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Mordida de gato exige atenção

De animais de estimação venerados no Egito há mais de quatro mil anos a acusações que o tornaram símbolo da bruxaria pela Europa católica do século IV, os gatos convivem intimamente com os humanos. Mas, como na relação com todos os animais, cuidados são necessários, pois muitos carregam bactérias que podem provocar diferentes doenças, sejam as conhecidas raiva ou toxoplasmose ou a chamada “doença da mordida do gato”, causada por uma bactéria batizada como “Pasteurella Multocida” e presente na saliva de cerca de 90% dos felinos.

Segundo estudo publicado no Journal of Hand Surgery (JHS) por pesquisadores da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, devemos estar atentos. O trabalho analisou dados de atendimento em pronto socorros durante dois anos. O universo não era grande, mas representativo do número deste tipo de ocorrência, com 193 pacientes. Desses, 30% tiveram que ser hospitalizados pelo período de três dias e os demais submetido a tratamentos com antibióticos. A pesquisa revela que nos EUA as mordidas de gato representam cerca de 15% das atendidas nos hospitais.

Dos pacientes em geral oitos foram submetidos a cirurgias nas mãos, para solucionar  complicações relacionadas com a circulação sanguínea e às feridas.

Não é preciso, claro, evitar os gatos, entrar em pânico ou fugir do contato com os bichanos, mas, sim, tomar precauções para evitar as mordidas.

Já as lambidas, que fazem parte da demonstração de afeto dos animais, assim como da dos cachorros (que tem menos bactérias do tipo do que os gatos), não causam problemas. Vale lembrar também que essas bactérias não causam doenças nos animais. Já no caso das mordidas em homens, a bactéria penetra na pele e se multiplica, com riscos de infecções que podem alcançar até os músculos.

Alguns fatores que potencializam os riscos de hospitalização pelo agravamento das consequências da mordida estão ligados ao estado imunológico do paciente, a localização do ferimento, quanto mais perto dos tendões pior, e o tabagismo.

Segundo o principal pesquisador do estudo, Brian T. Carlsen, se ocorrer inchaço, dor, vermelhidão ou dificuldades para mexer as mãos, o sinal de alerta deve ser ligado.

É importante a atenção médica imediata, para evitar as consequências que podem chegar à septicemia em caso de falta de tratamento, passando por necrose da pele, infecção nos ossos e pneumonia.

 

 

Postado por flaviocure às 21:17

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