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Asma: o que é e como cuidar

Quarta causa de internação hospitalar no país, segundo a Associação Brasileira de Asmáticos (Abra) , a asma é uma doença que todos já ouviram falar, mas sobre a qual poucos sabem como se prevenir. A imagem do doente ofegante, aspirando uma bombinha já foi utilizada em diferentes momentos em filmes e novelas, nem sempre de forma positiva. Mas o que é na realidade e como lidar com a doença?

A asma  é uma doença crônica que ocorre quando há o estreitamento dos bronquíolos, com consequente dificuldade para passagem de ar dos pulmões. O doente tem dificuldade de expirar maior do que de inspirar e sofre com irritação ou inflamação das vias respiratórias. Com isso, vem a tosse seca, o chiado, a opressão no peito e muita dificuldade nos momentos de crise. Em geral, os sintomas surgem ainda na infância, mas acompanha o doente por toda a vida. Não tem cura, mas é possível mantê-la sob controle. É comum afetar pessoas de uma única família.

A origem pode ser alérgica e provocada por fumaça, produtos químicos, pelos de animais, mofo, infecções, mudanças de clima e até aspectos emocionais.

A infecção é causada por vírus ou bactérias (viroses, gripes, resfriados e sinusites) e se apresenta em quatro tipos básicos. Um com sintomas em intervalos de curta duração, chamado de não contínuo; a leve, que são crises não frequentes, mas que quando ocorrem são diárias e interrompem o sono; a moderada, que, prejudicam o sono e as demais atividades diárias e a grave. Nesse caso os sintomas são contínuos e a pessoa fica impossibilidade de fazer qualquer exercício físico.

Diferentes causas podem desencadear uma crise asmática. Entre as principais estão o fumo, o ácaro, os produto químicos, inseticidas e a poeira. Em parte dos doentes até alguns alimentos podem ser os responsáveis, como o leite e ovos.

Em qualquer situação é importante o acompanhamento do médico, que poderá dar o suporte clínico e também o emocional.  Muitas vezes os pacientes agravam o problema em função do desespero que o medo de uma crise gera. O papel do médico no aconselhamento prévio sobre como se comportar na perspectiva de uma crise, assim como na assistência imediata ao paciente, minimiza as consequências.

Algumas recomendações gerais são no sentido de que não se fume em casas onde há asmáticos; evitar mudanças bruscas de temperatura, manter uma rotina de exercícios moderadas, abusar dos líquidos, especialmente a água, adotar a práticas de exercícios respiratórios e evitar remédios que induzam ao sono, mas, acima de tudo: mantenha uma rotina de prevenção junto com o médico.

A famosa bombinha do asmático, que na realidade contém  broncodilatadores, é um parceiro permanente e que preferencialmente deve estar sempre ao alcance.

Aqui no Rio a Abra oferece apoio e orientação em reuniões mensais todas as últimas segundas-feiras do mês. A entidade funciona na Rua Conde de Bonfim, 255. Mais informações podem ser obtidas no 21-25676076.

Àqueles que são asmáticos ou têm parentes que sofrem com a asma, vale lembrar que o Ministério da Saúde oferece gratuitamente três medicamentos para tratamento da asma por meio de mais de 20 mil farmácias credenciadas no programa Aqui tem farmácia popular e em mais de 500 farmácias da rede pública.

 

Postado por flaviocure às 19:30

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Pacientes com câncer estão deixando de ter tratamento para doenças cardiovasculares no tempo certo

Somente um terço das pacientes em tratamento de câncer de mama com sintomas de doenças cardiovasculares procuram assistência nos primeiros noventa dias do início do quadro. Pesquisadores americanos preocupados com essa estatística têm alertado a população.

Uma parte dos protocolos usados no tratamento do câncer de mama são conhecidos por aumentar o risco de cardiomiopatia e insuficiência cardíaca. Jersey Chen e colegas iniciaram uma pesquisa para saber se pacientes em tratamento com antraciclina e trastuzumabe, receberam suporte para doenças cardiovasculares provocadas pelas drogas citadas. Para esse estudo, os pesquisadores identificaram 1.028 mulheres com idade superior a 65 anos acompanhadas. No The Surveillance e SEER-Medicare database, os dados são os seguintes: idade média das pacientes de 73,1 anos, com estágio de câncer de mama de 1 a 3, e que desenvolveram cardiomiopatia ou insuficiência cardíaca durante três anos do início da terapia. Dessas mulheres, 71% foram tratadas com antraciclina, 17% receberam trastuzumabe isoladamente e 12% receberam os dois.

E somente 34% dessas mulheres foram avaliadas pelos cardiologistas nos 90 dias iniciais do diagnóstico de doença  cardíaca. As que foram avaliadas usaram, com maior frequência, inibidores da conversão da angiotensina ou bloqueadores dos receptores da angiotensina(69% vs 44%, p=0,039), e Beta bloqueadores especificamente indicados para insuficiência cardíaca(40% vs 24% p=0,026). Dessa maneira, as mulheres que procuram o cardiologista sobrevivem mais, no período de 1 ano,  do que as que não procuram(91% vs 79%, p=0,001).

Esses dados foram apresentados recentemente no American Heart Association’s Quality of Care and Outcomes Research 2014 Scientific Sessions in Baltimore.
Sally Greenbrook, do Breakthrough Breast Cancer (London, UK), disse: “Alguns tratamentos para o câncer de mama têm impacto na função cardíaca. Daí a importância de se avaliar as pacientes antes e durante o tratamento, garantindo um tratamento rápido e eficaz. Isso é particularmente importante para pacientes com mais idade, em geral com problemas clínicos adicionais”.

Dessa maneira é importante que as mulheres saibam dessas complicações e procurem acompanhamento precoce com um cardiologista, caso tenha feito um diagnóstico de câncer de mama.

 

 

Postado por flaviocure às 17:50

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