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Alcoolismo e tabagismo, como enfrentar

Hoje, sexta-feira, 28 e amanhã, 29; acontecem duas mobilizações de grande importância para a saúde dos brasileiros, o Dia Nacional de Controle do Alcoolismo e o Dia Nacional de Combate ao Fumo. São as drogas mais consumidas no mundo e que provocam doenças capazes de levar ao óbito, além de diferentes prejuízos sociais.

Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead) cerca de 200 mil brasileiros morrem devido a doenças relacionadas ao cigarro anualmente. Já o álcool coloca o Brasil na quinta posição num ranking mundial de mortes provocadas pelo consumo, segundo dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a cada 100 mil mortes, 12,2 poderiam ser evitadas se não houvesse consumo de álcool.

Os números são alarmantes e demandam ações preventivas em ambos os casos. Afinal, os efeitos sobre indivíduos e sociedade são evidentes. Ainda esta semana um acidente de automóvel com atropelamento e morte, fato que a todo momento acontece nas ruas do país, atraiu as atenções. Simbolizou um pouco dos contrastes sociais que enfrentamos, com um motorista da alta sociedade alcoolizado que matou um operário. Com o agravante de que este motorista tinha um longo histórico de direção sob efeito do álcool sem que as autoridades estaduais de trânsito o tenham impedido de continuar a colocar sua própria vida e a de outros em risco.

Já é mais do que hora de políticas preventivas para evitarmos novas vítimas. Os impactos individuais, econômicos, familiares têm que ser levados em consideração e ações priorizadas. A decisão do consumo de álcool e tabaco é individual, mas com forte componente coletivo. De certa forma, o consumo é incentivado como um passaporte para integração social, pelo menos no caso do álcool. Felizmente, o tabaco perdeu sua aura em nossa sociedade, mas no passado foi enaltecido como símbolo de poder, sucesso e felicidade, por exemplo. O álcool continua sendo.

Os jovens adultos são os mais afetados por estes ideais “sociais” e têm tido os efeitos sobre suas saúdes como vítimas de acidentes de trânsito, brigas de rua, diferentes formas de violência interpessoal, doenças mentais. Em todo o mundo são milhões de pessoas com deficiências físicas decorrentes de acidentes sob efeito do álcool.

Quanto ao fumo, temos a relação direta dele com diferentes tipos de câncer, doenças cardíacas e pulmonares, por exemplo. O fumo provoca uma dependência química contra a qual, muitas vezes, a iniciativa individual não é suficiente para superar. Vale lembrar que a nicotina atua diretamente no sistema nervoso central, assim como, por exemplo, a cocaína, heroína ou o álcool.

Fonte:Centro de Informações sobre Saúde e Álcool

Portanto, suspender o uso, geralmente, exige o apoio do profissional de saúde. Problemas como dor de cabeça, tonteira, irritabilidade, agressividade

Postado por flaviocure às 19:40

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Limitações para tarefas afetam idosos

Volto hoje à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada pelo IBGE na semana passada e sobre a qual abordei o grave índice de sobrepeso e obesidade no último artigo. Agora vou me deter no aspecto da saúde dos idosos, assim considerados aqueles com 60 anos de idade ou mais e que formam 13,2% da população brasileira. Entre os dados destacam-se os que indicam que 6,8% dessa parcela de pessoas têm limitações para realizar tarefas cotidianas, dos quais 84% precisam de ajudas, sejam de profissionais (17,8%) ou de familiares (78,8%).

 

E porque me fixo nessa informação? Porque embora sejam de múltipla natureza as origens das limitações para realização das tarefas, boa parte delas – com certeza- poderia ser minimizada com ações preventivas ao longo da vida.

 

Como digo permanentemente, hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos podem proporcionar uma melhor condição de vida quando se chega a idades mais avançadas. Claro que existem enfermidades que independem desses cuidados e que podem surpreender a qualquer um, mesmo os mais cuidadosos ao longo da vida. Mas, na maior parte das vezes, não é assim.

 

Mas é interessante também verificar que nesta faixa etária acima dos 60 anos, 24,4% declararam que participam de atividades sociais organizadas. O que é uma boa sinalização, uma vez que estão comprovados os benefícios da socialização, com a realização de tarefas conjuntas. Tais como a ocupação do tempo, a manutenção da atividade física e mental, a troca de experiências e outros fatores.

 

São aspectos fundamentais numa população como a brasileira que tem tido uma ampliação contínua da expectativa de vida, que em 2013 chegou aos 74,9 anos para ambos os sexos, segundo o IBGE. Vale verificar que em todas as idades, desde o nascimento até os 80 anos, foi aferida uma elevação da expectativa de vida em três meses e 25 dias, quando comparado ao ano de 2012. Lembro que no ano de 1980 a expectativa de vida do brasileiro era de 62,5anos.

Para chegar a essa elevação, o país conseguiu reduzir tanto a mortalidade infantil, quanto a dos idosos. E, como estou me detendo nesse grupo, insisto na necessidade para todos nós de fazermos nossas partes, para melhor aproveitarmos a vida até o fim.

Temos que saber que a tendência é vivermos mais tempo do que nossos pais e avós. Diferentes fatores contribuem para esta realidade no geral do país. Os economistas, pesquisadores estudiosos em geral, apontam fatores como melhor renda, especialmente com aposentadoria rural; redes de distribuição de medicamentos e mais acesso aos serviços de saúde como fatores determinantes. Então devemos estar preparados.

Afinal, apesar de todos os avanços da medicina e das drogas desenvolvidas pela indústria farmacêutica, que dão um bom alento às doenças, o melhor é não precisar delas.

Vamos nos cuidar enquanto há tempo.

 

Postado por flaviocure às 18:32

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O Brasil está obeso, o que fazer?

Esta sexta-feira é um dia de grande preocupação para a população brasileira, particularmente para aqueles que, como eu, travam uma verdadeira batalha pela prevenção na saúde. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) são taxativos. Os brasileiros não têm se cuidado e estão, entre outros problemas, com sobrepeso ou obesos e, com isso, aumentam seus riscos de sofrer de doenças como a hipertensão, diabetes e até câncer.

Segundo a PNS, 56,9% dos brasileiros com mais de 18 anos têm excesso de peso. Destes, 20,8% são classificados como obesos, ou seja, apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior do que 30.

A pesquisa foi feita com base nas respostas de 62.986 questionários apresentados a 81.767 residências de todos os estados do país no ano de 2013. Foram levantados fatores como circunferência da cintura, peso, altura e pressão arterial.

A cintura aumentada foi identificada, na média, em 37,7% dos pesquisados. Sendo que mais acentuadamente nas mulheres, com 52,1%, enquanto nos homens foram 21,8%. A cintura é considerada aumentada quando é maior do que 88cm nas mulheres e que 102cm nos homens. Sabemos, já falei aqui várias vezes, os riscos embutidos para doenças cardiovasculares e diabetes.

Já a pressão alta, foi aferida em 22,3% dos entrevistados. Na outra ponta, a da pressão baixa, foram constatados 5,9% das pessoas. Também revelou que 2,5% da população com idade superior aos 18 anos têm déficit de peso, ou seja, IMC menor do que 18,5.

Os resultados gerais são ruins e mostram que precisamos ser mais incisivos nos esclarecimentos à população, para que esta assimile a necessidade de adotar hábitos saudáveis na alimentação e nos cuidados com as atividades físicas.  O sedentarismo e o consumo de alimentos de baixa qualidade, como refrigerantes e industrializados em geral, têm peso decisivo nos dados apurados.

A pesquisa apresentada hoje é extensa, aborda, ainda, especificamente a saúde da mulher, do idoso e da criança. Me comprometo a, nos próximos artigos, analisar outros aspectos do trabalho.

Que nossa sociedade entenda o recado trazido pela pesquisa e desperte para a necessidade de se prevenir. Espero que os governos ajam, assim como as empresas alimentícias tenham responsabilidade com a qualidade dos produtos que oferecem. Além disso, que cada um de nós entenda que- na realidade- somos os principais responsáveis por nossos hábitos e, por isso, se queremos uma melhor qualidade de vida, devemos nos cuidar.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 19:28

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