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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Adaptando o organismo ao horário de verão

Neste domingo começou o horário de verão 2015/2016, para felicidade de muitos, assim como para a tristeza de outros tantos. Anualmente a mesma questão surge. Muita gente reclama de problemas como sonolência, dores de cabeça, dificuldades de concentração, cansaço nesses primeiros dias, às vezes até semanas, do novo horário oficial implantado no sul, sudeste e centro oeste do país. O que fazer para adaptar o organismo à nova realidade?

Bom, o ideal seria conseguir logo, de imediato, dormir uma hora mais cedo, mas, com certeza essa não é uma solução de fácil aplicação. Então, aos que me perguntam, recomendo uma ação gradual, como ir pra cama 15 ou 20 minutos mais cedo. Assim que estiver acostumado, antecipar mais dez minutos e ir acrescentando até que o organismo ( seu relógio biológico) esteja adaptado.

Claro que continuará a ser difícil, principalmente para aqueles que acordam mais cedo, despertar ainda com o dia escuro. Mas a adaptação será gradual.  Afinal, o organismo, cuja produção de hormônios é regulada pelo ritmo do dia, sofre com a divergência de informações. A falta de luz na hora de acordar, leva à alteração na secreção da melatonina, um hormônio cujo atraso em sua secreção pode provocar sonolência.

Para melhor colaborar com a reprogramação do sono, alguns fatores são importantes, como preparar bem o quarto de dormir. Manter um ambiente escuro, com temperatura amena e silencioso. Além disso, evitar consumir produtos com cafeína (o cafezinho e energéticos, por exemplo), não beber bebidas alcoólicas à noite; não comer alimentos pesados e não fazer exercícios físicos três horas antes de dormir. Para ajudar a relaxar, um banho com água morna é uma boa opção.

 

 

Postado por flaviocure às 15:14

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Todos no combate à subnutrição

O meu foco central aqui neste espaço é a prevenção. Nesse sentido, um dos temas que mais abordo é a importância de uma alimentação saudável, que se reflete diretamente na qualidade de vida de cada um de nós. Hoje, Dia Mundial da Alimentação, vou dar minha contribuição à campanha contra a subnutrição infantil, lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). É uma realidade responsável pela morte de mais da metade das crianças até cinco anos de idade no mundo e que alcança oito mil mortes infantis, segundo a entidade. De acordo com a entidade, a subnutrição aguda deixa em risco mais de 17 milhões de crianças no mundo.

O Brasil, segundo o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, divulgado na semana passada pelo Unicef, Organização Mundial de Saúde (OMS), Banco Mundial e o Departamento da ONU para Questões Econômicas e Sociais (Undesa), foi um dos 62 países que alcançaram a meta de redução da mortalidade infantil, estipulada pela ONU (Organização das Nações Unidas) nos objetivos do milênio. No período entre 1990 e 2015, o país reduziu em 73% a mortalidade infantil. Atualmente são 16 mortes (a cada cem mil), quando há 25 anos eram 61 mortes para cada mil crianças menores de cinco anos. No mundo caiu de 12,7 milhões por ano em 1990 para 5,9 milhões em 2015. No período foram 236 milhões de mortes na faixa etária, mais do que toda a população brasileira.

Contribuíram para o atingimento das metas no Brasil os programas sociais e a ampliação do atendimento primário em saúde com importância para o Sisitema Único de Saúde (SUS) que permitiu a melhoria no atendimento materno e ao recém-nascidos.

No entanto, não podemos relaxar.  Nesse campo não há espaço para acreditar que estamos no melhor dos mundos. Ainda temos em todo o país bolsões de pobreza e falta de assistência médica. Ainda há muita desigualdade. Neste país gigantesco, dados gerais não podem nos deixar desconhecer que ainda há muito a fazer.

Há também fatores culturais e a falta de informação. Por exemplo, não podemos confundir a criança obesa com a criança bem nutrida. Hábitos alimentares baseados em fast food e alimentos industrializados como biscoitos, salgadinhos, guloseimas em geral, levam ao sobrepeso, mas não oferecem os nutrientes necessários ao desenvolvimento sadio. Além, é claro do aleitamento materno, fundamental na primeira infância .

Vale destacar as sutilezas dos termos e ressaltar que a subnutrição é o estágio denominado leve da desnutrição e que entre os sintomas desta estão a falta de crescimento dentro das taxa esperada para cada faixa etária; mudanças de comportamento da criança, que passa a ficar irritada, ansiosa ou com sinais de moleza; alteração no cabelo e na cor da pele, além de possíveis sequelas como o prejuízo ao desenvolvimento de conexões cerebrais em menores de seis anos de idade.

Lembro ainda que, embora esta campanha específica do Unicef tenha o foco na subnutrição infantil, o problema afeta a pessoas em todas as faixas etárias e diferentes faixas de renda. Pois, como falei, a qualidade do alimento importa diretamente nos efeitos sobre o organismo.

Portanto a alimentação balanceada é fundamental para evitar a desnutrição. Frutas, legumes, carnes, peixes etc devem estar equilibradas no cotidiano. Cada uma com seus nutrientes colabora para o melhor funcionamento do organismo.

As campanhas anteriores do Unicef permitiram diminuir a subnutrição crônica de 33% para 25%. Vamos apoiar a nova campanha e colaborar para um mundo melhor.

Bom fim de semana e participe como puder.

 

Postado por flaviocure às 18:31

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Epilepsia, você sabe como lidar?

Você com certeza já ouviu falar da epilepsia e pode ter um conjunto de informações que te dão ideia do que é, mas pergunto: você sabe mesmo? Se alguém tiver um episodio perto de você, sabe como agir? Sabe distinguir o que é verdade sobre a doença ou o que são os chamados mitos, que durante os séculos foram estabelecidos e difundidos?

Pois então, é sobre a epilepsia que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) afeta a cerca de 2% da população mundial, que falarei hoje, na esperança de contribuir para desfazer preconceitos e ajudar na prevenção.

Na realidade, a epilepsia é um conjunto de doenças neurológicas crônicas com diferentes causas. É considerada uma síndrome e ocorre quando conjuntos das células cerebrais têm comportamento atípico com um excitação além do normal. E, mais, podem passar a ocorrer em qualquer faixa etária.

As crises podem ser parciais ou totais. No primeiro caso, afetam apenas um dos hemisférios cerebrais. No outro os dois hemisférios. Em geral são crises que desaparecem espontaneamente. A duração da crise e sua frequência indicam a gravidade do caso. Se durar mais de cinco minutos ou se acontecerem com frequência, é caracterizada a emergência neurológica. Também vale lembrar que para se diagnosticar a epilepsia, o paciente deve ter tido crises em intervalos mínimos de 24 horas entre elas. Um só episódio não indica a síndrome.

Entre as causas estão derrames, sequelas de acidentes, com pancadas fortes na cabeça, infecções como a meningite, abuso de bebidas alcoólicas e drogas, neurocisticercose, tumores ou, mesmo predisposição genética. A dificuldade de definição da doença e os tabus ainda fazem com que grande parte da população afetada não tenha o tratamento adequado, inclusive por responsabilidade de profissionais da saúde que não têm os conhecimentos necessários para o melhor acompanhamento.

Entre os chamados mitos, um dos mais difundidos é o da necessidade de evitar que o doente engula a própria língua. É um erro que pode ferir gravemente quem está em crise e também quem tenta ajuda-lo. Muitas vezes as pessoas enfiam os dedos na boca do doente ou pedaços de objetos. As consequências podem ser dedos feridos, dentes quebrados, gengivas lesionadas. O correto é procurar posicionar a cabeça do doente de lado, para que a saliva ou vômito escorra e não o sufoque. Em geral o processo demora em torno de três minutos.

Esse processo é seguro, não envolve nenhum risco para quem está ajudando o doente, afinal, outra inverdade difundida é de que a saliva (baba) do doente pode transmitir a doença.  Isso não existe. A epilepsia não é contagiosa. De qualquer forma, se houver como se prevenir do contato com a saliva de desconhecidos, em função de outras contaminações, pode ser feito. Mas não em função da epilepsia.

O mais importante para o doente é manter uma frequência regular ao médico. Nunca deixar de tomar a medicação recomendada, não alterar as doses prescritas.

Para quem está frente a uma pessoa em crise, o importante é manter a calma e procurar proteger o doente  para que não se machuque ao se debater. Procure apoiar a cabeça dele e mantê-la de lado, mas não tente segurá-la para evitar que se debata; se possível tente retirar os óculos ou pulseiras com que possam se machucar e procure afrouxar as roupas, tais como gravatas e cintos.

Acompanhe e dê assistência ao doente. Seu suporte pode minimizar em muito as consequências de uma crise. Procure aprofundar as informações sobre como agir e evite o preconceito.

 

Postado por flaviocure às 20:26

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