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Check up na prevenção contra infarto

Aos 79 anos de idade, com alimentação balanceada e prática de exercícios regulares, além de manter uma vida ativa e não ser obeso, o humorista Renato Aragão foi surpreendido por um infarto que o levou a ser internado no mês passado. Nesta semana outro artista brasileiro de primeira linha, José Wilker, aos 67 anos, foi vítima da mesma doença, mas não resistiu. No seu caso não houve tempo para o socorro. Mas engana-se quem associar os casos de infarto à idade. É crescente o número de casos até mesmo entre adolescentes.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de cem mil pessoas morrem devido ao infarto a cada ano no Brasil, de um total de 300 mil casos. Os cálculos indicam um morto a cada cinco minutos.

Um dos principais fatores que levam a este quadro é a falta de informação sobre a doença. Seja no que ser refere à prevenção ou ao socorro. Vale explicar que o infarto, em resumo, é a falta de irrigação sanguínea do coração, que leva à falência do músculo. O problema ocorre quando as coronárias são obstruídas impedindo a passagem do sangue. Essa aterosclerose tem um prazo curto para ser remediada e ter restabelecido o fluxo de oxigênio e nutrientes para os tecidos, normalmente – no máximo 20 minutos.

Os sintomas, em geral são dores no braço, ombros, costas, na chamada “boca do estômago”, no peito, sensação de enjoo à falta de ar e, por vezes a desmaios. Um problema comum é a minimização desses indícios pelos doentes. Muitas vezes a opção é por tomar um copo d’água, um chazinho, deitar para descansar um pouco ou, mesmo dormir, sem dar a atenção necessária. É um erro que pode ser fatal. O procedimento correto é buscar o mais rápido possível um médico. Caso o problema não seja cardíaco, melhor. Pelo menos o risco terá sido avaliado e, com certeza, o problema, mesmo menos grave, tratado.

Não bastasse essa falta de preparo para agir numa hora de urgência, ainda há a possibilidade de o infarto ocorrer sem que exista sintoma algum. Por isso, o mais importante é a prevenção. A realização de exames periódicos para a avaliação cardíaca é fundamental, seja em qual for a idade.

Desde criança o acompanhamento da saúde deve ser feito pelos pediatras com exames como o de sangue e clínicos. Mais adiante, já na adolescência cuidados com a saúde não podem ser negligenciados, principalmente nestes tempos de muito computador e pouca atividade física.  Já na casa dos 20 anos é hora de um check-up, com visita a um cardiologista e exames gerais.

Na próxima semana falarei sobre as preocupações com o coração adolescente e um trabalho em andamento que avalia a saúde do brasileiro nesta faixa de idade.

Cuide-se e bom fim de semana!

 

Postado por flaviocure às 13:16

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Neuralgia do trigêmeo, uma dor lancinante

Uma dor lancinante em metade da face, aguda como se o motorzinho do dentista acertasse em cheio um nervo e, pior, sem anestesia. Assim é descrita a dor provocada pela “neuralgia do trigêmeo”. A dor é forte, dura alguns segundos e cessa. É considerada uma das dores mais intensas que o ser humano sofre e afeta cinco em cada cem mil pessoas. Atinge, principalmente, idosos e, dentre eles, em maior parte, aqueles que têm doenças vasculares ou diabetes.

As mulheres sofrem mais do que os homens numa proporção de três casos para cada dois. Embora a faixa etária prevalente seja entre os 60 e os 70 anos de idade, alguns sintomas aparecem já aos 40 e há relatos de doentes até na faixa dos 20 anos.

A neuralgia do trigêmeo é um distúrbio neuropático que leva à nevralgia, ou seja, à dor provocada por irritação ou lesão de um nervo sensitivo. No caso o nervo trigêmeo, que sai do tronco encefálico (região que liga o cérebro à medula). É dessa região do corpo que se propagam todos os nervos cranianos. O nervo foi batizado como trigêmeo por ser distribuído por três regiões da face: a maxilar, a mandibular e a oftálmica.

A doença geralmente é confundida com enxaqueca e ou algum problema dentário, mas atinge também os olhos os lábios, nariz, couro cabeludo testa e/ou a mandíbula. Ocorre quando o nervo trigêmeo encosta em alguma artéria mais espessa, normalmente em função do desgaste da membrana (bainha de mielina) que o envolve.

A dor varia de acordo com o ramo atingido (a maxilar, a mandibular e a oftálmica). Embora haja relatos antigos da doença, sua causa ainda não é definida com precisão, mas sabe-se que pode ser provocada pelotumores benignos, meningiomas ou neurinomas (que são tumores raros) do nervo.

O desconforto não deixa dúvida da necessidade de busca imediata de um médico. Este fará os exames e, provavelmente, iniciará um tratamento à base de medicamentos que podem chegar até mesmo à intervenção cirúrgica.

Uma característica da doença é que a dor não é contínua. Ela se manifesta durante alguns segundos e passa, para depois voltar. Esta volta pode ser em minutos, horas, dias, meses. É um intervalo variável.

É interessante observar que a doença não provoca alterações motoras ou sensoriais, como paralisia facial, embora grupos de pacientes relatem menos força na mastigada em casos que têm a região da mandíbula afetados. Outro fato interessante é que a doença muito raramente atinge os dois lados do rosto ao mesmo tempo. Uma mesma pessoa pode ter a doença em uma metade e depois em outra, mas não nas duas simultaneamente.

 

Postado por flaviocure às 20:18

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Durma bem e boa saúde

Dormir é fundamental para a saúde dos nossos organismos, todos sabemos. Mas dormir bem é essencial, como reforçam diferentes estudos recentes que associam a carência ou o sono sem qualidade a diferentes riscos, como o envelhecimento precoce do cérebro, a maior incidência de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e a perda de neurônios.

Falarei hoje sobre três estudos recentemente publicados. Um deles na revista Sleep e conduzido pelo pesquisador Terri Blackwell, do California Pacific Medical Centre Research Institute, dos EUA. Diz que o sono sem qualidade pode deixar o cérebro até cinco anos mais velho, com perda de memória e da capacidade de concentração. O risco de deficiência mental aumenta em até 50%.

Este trabalho foi feito num universo de 2.820 homens com idade média de 76 anos, que tiveram monitorados seus padrões de sono ao por cinco noites. Na sequência foram submetidos a diferentes testes que avaliaram a capacidade de tomada de decisão, atividades relacionadas a planejamento, resolução de problemas, pensamento abstrato e correção de erros.

Já o estudo que indica o maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas com insônia, foi publicado no periódico Stroke, da Associação Americana do Coração. Realizado por pesquisadores da Universidade de Farmácia e Ciência Chia Nan, em Taiwan, revelou que a probabilidade de ocorrência do AVC aumenta em 54%. O risco é maior – oito vezes superior – na faixa etária entre 18 e 34 anos de idade. Foram analisadas informações de 21.438 pessoas que sofrem de insônia e 64.314 não insones.

Os pesquisadores concluíram que aqueles que tinham insônia crônica têm maiores riscos do que naqueles com insônia intermitente. Os dados pesquisados também indicam  que o diabetes eleva a chance de derrame entre os insones. No entanto, não chegaram a uma conclusão sobre os mecanismos que relacionam insônia e AVC, embora digam ter identificado evidências entre o sono irregular e problemas cardiovasculares.

Por fim, um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia e publicado pela revista científica “The Journal of Neuroscience” indicou que a falta de sono pode levar à perda de até 25% de algumas células cerebrais. O estudo foi feito com camundongos que foram mantidos em alerta, sem dormir. A pesquisadora Sigrid Veasey afirmou que os estudos precisam ser aprofundados, mas que os resultados mostram que a falta de sono pode provocar uma lesão irreversível.

O resumo deste conjunto de estudos é que devemos tratar o sono com o cuidado que ele merece. Algumas medidas simples podem ajudar na hora de dormir. Entre elas podem estar manter um horário pré-definido para deitar e acordar; fazer atividades relaxantes na hora que antecede o momento de dormir; realizar exercícios ou tarefas domésticas até cinco horas antes de deitar; evitar alimentos com estimulantes, como a cafeína ou álcool; se possível manter o quarto de dormir em local sem barulho; evitar alimentos pesados e de difícil digestão; Não levar computadores ou materiais de trabalho para a cama e, mesmo deixar estas atividades de lado cerca de duas horas antes; não insistir na cama. Se deitar e não pegar no sono em até cerca de 30 minutos, levante e vá fazer algo que o relaxe, tal como ouvir música, ler ou ver tv. É melhor do que ficar se torturando na cama.

Caso mesmo com medidas como essas a insônia persista, procure um médico. O profissional ajudará a identificar como proporcionar um sono de qualidade.

Aproveite o fim de semana e bons sonhos!

 

Postado por flaviocure às 11:05

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