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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

O Brasil está obeso, o que fazer?

Esta sexta-feira é um dia de grande preocupação para a população brasileira, particularmente para aqueles que, como eu, travam uma verdadeira batalha pela prevenção na saúde. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) são taxativos. Os brasileiros não têm se cuidado e estão, entre outros problemas, com sobrepeso ou obesos e, com isso, aumentam seus riscos de sofrer de doenças como a hipertensão, diabetes e até câncer.

Segundo a PNS, 56,9% dos brasileiros com mais de 18 anos têm excesso de peso. Destes, 20,8% são classificados como obesos, ou seja, apresentam um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior do que 30.

A pesquisa foi feita com base nas respostas de 62.986 questionários apresentados a 81.767 residências de todos os estados do país no ano de 2013. Foram levantados fatores como circunferência da cintura, peso, altura e pressão arterial.

A cintura aumentada foi identificada, na média, em 37,7% dos pesquisados. Sendo que mais acentuadamente nas mulheres, com 52,1%, enquanto nos homens foram 21,8%. A cintura é considerada aumentada quando é maior do que 88cm nas mulheres e que 102cm nos homens. Sabemos, já falei aqui várias vezes, os riscos embutidos para doenças cardiovasculares e diabetes.

Já a pressão alta, foi aferida em 22,3% dos entrevistados. Na outra ponta, a da pressão baixa, foram constatados 5,9% das pessoas. Também revelou que 2,5% da população com idade superior aos 18 anos têm déficit de peso, ou seja, IMC menor do que 18,5.

Os resultados gerais são ruins e mostram que precisamos ser mais incisivos nos esclarecimentos à população, para que esta assimile a necessidade de adotar hábitos saudáveis na alimentação e nos cuidados com as atividades físicas.  O sedentarismo e o consumo de alimentos de baixa qualidade, como refrigerantes e industrializados em geral, têm peso decisivo nos dados apurados.

A pesquisa apresentada hoje é extensa, aborda, ainda, especificamente a saúde da mulher, do idoso e da criança. Me comprometo a, nos próximos artigos, analisar outros aspectos do trabalho.

Que nossa sociedade entenda o recado trazido pela pesquisa e desperte para a necessidade de se prevenir. Espero que os governos ajam, assim como as empresas alimentícias tenham responsabilidade com a qualidade dos produtos que oferecem. Além disso, que cada um de nós entenda que- na realidade- somos os principais responsáveis por nossos hábitos e, por isso, se queremos uma melhor qualidade de vida, devemos nos cuidar.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 19:28

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