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Intoxicação alimentar, melhor prevenir

Escherichia coli, Staphilococcus aureus, Bacillus cereus, você pode nunca ter prestado atenção a estes nomes, mas, provavelmente, já teve contato com esses microscópicos seres capazes de fazer grandes estragos. São bactérias que provocam as intoxicações alimentares. Recentemente o tema esteve em pauta no Rio de Janeiro, motivado por blitzen feitas pela Vigilância Sanitária em lanchonetes da cidade e que constatou que mais de 50% das amostras recolhidas (103 produtos analisados) estavam contaminadas.

A Escherichia coli é um indicativo de contaminação por fezes humanas.  Alimentos contaminados por ela provocam dores abdominais, diarreias e náuseas, por exemplo. A Bacillus cereus também causa náuses e vômitos. Está presente em alimentos manipulados inadequadamente e com pouca refrigeração Já a Staphilococcus aureus é encontrada em ferimentos com secreções e pus. Como informou na época o jornal O Globo, o superintendente da Vigilância Sanitária, Luiz Carlos Coutinho, o micro organismo é transmitido aos alimentos quando cozinheiros que tenham infecções, sejam na pelo, nos olhos, no nariz ou na boca, por exemplo, manipulam os alimentos.

Em geral, a intoxicação alimentar causa desconforto, mas desaparece em alguns dias, até que o próprio corpo se livre da bactéria ou parasita presente no alimento ou bebida contaminados, mas nem sempre é assim.  Por isso, em caso de persistência do mal estar, o melhor é procurar um médico.

Vale lembrar que a situação das lanchonetes fiscalizadas no Rio eram sofríveis, incluindo cozinhas visivelmente sujas, lixo fora do lugar, presença de insetos e até animais domésticos, como gatos, circulando livremente por áreas de manipulação dos alimentos.

Alguns grupos demandam atenção especial, como os idosos, bebês e crianças, que normalmente têm o sistema imunológico mais frágil; as grávidas, que têm o metabolismo alterado e aqueles que têm doenças crônicas, como hepatite, Aids ou diabetes.

Além de prestar atenção nas condições de higiene dos locais onde compra alimentos, incluindo os profissionais que fazem o atendimento e, se possível, verificar as áreas das cozinhas e de exposição, as pessoas devem se preocupar com os próprios produtos. Evitar, por exemplo, carnes cruas ou mal cozidas, leite e produtos lácteos não pasteurizados, por exemplo.

Também saber que sua própria mão pode contaminar seus alimentos. Portanto, lave suas mãos antes de pegá-los. A situação é tão grave que a Anvisa criou um serviço chamado Disque-Intoxicação (0800-722-6001), onde é possível tirar dúvidas sobre o tema.

Obs: Nesta quinta-feira, dia 20, às 11 horas, participarei de um entrevista sobre os cuidados com o coração na Rádio MEC. Para acompanhar basta acessar o http://radios.ebc.com.br/mecamrio – Bate-Papo Ponto Com, ou sintonizar a emissora em 800Khz no AM.

 

Postado por flaviocure às 19:16

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Menos poluição, mais saúde

Hoje, 14 de agosto, é o Dia Mundial de Combate à Poluição, instituído com o objetivo de apoiar a difusão de informações que minimizem este mal da modernidade. Atualmente somos afetados por diferentes tipos de poluições, seja a sonora, a visual, a do ar, da água, do solo etc. Enfim, estamos cercados por eventos que reduzem diretamente nossa qualidade de vida e afetam nossas saúdes.  Diferentes estudos mostram os malefícios da degradação dos ecossistemas sobre plantas e animais. Nos cabe agir para impedir que a situação piore e, sempre que possível, trabalhar para que melhore.

Faz pouco tempo um estudo do Centro Médico Langone, vinculado à Universidade de Nova York, nos EUA, sugeriu uma ligação direta entre a poluição do ar e um estreitamento das artérias carótidas, as que carregam o sangue do coração ao cérebro. Com este fenômeno, aumentariam as chances de ocorrerem Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs). O trabalho analisou mais de 300 mil registros de moradores de Nova Jersey, Nova York e Connecticut no período entre 2003 e 2008.

O estudo identificou a poluição com os índices elevados de material particulado (PM2,5- na sigla em inglês), que são poluentes como poeiras, fumaças, materiais sólidos e líquidos que – em função do tamanho diminuto – ficam suspensos na atmosfera.  Um grande vilão neste quadro são os automotores. Sempre que penso neste quadro vem à cabeça as imagens dos milhões de chineses com suas máscaras no rosto para suportar a poluição de suas grandes cidades industriais.

Aqui pelo Brasil, se não chegamos ao mesmo extremo ainda, não podemos nos orgulhar do que temos.  Devemos, sim, nos prevenir.  Neste inverno, particularmente seco, os riscos crescem. A baixa umidade do ar, que em algumas cidades tem chegado a índices abaixo dos 20%, contra uma indicação da OMS de que abaixo dos 60% já é inadequado para a saúde humana, acende a luz de alerta.

A falta de chuva piora o quadro da poluição atmosférica e dificulta a dispersão dos poluentes. O número de problemas com alergias e doenças respiratórias aumenta, assim como os riscos ao coração em episódios de derrames e/ou infartos. Além disso, propicia eventos típicos das cardiopatias, como tromboses ou arritmias. Todo cuidado é pouco e uma visita preventiva ao médico é recomendada, especialmente para os hipertensos.

A população precisa tomar cuidados como manter a hidratação permanente, com o consumo de água ao longo do dia. Evitar correr, caminhar ou pedalar próximo a regiões onde há concentrações de automóveis e fugir dos engarrafamentos.

Vamos aproveitar o fim de semana ao ar livre. Deixar os carros em casa e interagir com a natureza.

 

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 20:15

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Brasil sem a pólio, hora de vacinação

Embora erradicada do Brasil desde 1994, a vacinação ainda é fundamental para assegurar que a poliomielite não volte a ocorrer no país. Por isso, é necessária a mobilização da população para as campanhas de vacinação que ocorrem anualmente. Nesta semana, a partir do dia 15, sábado, e até 31 de agosto, postos fixos e móveis cobrirão cidades de todo o país com o objetivo de vacinar quase 13 milhões de crianças com idades entre seis meses e cinco anos.

A poliomielite, conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus que atinge os nervos. Causa fraqueza muscular, deficiência motora dos membros inferiores e pode levar até à morte.

O alerta deve ser mantido, pois ainda recentemente, em 2013 e no ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) teve notificações sobre a presença do vírus em países da África e Ásia. O Brasil é considerado área livre de circulação do polivírus desde 1994, sendo que o último caso registrado no país foi em 1989. Ou seja, há 26 anos. Esta será a 36a campanha realizada no Brasil.

Além da vacinação contra a poliomielite, a crianças terão à disposição vacinas básicas, como febre amarela, hepatite B, rotavírus humano e a tríplice viral (rubéola, caxumba e sarampo). Dessa forma, pretende-se imunizá-las contras os principais riscos nesta faixa etária.

É importante destacar que não há contraindicações. Somente crianças que tenham infecções agudas, estejam com febre acima de 38o, ou sejam hipersensíveis a algum componente da vacina devem evita-la. Mas, mesmo nesses casos, o recomendável é buscar orientação dos profissionais presentes nos postos de vacinação.

Vale lembrar que a pólio pode ser transmitida por secreções expelidas pela boca de quem estiver infectado, quando este fala ou tosse. Outra forma possível é por meio do contato com as fezes. Um sistema de saneamento básico, condições de higiene e de moradia condizentes são formas de evitar os riscos de transmissão da doença.

Como digo sempre, a prevenção é o melhor caminho. Ajude a divulgação desta campanha, incentive aos pais, mães e responsáveis a levarem suas crianças aos postos de vacinação e continuemos a proteger nossa saúde.

 

Postado por flaviocure às 18:11

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