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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

“Eu sou 12 por 8” e você?

“Eu sou 12 por 8” esse é o mote da campanha lançada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para ajudar a conscientizar a população quanto à necessidade da prevenção contra a hipertensão arterial.  No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, realizado no último domingo, dia 26, médicos de todo o país voltaram a insistir na necessidade de cuidados especiais para evitar cerca de 350m mil mortes por problemas cardiovasculares anualmente. Segundo as avaliações, dessas, cerca 57,5 mil mortes por infarto e 63 mil por Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) poderiam ser evitadas se houvesse prevenção e controle da doença.

Segundo análise a Organização Mundial da Saúde, a falta de tratamento da hipertensão pode levar a até 16,5 anos de redução na expectativa de vida. A doença não controlada, no Brasil, é responsável por metade dos casos de infato no Brasil e mais da metade no caso dos AVCs.

Segundo análise do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em 22 estudos populacionais realizados ao longo dos últimos 20 anos,  a doença atinge 32,5% da população adulta. Na faixa de 60 a 69 anos, mais de 50% das pessoas e 75% daqueles acima de 70 anos.

Como já alertei aqui diversas outras vezes, é fundamental o acompanhemento regular dos indicadores de saúde. Vale ressaltar que a hipertensão não apresenta sintomas na maior parte das vezes. Até que se manifesta das formas agressivas já relatadas.

Os exames para identificar a hipertensão são básicos. E o importante é que uma vez descoberta a doença, o paciente seja disciplinado e tome os medicamentos da forma prescrita pelo médico, com o objetivo de regular a pressão sanguínea nas artérias e evitar o sobreesforço do coração para fazer o sangue circular no corpo.

O  “12 por 8” é uma referência à pressão ideal, dentro de limites que podem variar de numa pressão normal em repouso entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica(máxima) e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica(mínima). Além dos citados infarto e AVC, a hipertensão pode ser uma das causas de cegueira, insuficiência renal crônica e insuficiência cardíaca.

Péssimos hábitos alimentares, como excessos na ingestão de sal ou de álcool, propiciam o desenvolvimento da doença.

Não postergue, faça os exames de rotina.

Previna-se, pelo seu futuro.

 

 

 

Postado por flaviocure às 12:11

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Indenizações de Shell e Philips financiam saúde

Leio que duas das maiores empresas globais, a Shell e a Phillips  estão destinando R$220 milhões para indenizações por danos ambientais e contaminações que afetaram seus funcionários e parte da população. No caso da pretrolífera, os valores serão destinados ao estudo sobre o câncer, no estado de São Paulo. Já na Phillips parte será pago a ex-empregados e outra para compra de equipamentos para o Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo). São dois exemplos da necessidade permanente de adoção de medidas preventivas que visem a melhor qualidade de saúde e de vida, seja individualmente, seja em grande escala, com a responsabilidade inerente a todas as partes envolvidas.

No caso da Shell, responsável por R$200milhões do valor total, é uma compensação  por danos morais coletivos em função de contaminação ambiental ocorridos em Paulínia, no interior paulista, a partir dos anos 1970. O valor será destinado, entre outras ações, ao acompanhamento de cem mil crianças da região de Campinas, desde o nascimento até os 18 anos de idade. O trabalho será feito por médicos do Centro Infantil Boldrini, que é uma referência no tratamento do câncer na população infanto juvenil.

Além deste, outras quatro insituições receberam os recursos, entre eles o Hospital do Câncer de Barretos. O estudo será coordenado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e vai acompanhar temas como hábitos alimentares, uso de medicamentos, condições de moradia e até de trabalho dos pais e relacioná-los com a incidência de câncer. Serão feitos questionários com a mãe ainda gestante.

Trabalhos semelhantes estão em estágio mais avançado na China, EUA, Inglaterra, Austrália, Japão, Dinamarca e Alemanha, segundo a presidente do centro médico, Silvia Brandalise, conforme publicou a Folha de São Paulo.

O dinheiro permitirá a criação de um centro de pesquisa que, entre outras ações, armazenará pedaços das placentas maternas e os resultados dos testes dos pezinhos dos bebês. O custo total do projeto chega a R$90 milhões.

Na mesma matéria leio que em Barretos serão mapeadas as características genéticas e de ocupação dos pacientes em que forem detectados algum tipo de câncer e que estão previstos 350 mil exames. Os resultados desse amplo levantamento, nos informa o coordenador de pesquisa em oncologia molecular do hospital, Rui Reis, permitirá a identificação dos agentes causadores do câncer em cada indivíduo.

Para este projeto o Ministério Público do Trabalho repassou R$ 69,9 milhões. O hospital vai construir ainda uma nova unidade de diagnóstico e tratamento do câncer de mama em Campinas e um laboratório em Barretos, além de comprar novos equipamentos.

Já no caso da Philips, vejo no Estadão, os recursos serão destinados na maior parte (R$16 milhões) para pagamento aos ex-empregados que comprovarem a contaminação que sofreram por contato com o mercúrio na fabricação de lâmpadas fluorescentes. Outros R$4milhões serão doados em equipamentos para o HC da USP. O acordo também foi firmado com o Ministério Público do Trabalho.

Os trabalhadores beneficiados eram da unidade da empresa em Capuava, em Mauá, que foi fechada em 2010. Para receber, será necessário apresentar laudo médico que comprove sofrer de mercurismo ou hidrargirismo, ambas provocada pelo metal. Pelo acordo a empresa ainda terá que pagar um plano de saúde vitalício aos empregados contaminados.

Os efeitos do mercúrio no organismo são sentidos pelo mal funcionamento do sistema nervoso central. Há problemas como labirintite, enxaquecas, tremores, depressão, doenças na gengiva e dores musculares.

São casos exemplares que compartilho aqui pois considero fundamental que os cuidados com a saúde sejam responsabilidade de todos os envolvidos.  Cada um de nós deve fazer sua parte, assim como os governos e o setor privado. Essas são mostras das consequências provocadas pelo negligenciamento.  Felizmente vivemos novos tempos e práticas nocivas estão caindo em desuso.

Pelo menos nesses dois casos as punições reverterão em benefício da prevenção.

São exemplos para pensarmos.

Bom fim de semana e façamos todos as nossas partes.

 

 

Postado por flaviocure às 18:36

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Cuidados com a raiva

Em tempos de tanto acirramento de ânimos, com divergências políticas, xingamentos e agressões das mais diferentes formas, a classificação de alguns sentimentos veem à cabeça. Ouvimos falar em raiva, ira, ódio, que, pela semelhança, podem ser confundidos, mas que são facilmente diferenciados numa escala. Podemos dizer que a raiva é aquilo que sentimos quando algo dá errado, é passageira e individual. Já a ira é uma “evolução” da raiva. O irado tenta tirar satisfações, revidar de imediato, é um estágio de curta duração. O ódio é o estágio final, quando, além da vontade do revide, ele é de longo prazo, é alimentado pelo tempo, não tem limites. Ou seja, são três estágios de sentimentos a ser evitados, mas que temos visto cada vez com mais frequência.

Lembrei disso quando estava conversando sobre nossa conjuntura num grupo e ao mesmo tempo falamos do que já está sendo chamado de surto de raiva animal no estado do Mato Grosso do Sul e que teria resultado no primeiro caso de raiva humana em 21 anos sem ocorrências.

Lá um paciente, de 38 anos, está internado, depois te ter sido mordido por um cão infectado com raiva na cidade de Corumbá. Na mesma cidade, segundo a Secretaria de Saúde do município, nove casos de raiva canina foram confirmados.

A situação é preocupante, pois a raiva é altamente letal após ter seus sintomas manifestados. A doença é causada por um vírus que provoca uma encefalite e leva o doente à morte em alguns dias após o início dos sintomas.

A transmissão ocorre quando a saliva infectada entra no corpo por meio de uma mordida ou lesão na pele. O vírus se aloja no cérebro e causa inchaço ou inflamação, o que provoca seus os sintomas.

O infectado sofre com uma paralisia progressiva, às vezes precedida por uma fase de excitação – fase furiosa –, percebida principalmente em cães. No animal ele deixa de reconhecer o seu ambiente e o seu dono, altera os hábitos alimentares, foge da luz, para de beber água. Até o latido ou miado, no caso de cães e gatos, se modificam e ficam mais graves, como se estivessem roucos ou engasgados. Depois vem a paralisia e a morte do animal.

Nos humanos os sintomas incluem febre baixa, dor no local da mordida, perda de sensibilidade em alguma área do corpo, excesso de baba, perda de função muscular, excitação, convulsão, ansiedade e dificuldade para engolir, inclusive líquidos.

Embora seja normalmente relacionada aos cães, qualquer mamífero pode transmiti-la. Sejam os animais domesticados, como os cães, gatos, vacas, cavalos ou cabras, ou os selvagens, como morcegos, macacos, gambás ou guaxinins. Muito raramente pode ocorrer infecções provocadas por transplantes de tecidos ou órgãos de pessoas infectadas.

A prevenção por meio da vacinação é o caminho recomendado. A vacina antirábica é gratuita e está disponível em toda a rede pública do país.

É necessário estar atento a fatores, como viagens a países onde a raiva é mais frequente, como no sudeste asiático e na África. Também ao risco no contato com os animais. Em qualquer situação que tenha sido mordido por um animal o recomendado é que de imediato o local seja limpo com água e sabão e se procure imediatamente um pronto socorro. Se houver risco da doença, será indicada uma série de vacinas para ser tomada ao longo de 28 dias, em cinco doses.

Em caso de animais domésticos, procure o dono e solicite o comprovante da vacinação do animal, que deve ocorrer anualmente a partir dos três meses de idade. Sempre procure identificar o animal que fez a mordida, tente descrever o comportamento dele antes do ataque. Se possível busque uma forma de captura-lo, para que possa ficar em observação.

Caso já tenha passado algum tempo, procure identificar em você mesmo quais os sintomas está sentindo, quando começaram e qual a intensidade. O aparecimento da doença varia, pode ser até entre dez dias e sete anos, período em que ocorre a incubação. Em geral leva de três a doze semanas. No caso do paciente de Mato Grosso foram mais de 40 dias.

O tempo pode ser determinante à sobrevivência.

Em risco, previna-se. O conselho vale para raivas de todos os tipos.

 

Postado por flaviocure às 14:46

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