos contra a tuberculose

O Rio de Janeiro ostenta o nada orgulhoso título de estado com maior incidência de casos de tuberculose no país com 72 doentes para cada 100mil habitantes contra 35,4 por 100 mil habitantes no país. Em todo o Brasil foram 71.123 casos novos de tuberculose. No ano de 2012, ocorreram 4.406 mortes pela doença, 739 no Rio.

Ontem, dia 24 de março, foi o Dia Mundial de Luta contra a doença e, até o fim desta semana, diversas atividades estão programadas para conscientização da população sobre como se prevenir desta doença infeciosa que já foi um grande fantasma em séculos passados, mas que continua a matar em todo o mundo.

Diferentes eventos, como seminários, caminhadas, encontros e distribuição de materiais educativos pretendem mostrar como a tuberculose é transmitida e quais são os tratamentos disponíveis. Uma preocupação sempre presente tem que ser a prevenção, mas no caso de contaminação, o passo seguinte é o de desmistificar a doença, mostrar que ela tem cura e quanto antes é iniciado o tratamento, menores são os riscos de sua propagação, que cessam 15 dias após o doente ser medicado.

Com antibióticos a cura da doença chega a 100%, mas é fundamental que o tratamento não seja abandonado. A disciplina do doente exige seis meses de dedicação.

Já na prevenção uma das formas é a imunização com uma dose única da vacina BCG logo após o nascimento, que permite até 80% de resistência à doença.

A tuberculose é uma doença que atinge prioritariamente os pulmões, embora órgãos como rins, meninges e ossos também possam ser afetados. Dos principais sintomas a tosse (resistente por mais de três semanas) é o mais conhecido. Outros são a falta de apetite, o emagrecimento, o cansaço, febre e suores noturnos. São alterações no organismo que exigem a imediata busca de um profissional da saúde para os exames necessários.

As condições de moradia inadequadas podem ser elencadas como preponderante entre as possibilidades de propagação da doença. A transmissão do bacilo de Koch, que se desenvolve em ambientes úmidos e escuros, causador da doença, ocorre por via respiratória. Locais sem ventilação e com baixa ou nenhuma exposição ao sol são ambientes propícios para o desenvolvimento da doença.  É um problema de áreas com alta densidade demográfica, como já foi amplamente divulgado, por exemplo, nos becos da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio.

A boa notícia deste Dia comemorado ontem foi o anúncio pelo Ministério da Saúde de que serão distribuídos em todo o país equipamentos para testes rápidos com capacidade de detecção do bacilo de Koch. Desta forma, em apenas duas horas será possível o diagnóstico. O Rio de Janeiro, junto com Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal receberão a partir desta semana os 50 primeiros equipamentos. A previsão é de que até maio cheguem a todos os estados. No total serão 160 máquinas, com capacidade para 640 mil testes rápidos anuais.

 

 

 

 

Postado por flaviocure às 20:20

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Políticas públicas contra obesidade

Hoje vou dedicar este artigo a uma notícia que chamou minha atenção recentemente. Dava conta de que três mil pessoas obesas se reuniram num ginásio esportivo da Universidade de Campinas, a Unicamp, na semana passada para se submeterem à pesagem e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) e se candidatarem à cirurgia bariátrica (redução do estômago) no Hospital das Clínicas da instituição de ensino pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É um fato que ressalta a necessidade urgente de políticas públicas de combate à obesidade, principalmente por meio de esclarecimentos à população.

É preciso mostrar desde cedo a importância da alimentação balanceada e da prática de exercícios regulares como prevenção à obesidade e aos males dela decorrentes. Não podemos deixar que se reproduzam no Brasil os índices de excesso de peso já registrados, por exemplo, na população dos EUA. Ainda temos condições de levar mensagens aos adultos para que se cuidem e cuidem de seus filhos e dependentes. Que busquem alimentações equilibradas, com vegetais, frutas e legumes; que consumam menos produtos industrializados – sobre os quais muitas vezes já falei aqui. E pensem na qualidade de vida que deixam de ter ao longo do tempo.

Os exemplos são fáceis de observar. As doenças, como hipertensão, câncer, cardiopatias em geral, diabetes ou apneia do sono têm mais do que comprovadas suas relações com o excesso de peso. Portanto, em vez de deixar o problema se instalar e depois recorrer a uma solução drástica, que também pode não ser definitiva e exige sacrifícios posteriores, previna.

E o prejuízo não é apenas do ponto de vista individual. O país, por meio do SUS, gasta anualmente R$488 milhões para tratar doenças relacionadas à obesidade, segundo pesquisa da Universidade de Brasília com base em custos de 2011 e citada em reportagem do jornal Estado de São Paulo. Deste valor, R$289 milhões foram destinados a atendimento hospitalar e R$199 milhões ao ambulatorial. Estes números, a julgar pela tendência, devem se elevar, pois a quantidade de obesos cresce 0,76% por ano e o daqueles que estão com excesso de peso 1,05%, segundo o Ministério da Saúde. O crescimento do número de obesos mórbidos é mais veloz ainda. Chega a ser 4,3 vezes maior do que o de obesidade.

Síndrome de Down – Aproveito ainda para lembrar que hoje, dia 21 de março, é o Dia Internacional da Síndrome de Down e que no domingo, dia 23, haverá uma caminhada na orla do Rio, com concentração a partir das 9 horas no Arpoador e que seguirá até Ipanema. As bandeiras dos organizadores podem ser resumidas em “respeito, reconhecimento e acessibilidade”, o que inclui condições de ensino, de atendimento médico e de inserção no mercado de trabalho, por exemplo.  Como diria um colunista famoso da imprensa carioca: eu apoio!

Bom fim de semana!

 

Postado por flaviocure às 20:05

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