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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Não à gordura trans

Vem dos EUA uma notícia animadora. Na terça-feira passada a FDA (agência regulatória do governo americano) anunciou a proibição da presença de gordura trans nos alimentos industrializados. O órgão concluiu que ela não é segura para a saúde do coração. Segundo informa o FDA, 20 mil ataques cardíacos e, desses, sete mil mortes anuais podem vir a ser evitadas com a medida. A média de mortes por problemas cardiovasculares nos EUA alcança 610 mil pessoas anualmente.

Por aqui no Brasil temos um antigo acordo, firmado em 2008, entre o Ministério da Saúde a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (Abia), que, dois anos depois de firma-lo, já anunciou que teria havido uma redução de 94,6% da gordura nos produtos. No entanto, esses dados são questionados.

Estão associados ao consumo de produtos com gordura trans o aumento do chamado colesterol ruim (LDL) no sangue, a diminuição do colesterol “bom” (HDL), o aumento dos triglicerídeos, o bloqueio da produção de gorduras insaturadas no copo e o aumento das “gordurinhas localizadas”. A gordura trans contribui para a formação de placas de gordura no sangue que podem gerar consequências como o infarto ou o AVC.

A indústria utiliza essa gordura, batizada como gordura vegetal hidrogenada, para ajustar a textura dos alimentos e prolongar a vida deles nas prateleiras. Em geral, ela está nos sorvetes, biscoitos, chocolates, pipocas, pizzas, bolinhos recheados, snacks, salgadinhos, margarinas. Essas gorduras são responsáveis pela intensificação dos sabores desses produtos, que não deveriam, a rigor, fazer parte da dieta regular da população. Vale lembrar que são todos produtos com alto potencial “engordativo” e baixa qualidade alimentícia.

Para populações como as nossas, a do Brasil e dos EUA, que convivem com um crescente epidemia de obesidade, medidas como essa anunciada é uma esperança de melhoria do quadro. Por aqui quase 18% da população está obesa. Lá são quase 35%, enquanto no Japão, são 3,5%. Nossos mortos aqui no Brasil em função das doenças cardíacas chegam a 310 mil pessoas.

Alguns países já resolveram banir as gorduras trans há algum tempo. A Dinamarca foi o pioneiro, em 2003. A Suiça fez o mesmo em 2008. Até nossa vizinha Argentina. Pelo mundo diferentes estados e cidades têm legislações específicas.  Aqui no Brasil enfrentamos a burla.  Existe um limite estabelecido de 0,2 gramas de gordura nos produtos. Mas a indústria apresenta como se este limite se referisse a uma porção e assim apresenta em suas embalagens para informação ao consumidor. Na realidade a quantidade é muito maior, pois ninguém consome apenas as tais porções indicadas para ficar dentro do limite.

Vamos torcer para que essa medida nos EUA tenha reflexos por aqui. Que as autoridades sejam acionadas para verificação precisa de como está nossa produção industrial.

Mas, como insisto, a prevenção é fundamental. E, nesse caso, podemos atuar diretamente. Afinal, é possível evitar todos esses produtos, com uma dieta mais saudável. Claro que eles são tentadores e saborosos, mas há opções. Sorvetes, biscoitos, pizzas não precisam ser banidos, mas podem ser consumidos com menos intensidade. Assim como podem ser feitos receitas e processos mais sadios.

Aproveite o fim de semana e pesquise cardápios saborosos e nutritivos. Faça a sua parte por sua saúde.

 

Postado por flaviocure às 20:31

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Nova técnica substitui os stents

Uma nova técnica empregada pela primeira vez no país,  chamada de “aterectomia direcional”, foi realizada no Hospital Santa Isabel, de São Paulo, no dia 20 do mês passado. Popularmente explicando, trata-se de uma espécie de lipoaspiração da artéria femoral, que tem removidas as placas de gordura que armazenam ao longo do tempo.

O procedimento pode significar um grande avanço para as cirurgias vasculares, pois permite a desobstrução da artéria sem grandes incisões cirúrgicas. Segundo relatam os médicos que a realizaram, basta um corte de dois centímetros na pele, para introdução do equipamento batizado de “turbohawrk” e dispensa a colocação de stents.

A técnica pode ser um ótimo aliado no combate das doenças vasculares que inibem a irrigação do sangue pelo corpo e causam grande parte das amputações das extremidades, como pernas, dedos e pés.

Especialistas relatam no site do hospital que abrigou a cirurgia, problemas para os quais já dei vários alertas aqui neste blog.  O sistema cardíaco precisa estar em perfeito funcionamento para que o organismo tenha bom desempenho. O corpo humano é um conjunto onde cada parte tem função fundamental para o conjunto.

Um exemplo citado pelo chefe do serviço vascular do Hospital Santa Isabel, dr. Álvaro Razuk foi uma pesquisa realizada na unidade, segundo a qual pacientes com obstrução das artérias femorais chegam a ter 30% de mortalidade, em cinco anos. Ele lembra que os entupimentos se espalham pelo corpo e, assim como bloqueiam a circulação do sangue para o coração, podem impedir a irrigação do cérebro.

Segundo as informações divulgadas pelo hospital, o procedimento leva cerca de duas horas, com recuperação rápida, que permite a retomada das atividades rotineiras pelo paciente em 15 dias.

Embora o ideal seja, uma vez feito o tratamento, o paciente se cuidar para não voltar a ter que realiza-lo, os médicos dizem que é possível realizar o procedimento mais de uma vez no mesmo local. Esta seria outra vantagem na comparação com o tradicional stent. Na ponta negativa, por enquanto, estaria o valor, pois chegaria a custar 50% a mais do que a realização de uma angioplastia com instalação do stent, que são tubos metálicos inseridos de forma permanente nas artérias para liberação do fluxo sanguíneo.

Já a nova espécie de “lipo” é realizada com um cateter revestido por uma camada metálica e uma lâmina que raspa a gordura, armazena e a tira do corpo. O procedimento é realizado na artéria femoral, na região da coxa.

Bom que a nova técnica já empregada há dois anos em outros países tenha chegado ao Brasil. Entretanto, mais importante ainda é a prevenção. Aqueles tradicionais grupos de risco, aos quais me refiro quase sempre, também são prioritários aqui. Obesos, fumantes, sedentários, homens com mais de 60 anos de idade, estão na linha de frente. Portanto, atenção.

Dores nas pernas, inchaços, cansaços, mudança de cor das extremidades dos órgãos, são sinais de preocupação. Busque logo um médico. Não espere o quadro se agravar.

 

 

Postado por flaviocure às 19:49

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Pesquisa diz que antiácidos podem levar a infarto

Pesquisa divulgada nesta semana ratifica a nossa insistência no aconselhamento de utilização de medicamento apenas sob orientação médica. Dessa vez pesquisadores da Universidade de Stanford indicam que antiácidos, tomados para reduzir a acidez do estômago, podem aumentar entre 16 e 21% o risco de infarto. O estudo analisou registros médicos de 2,9milhões de pacientes e constatou o uso de drogas prescritas em todo o mundo, num mercado avaliado em US$ 14 bilhões.

Os medicamentos são conhecidos como inibidores da bomba de prótons (IBP) e são utilizadas para diminuir a acidez estomacal e também para evitar o refluxo gastroesofágico. Entre os quase três milhões de registros, os pesquisadores identificaram que as pessoas com menos de 45 anos e com boa saúde, tiveram maior incidência de crises cardíacas.

Já para o grupo de antiácidos da categoria “anti-histamínico H2” não foi constatada relação com o riso cardíaco, segundo os pesquisadores. No grupo dos IBPs estão medicamentos como: Nexium, Prilosec e Prevacid. Isso não significa que se você vem tomando algum deles deva suspender, mas, sim, avaliar com seu médico frente a essas novas informações sobre como proceder.

Vale destacar que os próprios estudiosos ressaltam que não há garantia de causa e efeito, ou seja, o alerta foi dado pois há indícios, mas não certeza.

Agora, outro alerta pertinente deles, é para o fato de que, infelizmente, grande parte desses medicamentos é consumida sem prescrição médica, com venda sem receitas. Um risco que não se deveria correr, mas que ainda faz parte da nossa realidade.

Os pesquisadores lembram que eles são considerados inofensivos e que mais de cem milhões de receitas médicas são feitas para esses antiácidos anualmente nos Estados Unidos. Inclusive lá está mais do que na hora de reverem estes conceitos. Afinal, segundo leio na imprensa brasileira, o principal autor do estudo, o professor adjunto de cirurgia cardiovascular da Universidade de Stanford, Nicholas Leeper, alertou, com base em seus resultados, que esses medicamentos não oferecem a segurança até então imaginada.

Com isso, volto a bater na tecla contra a automedicação e também na da prevenção. Algumas medidas podem minimizar a possibilidade de sentir a acidez estomacal e, dessa forma, evitar a necessidade do medicamento. Entre elas estão evitar a ingestão de café, bebidas alcoólicas, alimentos condimentados ou cítricos. Evitar exercícios intensos após se alimentar e também não se deitar de imediato, para permitir que a digestão seja feita corretamente.  Optar por refeições leves, com pouca gordura, que têm digestão difícil.

Buscar também posições confortáveis e lembrar de, na cama, deixar a cabeça mais elevada do que o estômago.

Manter a forma física, evitando a obesidade também é uma medida importante, já que quem está obeso aumenta a pressão abdominal e, assim, eleva as chances de retorno do alimentos ao esôfago. Roupas e cintos apertados também podem ser evitados.

Outra recomendação, quase que padrão para todas as doenças, é evitar o fumo.

Ou seja, há um extenso grupo de medidas que podem ser tomadas para evitar a doença.

É o melhor caminho, prevenir para não ser necessário remediar.

Faça isso e bom fim de semana!

 

 

 

Postado por flaviocure às 19:35

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