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Limitações para tarefas afetam idosos

Volto hoje à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada pelo IBGE na semana passada e sobre a qual abordei o grave índice de sobrepeso e obesidade no último artigo. Agora vou me deter no aspecto da saúde dos idosos, assim considerados aqueles com 60 anos de idade ou mais e que formam 13,2% da população brasileira. Entre os dados destacam-se os que indicam que 6,8% dessa parcela de pessoas têm limitações para realizar tarefas cotidianas, dos quais 84% precisam de ajudas, sejam de profissionais (17,8%) ou de familiares (78,8%).

 

E porque me fixo nessa informação? Porque embora sejam de múltipla natureza as origens das limitações para realização das tarefas, boa parte delas – com certeza- poderia ser minimizada com ações preventivas ao longo da vida.

 

Como digo permanentemente, hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos podem proporcionar uma melhor condição de vida quando se chega a idades mais avançadas. Claro que existem enfermidades que independem desses cuidados e que podem surpreender a qualquer um, mesmo os mais cuidadosos ao longo da vida. Mas, na maior parte das vezes, não é assim.

 

Mas é interessante também verificar que nesta faixa etária acima dos 60 anos, 24,4% declararam que participam de atividades sociais organizadas. O que é uma boa sinalização, uma vez que estão comprovados os benefícios da socialização, com a realização de tarefas conjuntas. Tais como a ocupação do tempo, a manutenção da atividade física e mental, a troca de experiências e outros fatores.

 

São aspectos fundamentais numa população como a brasileira que tem tido uma ampliação contínua da expectativa de vida, que em 2013 chegou aos 74,9 anos para ambos os sexos, segundo o IBGE. Vale verificar que em todas as idades, desde o nascimento até os 80 anos, foi aferida uma elevação da expectativa de vida em três meses e 25 dias, quando comparado ao ano de 2012. Lembro que no ano de 1980 a expectativa de vida do brasileiro era de 62,5anos.

Para chegar a essa elevação, o país conseguiu reduzir tanto a mortalidade infantil, quanto a dos idosos. E, como estou me detendo nesse grupo, insisto na necessidade para todos nós de fazermos nossas partes, para melhor aproveitarmos a vida até o fim.

Temos que saber que a tendência é vivermos mais tempo do que nossos pais e avós. Diferentes fatores contribuem para esta realidade no geral do país. Os economistas, pesquisadores estudiosos em geral, apontam fatores como melhor renda, especialmente com aposentadoria rural; redes de distribuição de medicamentos e mais acesso aos serviços de saúde como fatores determinantes. Então devemos estar preparados.

Afinal, apesar de todos os avanços da medicina e das drogas desenvolvidas pela indústria farmacêutica, que dão um bom alento às doenças, o melhor é não precisar delas.

Vamos nos cuidar enquanto há tempo.

 

Postado por flaviocure às 18:32

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