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País de sedentários negligencia saúde

Prevenção é a minha palavra chave permanente. Falo aqui, insistentemente, da importância de manter a saúde em dia, para evitar grande parte das doenças. No início desta semana saiu uma pesquisa preocupante sobre os hábitos da população brasileira, feita pelo Ministério dos Esportes acerca da prática de atividades físicas, que, junto com os alimentares são bases para boa saúde.  Batizada como Diagnóstico Nacional do Esporte: Diesporte, entrevistou 8.902 pessoas entre 14 e 75 anos. O resultado mostra que quase a metade da população (45,9%) é sedentária, sendo 50,4% das mulheres e 41,2% dos homens. Aqui na região Sudeste o quadro é pior, são 54,4% das pessoas sem prática de esportes e atividades físicas relevantes.

Sabemos que as atividades físicas têm papel fundamental no funcionamento do sistema cardíaco, no fortalecimento muscular, nos relacionamentos pessoais. Influenciam diretamente no metabolismo, com benefícios no controle da obesidade, do diabetes, da osteoporose, por exemplo. Assim como na elevação da auto estima e seus reflexos em doenças como a depressão, ansiedade ou o stress. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera não sedentário quem pelo menos 30 minutos de alguma atividade física de três a cinco vezes por semana.

É mais do que hora da população se conscientizar dos benefícios das atividades físicas. Assim como os governos tratarem o tema com a seriedade e urgência exigidas.

O mais incrível é que 80,4% dos entrevistados disseram ter consciência sobre os efeitos da falta de atividades físicas para o organismo.  Ou seja, sabem dos riscos, mas não adotam práticas saudáveis. A desculpa mais dada é a falta de tempo, com 69,9% das respostas. Os motivos são estudo, trabalho, família, por exemplo. Mas 7% afirmaram não se exercitam por “preguiça”, foi o segundo maior grupo. Na sequência, com 6,1% estão aqueles que apontaram a falta de motivação como o principal motivo. É hora de mudar de atitude.

Aos nossos governantes a pesquisa oferece bons subsídios para definição de políticas no setor. Por exemplo, quando levanta que 48% dos praticantes de esportes começaram na escola e nas universidades. Associado ao dado sobre faixa etária na qual mais se pratica esporte ou atividade física, entre os 16 e 24 anos, fica evidente um segmento que demanda investimentos. São jovens cheios de energia e com potencial de se apaixonarem pelo esporte. Mas com a atual falta de incentivo, vemos na pesquisa que este é também um público que abandona facilmente a prática. Dos entrevistados, 45% disseram que deixaram de se exercitar em 2013. Onde está o problema? O que fazer?

Outro dado interessante é sobre os locais para a prática esportiva e mostra que 15,6% delas se dá em espaços públicos abertos e com estrutura, seguido pelos espaços abertos sem infraestrutura, com 9,9%.  Ou seja, com um pouco de vontade política para investimentos a população poderá responder positivamente. Aqui no Rio vemos que as áreas onde há equipamentos para exercícios caíram no gosto popular e são amplamente utilizadas.

Aqui o trabalho entra em outra questão que merece atenção, a falta de orientação para a prática de atividades físicas revelada por 71,7% dos entrevistados ou para prática de esportes por 90,3%.  Ou seja, fica evidente que o ato de se exercitar entre nós é algo que ainda precisa de muita atenção. Na média uma parcela pequena da população faz alguma atividade e desses a maioria absoluta faz quase por voluntarismo, sem atentar às melhores condições.

Os motivos entre os que respondem positivamente para prática de esportes variam, mas o principal deles, com 41,4% é manter a qualidade de vida, seguido de “desempenho físico”, com 37,8%. Parecido com as respostas dados pelos praticantes de atividades físicas, que responderam respectivamente com 36,6% e 29,3%. Nesse grupo apareceram aqueles que disseram seguir orientação médica, com 4,5%.

Dentro desse quadro nem um pouco otimista, dou meus parabéns para os moradores da região Norte do Brasil, onde há mais pessoas se exercitando, com 37,4% se declararam sedentários. No Nordeste são 38,5% de sedentários, no Sul (39,3%) e Centro-Oeste (45,1%).

Agora que você leu até aqui e quer começar a mudar a rotina, algumas dicas que podem ajudar, principalmente porque atividades corriqueiras já podem contribuir para sair do sedentarismo. Por exemplo, utilizar as escadas, em vez de elevadores. Percorrer pequenas distâncias a pé, em vez de pegar carro. Saltar num ponto de ônibus mais distante e caminhar parte do percurso, fazer caminhadas regulares. Assim como atentar à alimentação, com consumo de frutas, legumes e verduras. Deixar de lado alimentos gordurosos e os industrializados. Abusar da água e dos sucos e moderar na bebida alcoólica.

 

Bom fim de semana e mexa-se!

 

 

Postado por flaviocure às 18:19

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