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Linfedema, cuidados e prevenção

Quem apresenta quadros de inchaço em partes do corpo, mais comumente nas extremidades, como as pernas ou os braços, deve ficar atento à possibilidade de sofrer de linfedema, uma doença sem cura que ocorre em função do mal funcionamento do sistema circulatório sanguíneo. Algumas vezes ela é resultado de problemas genéticos, pois há pessoas que nascem sem vasos ou gânglios linfáticos. Em outros, são causadas por intervenções externas, como cirurgias e/ou radiação no combate ao câncer de mama ou de próstata ou queimaduras, por exemplo.

Acontece que regularmente o nosso sistema sanguíneo realiza um processo para absorção dos nutrientes transportados pelas artérias pelo sangue para nutrição das células e tecidos. Depois desse processo, o sangue, já então com poucos nutrientes, retorna pelas veias. Os líquidos e substâncias resultantes formam a chamada “linfa”, que tem água, proteínas, germes e gorduras. Essa mistura é carregada pelos vasos linfáticos aos gânglios para serem filtradas, limpas e voltarem à circulação. O problema ocorre quando esse processo está falho. Quando o organismo não consegue fazer a limpeza corretamente e provoca a criação de edemas nos vasos linfáticos, o linfedema.

Nessa situação ocorre o inchaço, a pessoa tem aumento de peso e volume. Dessa forma, fica com movimentos prejudicados. Percebe que as roupas apertam etc. O desconforto é grande e vem acompanhado de alterações estéticas.

Um grupo onde ocorre com regularidade é o de mulheres que passaram por procedimentos de remoção de câncer da mama. Em geral, para assegurar a eficácia da cirurgia, é normal a extirpação parcial ou total dos gânglios axilares. Não é uma consequência imediata, pois vai depender do número de gânglios removidos e da quantidade de radiação recebida para a cura. Mas o risco é grande, mais de 20% das mulheres que passaram pelo tratamento têm linfedema. Ocorre de restarem gânglios ativos, que podem, sobrecarregados, acabare sucumbindo e cedendo ao linfedema anos após a cura do câncer.

Sempre é importante tratar de imediato o linfedema, pois sem atenção, pode evoluir, com o endurecimento dos tecidos, para uma fibrose ou uma esclerose, podendo, mesmo, chegar a um câncer.

Há também a inflamação dos vasos linfáticos (linfagite), que quando é causada por bactérias (streptococo) chama-se de erisipela. Nesses casos os sintomas são: náuseas, vômitos, inchaço, febre na casa dos 39º ou mais, dores na região atingida e um mal estar generalizado. A recomendação é a busca imediata de um médico, preferencialmente um que atue na área vascular.

Pessoas com manifestação leve do linfedema podem procurar formas de prevenir o agravamento da doença,  tais como a drenagem linfática, que, ao estimular o sistema linfático afetado, ajuda no funcionamento de sua função. Mas, além disso, há conselhos gerais, como evitar esforços no braço ou perna afetados, não cruzar as pernas ao sentar e proteger a região de impactos, isto porque os membros inchados ficam mais passíveis de infecções. Então, arranhões, picadas de insetos, micoses, podem levar ao agravamento da doença.

O essencial é procurar um médico, pois mesmo a drenagem tem restrições. Pessoas com riscos vasculares, trombose, hipertensão ou insuficiência cardíaca devem evitar o procedimento. O mesmo vale para pessoas com infecções. Além disso, mais uma vez, é necessário estar atento à alimentação, pois o excesso de sódio, em alimentos industrializados e embutidos, por exemplo, interfere na redenção de líquidos.

 

 

Postado por flaviocure às 20:28

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