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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Todos no combate à dengue

Três jogadores (Paolo Guerreiro, do Corinthians; o goleiro Aranha, do Palmeiras e o meia Léo Cittadini, do Santos) e um médico (José Sanchez, do São Paulo) ou seja, dos quatro grandes clubes de futebol de São Paulo estão sem poder trabalhar porque contraíram dengue.  São parte de um universo calculado em cerca de 460.500 pessoas que ficaram doentes entre janeiro e 28 de março em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. São Paulo, com 55% (258 mil), é o estado com maior concentração de casos, sendo sete vezes superior ao ocorrido em 2014 (35mil). No país morreram 132 pessoas.

Os números indicam que desde o início do ano houve um crescimento de 240% em relação ao mesmo período do ano passado. A preocupação é grande, pois estamos na metade de abril e, tradicionalmente, este é o mês que concentra a maior incidência de reprodução do transmissor Aedes aegypti.

É necessário, portanto, uma ampla mobilização para evitar a proliferação do mosquito.

Junto com São Paulo, outros três estados estão em situação de epidemia, caracterizada quando o número de casos a cada 100 mil habitantes supera 300: Acre, Goiás e Mato Grosso.

Com a divulgação desses dados, muitos pacientes têm me perguntado como saber se estão com dengue, uma vez que os sintomas são diversos. De imediato duas das manifestações principais para acender o sinal de alerta são a febre e as dores, comuns em mais de 95% dos doentes. Além dessas, temos a perda de paladar e apetite, manchas e erupções na pele, parecidas com as do sarampo, náuseas, vômitos, tonturas, moleza e cansaço. As dores atingem a cabeça, os ossos e as articulações e a febre costuma começar de uma hora pra outra e ser alta.

A dengue hemorrágica apresenta os mesmo sintomas da comum, mas depois que a febre passa segue o sofrimento do paciente, com dores abdominais, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas, a pele fria e úmida, além de pálida, continuação dos vômitos, confusão mental, agitação ou sonolência, sede e sensação de boca seca, pulso irregular, dificuldade para respirar e até perda de consciência.

Dá para perceber que não se deve perder tempo no atendimento. O quanto antes um profissional da saúde for acionado, melhor para o controle da doença. Vale lembrar que o tempo médio do ciclo varia de cinco a seis dias. Sendo que geralmente os sintomas só aparecem a partir do terceiro dia após a picada pelo mosquito.

Embora a devamos exigir dos governos em suas diferentes esferas a ação contra a doença, todos também podemos dar nossas contribuições para evitar a disseminação do aedes, com medidas simples, tais como: não deixar pneus expostos; usar areia grossa em pratos de vasos de flores; ensacar e jogar no lixo vasilhames que possam acumular água; virar de boca para baixo garrafas vazias ou tampar caixas de água.

São medidas simples, para fazermos em casa, no quintal, nas indústrias, nas lojas, em qualquer espaço. Cada um fazendo sua parte pode nos levar a sair desse risco que já devia nos afligir em pleno século XXI.

Vamos estar atentos e atuar para uma melhor saúde para todos.

Bom fim de semana e bom feriado.

 

Postado por flaviocure às 18:39

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Doenças cardiometabólicas, atenção e prevenção!

Volto hoje ao nosso contato semanal por meio de meus artigos com um tema que muito tem preocupado o campo da saúde em todo o mundo, que são as Doenças Cardiometabólicas. Consideradas em conjunto pela Organização Mundial da Saúde como uma epidemia do século XXI, são enfermidades que exigem atenção imediata. No grupo estão, por exemplo, a hipertensão arterial, a diabetes e a obesidade, todas elas acarretam risco para doenças cardiovasculares, tais como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou o infarto.

Lembro que as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte nos países industrializados, mas que não precisava ser assim. Algumas ações preventivas poderiam ajudar em muito na reversão deste quadro. Entre eles estão a atenção à dieta e à prática de exercícios. Vários estudos apontam a importância de consumo de fibras, a redução de peso e/ou da circunferência abdominal, o controle da ingestão de alimentos com gorduras saturadas e a realização de, pelo menos, 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana. Com certeza que exija grandes sacrifícios para a maioria das pessoas.

A relação da diabetes com a doenças cardíaca tem sido fartamente estudada e propagada. Ela várias vezes aparece junto com outros fatores de risco. Indicações como elevação do LDL-C e Triglicerídeos e baixa do HDL-C (o colesterol bom) também devem ser considerados.

Os hábitos alimentares incluem também a frequência de ingestão de alimentos. E se engana quem acha que ficar sem comer ajuda. Ao contrário, diversos estudos apontam os malefícios de se negligenciar e pular as refeições, especialmente entre crianças e adolescentes. Aqueles que têm esse comportamento e ainda exageram no consumo de proteínas concentram mais adiposidade no corpo e elevam os riscos cardíacos. O excesso de adiposidade influencia a elevação dos níveis de glicose no sangue e de colesterol.

Mas as opções sadias são muitas e acessíveis. Por exemplo: uma pesquisa publicada na revista ” Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia” indica que o consumo superior a três porções de frutas diariamente pode inibir os fatores de risco para doenças cardiovasculares ou metabólicas em mulheres obesas.

Como sempre digo, busque um médico e faça os exames de rotina.  Várias dessas doenças são as consideradas “silenciosas”, ou seja, não apresentam sintomas até que já esteja estabelecidas e aí ficam mais difíceis de controle. O médico, com certeza, solicitará exames de taxa de açúcar no sangue (glicemia), colesterol, pressão arterial, verificará seu peso, altura e checará a massa corpórea. Outros exames, como o de índice de monóxido de carbono nos pulmões poderão ser solicitados aos fumantes, por exemplo. Um indicador fácil, que qualquer um pode fazer em casa, é o da medida da circunferência abdominal.  Basta uma fita métrica, daquelas que ficam entre os objetos de costura mesmo. Mais de 90 centímetros para os homens e 80 centímetros para as mulheres podem indicar o risco cardiometabólico.

Portanto, não brinque com sua saúde. Um pouco de atenção pode representar muito melhor qualidade de vida futura.

Se cuide!

 

Postado por flaviocure às 19:43

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