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Estudo mostra efeitos da nutrição na fertilidade

Uma boa alimentação com base em frutas e verduras pode ser a chave da fertilidade,

O pesquisador Andrea Salonia, diretor do Instituto de Pesquisa de Urologia do hospital San Raffaele, de Milão, na Itália, em seu estudo, ressalta que a infertilidade é uma doença multifatorial, mas que as pessoas inférteis estudadas claramente tinham hábitos de lazer e nutricionais piores do que as férteis. Afirmou, ainda, que os alimentos consumidos pelos homens durante a pesquisa têm papel na proteção contra danos sofridos pelo esperma, enquanto diferentes minerais, com o zinco, atuam nos níveis de testosterona. No caso das mulheres o ferro, o ácido fólico e a vitamina B12 presentes nos alimentos selecionados geraram os benefícios.

O estudo analisou questionários respondidos por 1.134 pessoas sobre hábitos alimentares e estilos de vida e analisados de acordo com o sexo. Os casais foram divididos em dois grupos. Os considerados férteis, formado pelos que tinham tido filho nos últimos doze meses e aqueles que não os tiveram.

Os que apresentaram melhores níveis de fertilidade eram os que consumiam frutas, vegetais e leguminosas. Outros condicionantes importantes, foram relacionados com o consumo de álcool (por exemplo, 94% das mulheres em idade fértil beberam menos de um litro de álcool por semana; 65% dos indivíduos do sexo masculino inférteis beberam mais do que um litro de álcool por semana) e o vício do tabaco (91% das mulheres em idade fértil eram não-fumantes, mas apenas 9% tabagistas; 72% dos homens férteis eram não-fumantes e 28% fumantes).

Segundo o estudo, 44% dos homens férteis consumiam cinco porções de vegetais por semana. Já entre os que tinham dificuldades em engravidar, o índice caia para 34%. Taxas foram semelhantes em mulheres férteis e inférteis.

Já no caso das frutas, os homens mais férteis consumiram cinco porções por semana do que os homens inférteis (55% vs 46%); e as mulheres mais férteis do que inférteis (73% vs 53%). Para ovos, homens mais férteis consumiram entre duas e quatro unidades por semana do que os homens inférteis (71% vs 62%), e as mulheres mais férteis (73% vs 67%).

Outro comportamento identificado pelos pesquisadores é que aqueles que consumem quantidades maiores de frutas e vegetais também têm o hábito de comerem menos produtos gordurosos, o que beneficia todo o organismo.

Os pesquisadores lembram que as gorduras artificiais, tais como as “trans”, também podem atrapalhar a fertilidade, aumentar a insensibilidade à insulina e provocar inflamação, interrompendo, assim, a ovulação, concepção e desenvolvimento embrionário precoce.

Segundo destacam a substituição de gorduras trans por monoinsaturada e poli-insaturada tem o efeito oposto, pois conseguem manter os níveis de colesterol saudável, aliviam a inflamação, melhoram a insensibilidade à insulina, e promovem a fertilidade.

Os alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas incluem abacates, ovos, azeite, amêndoas e gorduras poliinsaturadas, especificamente ômega-3 ácidos graxos encontrados no salmão e nozes.

A pesquisa não identificou diferenças entre os dois grupos de casais estudados quanto ao consumo de cereais, carne vermelha, aves e peixes. Apenas legumes e frutas foram estatisticamente associados com a fertilidade feminina. Mas ressalta que feijão, nozes, legumes e outras proteínas de origem vegetal são fontes de ferro e ácido fólico, importantes para o desenvolvimento folicular e ovulação.

 

Postado por flaviocure às 20:17

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