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Microcefalia, a prevenção necessária

Aqui no Rio não tivemos ainda nenhum caso de microcefalia, que tem sido atribuído ao Zika vírus em outras regiões do país. Uma alerta em especial chamou a atenção para o tema. Foi quando o Ministério da Saúde recomendou que os casais deixem para depois do verão a decisão de engravidarem. É uma recomendação que pode parecer estranha e até folclórica, tamanha é a rejeição da população às autoridades em geral, mas que – na realidade- faz sentido. Afinal, é mais fácil esse tipo de prevenção do que os riscos embutidos na decisão de engravidar.

Vale lembrar que está chegando o verão, período de maior risco de contrair a doença suspeita de provocar a microcefalia.  A recomendação é pertinente, pois em pouco mais de três meses foram registrados 399 casos de nascidos com a má formação do cérebro em sete estados, 268 deles em Pernambuco, 44 casos em Sergipe, 39 no Rio Grande do Norte, 21 na Paraíba, 10 no Piauí, nove no Ceará e oito na Bahia.

O fato concreto é que não há ainda condições de assegurar a relação entre o zika e a microcefalia, mas, em função das evidências dos casos registrados, o melhor é a prevenção. Por isso é correta a orientação para que as mulheres que desejam engravidar esperarem um pouco. Não temos ainda um quadro que nos permita saber a real dimensão do problema, portanto, o melhor é a prevenção. Especialmente nas regiões já afetadas, como o caso do Nordeste brasileiro. É uma medida recomendada para preservar as gestantes e os seus bebês.

O que temos como informação até agora é que as amostras de líquido amniótico de duas das gestantes cujos fetos apresentaram microcefalia tiveram anteriormente infecção pelo zika vírus. Portanto, é melhor não arriscar.

Para quem crê que não há a necessidade de adiar o plano de engravidar, recomendo o máximo de cautela para não contrair a doença. Com medidas como utilização de repelentes e evitar viagens para as regiões com mais incidência da doença, como o Nordeste.

Aqui neste espaço já falei do Zika, também transmitida pelo Aedes aegypti e relacionando-o à chincungunha e dizendo que era uma versão mais branda da dengue. No entanto, se confirmada as suspeitas de relação dele com a microcefalia, torna-o uma ameaça considerável à saúde pública.

Nesse momento estamos aguardando informações mais conclusivas, por enquanto os pesquisadores analisam os exames. Por isso, a necessidade da cautela. É fundamental que as mulheres que já estão grávidas façam seus exames pré natais e sigam todas as recomendações médicas. Nada, por exemplo, de tomarem remédios sem orientações.

Enquanto não há conclusões sobre se realmente os casos de microcefalia estão relacionados ao zika vírus, não há também formas de tratamento. Contamos apenas com a prevenção esse se houver sintomas como febre baixa e manchas pelo corpo não pense duas vezes antes de procurar um médico.

A microcefalia é uma doença rara, com a qual o bebê nasce com o crânio menor do que o normal. Normalmente o perímetro da cabeça nestes casos fica com 33 cm ou menos, quando o normal é, pelo menos, 34 cm, nos casos de bebês com a gestação completa de nove meses.

Os casos de microcefalia estão geralmente associados a infecções tidas pelas mães nos primeiros três meses de gravidez, como a toxoplasmose, a rubéola e o citomegalovírus. A doença pode estar relacionada também com o uso excessivo de álcool e drogas, ou, ainda com síndromes genéticas, como o down.

As consequências para as crianças nascidas são referentes ao desenvolvimento neurológico, motor ou psíquico.  Pode haver problemas auditivos, visuais, cognitivos. Muitas vezes episódios de epilepsia. Os problemas variam de pessoa a pessoa.

Atualmente não há formas de reverter a doença, mas com acompanhamento profissional algumas das sequelas podem ser minoradas. Por isso, profissionais como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, entre outros apoiam na melhoria das condições de vida dos que sofrem com a doença.

Vamos fazer o que está ao nosso alcance para prevenção da doença. O mais imediato é evitar a proliferação do aedes aegypt. Evitar acúmulo de água e todas as demais recomendações para evitar condições propícias ao aedes é fundamental. Façamos nossa parte, afinal, mesmo que não venha a ser confirmada a relação do zika com a microcefalia, as demais doenças transmitidas pelo mosquito já são suficientemente graves. Não vamos vacilar.

 

Postado por flaviocure às 17:53

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