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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Estudo diz que é melhor ser sedentário do que obeso

Exercícios são benéficos sempre, mas para a saúde é melhor perder peso do que malhar. Essa é a conclusão de uma pesquisa de cientistas suecos da Universidade de Umeå, que acompanharam 1,3 milhão de homens jovens (em média 29 anos de idade) no país. Na análise dos dados constataram que os magros – mesmo sedentários – tinham risco de morrer (por qualquer causa) 30% menor do que os obesos. Mesmo quando estes praticavam exercícios.

O trabalho foi divulgado no “International Journal of Epidemiology” ratifica as dúvidas sobre o papel que têm os exercícios quando comparados com a obesidade.  Sabemos de muitas pessoas que são obesas, mas que mantêm uma rotina regular de exercícios. Formam uma categoria que muitos chamam dos “gordinhos em forma”. Mas o que seria melhor para eles, frente a esta pesquisa que parece indicar que os efeitos positivos dos exercícios são anulados pela obesidade?
De acordo com a pesquisa, homens com peso normal, independentemente do seu nível de condicionamento físico, apresentaram menor risco de morte em comparação com indivíduos obesos, mesmo quando estes estavam no mais alto trimestre de condicionamento aeróbico.

Portanto, previna-se. O melhor a fazer é perder peso. Não sendo possível, ainda assim, não desanime e se exercite. Afinal, se não chega a ser um passaporte para a imunidade, o exercício melhora as condições gerais do organismo, tais como a capacidade cardiorrespiratória, a força muscular ou a flexibilidade, o que é benéfico seja para o gordo ou para o magro.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 20:28

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Novo teste de sangue identifica doença cardíaca hereditária

Uma nova forma de prevenção à morte súbita em função de problemas cardíacos foi anunciada nesta semana. Os pesquisadores do Imperial College London e MRC Clinical Sciences Centre apresentaram um exame de sangue que promete ser de grande utilidade para a prevenção de problemas cardíacos hereditários.  Segundo publicaram no

O teste analisa 174 genes e permite que seja identificado qual deles tem potencial de provocar as doenças. Uma vantagem seria a de que, ao contrário do que ocorre atualmente, a família não precisar toda ficar em suspeição e alerta, às vezes, ao longo de vários anos, sem saber qual de seus membros pode vir a ser vitimado pela doença. O novo teste, ao indicar o gene potencialmente causador das doenças, permite a identificação – se houver – do membro da família que está sob risco e que deve adotar medidas preventivas.

A diferença está na quantidade de genes incluídos na investigação. O novo teste está disponível para laboratórios de todo o mundo e foi resultado de uma colaboração internacional entre pesquisadores em Singapura, Imperial College London e do Centro de Ciências Clínicas MRC, com financiamento da Fundação Britânica do Coração. O teste foi lançado no Royal Brompton & Harefield NHS Foundation Trust atendimento a 40 pessoas mensalmente.

No Reino Unido, onde a pesquisa se desenvolve, estima-se que 500mil pessoas sofram com problemas cardíacos hereditários. Esse grupo inclui pessoas de todas as idades e sexos.

Um dos desenvolvedores do novo teste, Dr James Ware, do Clinical Sciences Centre MRC do Imperial College London e consultor cardiologista no Royal Brompton Hospita ressalta o papel do teste no diagnóstico inicial e seu impacto positivo para as famílias.

 

Postado por flaviocure às 8:35

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Zika, informação contra boatos

Nesta semana a Organização Mundial da Saúde anunciou a destinação de U$56milhões, a serem investidos até o mês de junho, no combate à Zika em todo o mundo. Serão implementadas medidas que envolvem pesquisas para diagnósticos e vacinas. Um dos pontos que me chamou a atenção é o do grupo de comunicação que atuará com o objetivo de minimizar os estragos que falsas informações fazem aos esforços sérios no combate à doença.

Batizado como “Plano de Arcabouço para Reação Estratégica e Operações Conjuntas”, contará com U$$25milhões da própria OMS e da OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e outros US$ 31 milhões de parceiros. Do valor total, US$ 15,4 milhões serão destinados à ação comunitária e comunicação, com o objetivo de melhor esclarecer os riscos associados ao zika. Visará “desmentir boatos e equívocos culturais” e buscará “reduzir a ansiedade” e “lidar com o estigma” em torno da doença.

Nós aqui no Brasil estamos no centro desta mobilização mundial e não são poucos os boatos que circulam de boca em boca, na internet, em veículos de comunicação e até mesmo são corroborados por iniciativas oficiais, como foi o caso da proibição do larvicida pyriproxyfen pelo governo gaúcho na semana passada.

Na próxima terça-feira, dia 23, a diretora-geral da OMS Margaret Chan estará no Brasil, dentro de um esforço para minimizar os impactos da doença e colaborar com sua mitigação. Simbolicamente é importante, para sinalizar que desta vez o mundo não tratará com descaso uma nova epidemia, como fez recentemente com o Ebola, no oeste africano.

Na semana passada li um artigo do Richard Horton, publicado no The Lancet, no qual ele destaca aspectos positivos que podem advir da crise gerada na saúde com o risco da epidemia. Ele fala da oportunidade de mudanças que a sociedade pode encontrar para fazer com que novas políticas de saúde sejam implementadas. Neste artigo, Horton, alerta para a relação entre a estabilidade social, econômica e política e a saúde do país.

Ele crê que epidemias têm o poder de alterar a concepção pública do que são as doenças, que deixam de ser unicamente encaradas como uma patologia individual, de cada corpo e são tratadas como patologias do meio ambiente. Segundo afirma, as epidemias conseguem remodelar os conhecimentos e tornam a sociedade mais exigente. Além de demandarem maior rapidez e transparência na comunicação das novas descobertas.

Em sua fala deixa claro também os riscos que uma espécie de “obsessão pública” pode gerar. Entre eles, os de ações fortes dos governos, que se por um lado são esperadas, por outro podem ser rejeitadas. Lembra que as epidemias tanto podem acelerar, como destruir o desenvolvimento humano.  No caso da Zika, ele crê que seja um momento na luta para avançar a saúde das nações atualmente afetadas e deixa claro que é uma oportunidade que não deve ser perdida.

É em meio a este processo que devemos navegar. Tentando mostrar quais os melhores caminhos para a prevenção. Nós profissionais de saúde temos um papel de destaque, mas cada cidadão também deve se empenhar. Buscar as informações mais atualizadas e confiáveis e difundi-las.

Listo aqui alguns boatos e os fatos já relacionados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde (MS):

Crianças menores de 7 anos, idosos e vetores

MITO: Áudios circularam em grupos de Whatsapp mencionando a possibilidade e a existência de crianças menores de 7 anos e idosos com sintomas neurológicos decorrentes do vírus zika. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esclareceu, em nota oficial (8/12), que essas informações não têm fundamentação científica. Até o momento, não há qualquer registro de crianças ou idosos apresentando sintomatologias neurológicas relacionadas ao vírus zika. É importante também esclarecer que, assim como outros vírus, a exemplo de varicela, enterovírus e herpes, o zika poderia causar, em pequeno percentual, complicações clínicas e neurológicas em adultos e crianças, sem distinção de idade. Quanto ao vetor, atualmente, não existem estudos científicos que apontem para o envolvimento de outras espécies de mosquitos além do Aedes aegypti na transmissão da doença no Brasil. Confira a nota na íntegra.

Amamentação e transmissão sexual

MITO E VERDADE: Na página oficial do Facebook, frente a informações confusas que circularam nas redes sociais sobre a amamentação e o zika, a Fiocruz esclareceu (que, embora já se tenha identificado o vírus no leite materno, não houve, até o momento, nenhum relato de caso em que tenha havido a transmissão do vírus zika para o bebê pelo leite materno. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, coordenada pela Fiocruz, afirma que, por conta de todos os benefícios que o leite materno traz ao recém-nascido, incluindo o aumento da imunidade, a amamentação deve ser encorajada e incentivada mesmo em áreas endêmicas para o vírus zika. Com relação à possiblidade de transmissão pelo sêmen, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (em inglês, Centers for Disease Control and Prevention – CDC), há apenas um caso relatado na literatura científica de transmissão do vírus zika por relação sexual. O uso do preservativo é recomendado para prevenção de todas as doenças sexualmente transmissíveis.

Fiocruz Pernambuco, síndrome de Guillain-Barré e zika

MITO: O Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Fiocruz Pernambuco), unidade da Fundação no estado de Pernambuco, notificou (26/11), por meio de uma nota oficial, qual era sua real contribuição nas pesquisas que envolvem o vírus zika e sua relação com o síndrome de Guillain-Barré, devido a informações equivocadas veiculadas pela imprensa a respeito do tema. A unidade da Fundação, em 2014, não desenvolveu qualquer estudo e não realizou testes para identificação do vírus zika. No entanto, dentro de um projeto de pesquisa voltado para o estudo da dengue, os pesquisadores identificaram, por diagnóstico molecular, dez amostras positivas com material genético do vírus zika, em um universo de 224 casos suspeitos de dengue investigados laboratorialmente. A Fiocruz Pernambuco ressaltou que a identificação do tipo de comprometimento neurológico, seja Síndrome de Gulliian-Barré ou qualquer outra, não foi feita pelos pesquisadores da Fundação e sim por médicos neurologistas da rede assistencial de saúde. Leia a nota completa.

Ministério da Saúde esclarece boatos em perguntas e respostas:

Os casos de microcefalia estão relacionados ao uso de vacinas vencidas?

MITO: O aumento de casos de microcefalia no país está associado ao vírus zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Não há registro na literatura médica nacional e internacional sobre  a associação do uso de vacinas com a microcefalia. Todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imuização (PNI) são seguras. O PNI é responsável pelo repasse, aos estados, dos imunobiológicos que fazem parte dos calendários de vacinação. Uma das ferramentas essenciais para o sucesso dos programas de imunização é a avaliação da qualidade dos imunobiológicos. O controle de qualidade das vacinas é realizado pelo laboratório produtor obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) do Ministério da Saúde. Desde 1983, os lotes por amostragem de imunobiológicos adquiridos pelos programas oficiais de imunização vêm sendo analisados, garantindo sua segurança, potência e estabilidade, antes de serem utilizados na população. Leia mais aqui. Sobre o boato relacionado a vacina contra rubéola, saiba mais aqui.

Confira vídeo do diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, sobre o uso de vacinas na gestação:

O aumento do número de casos de microcefalia está relacionado ao uso de mosquitos com bactéria?

MITO: Não é verdadeira a informação de relação entre a incidência do vírus zika com os mosquitos portadores da bactéria Wolbachia. Desde 2014, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil que propõe o uso de uma bactéria naturalmente encontrada no meio ambiente, inclusive no pernilongo, chamada Wolbachia. Quando presente no Aedes Aegypti, a bactéria é capaz de impedir a transmissão da dengue pelo mosquito. A iniciativa, sem fins lucrativos, é uma abordagem inovadora para reduzir a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito de forma natural e autossustentável. A pesquisa é inédita no Brasil e na América Latina. O estudo já foi realizado, com sucesso, na Austrália, Vietnã e Indonésia – onde não existem relatos de aumento dos casos de microcefalia.

O vírus zika também pode causar Guillain-Barré?

VERDADE: A síndrome de Guillain-Barré é uma reação, muito rara, a agentes infecciosos, como vírus e bactérias, e tem como sintomas a fraqueza muscular e a paralisia dos músculos. Vários vírus, assim como o zika, podem provocar a síndrome de Guillain-barré, que é uma doença rara. Assim como todas as possíveis consequências do zika, a ocorrência da Guillain-Barré relacionada ao vírus continua sendo investigada. Os sintomas começam pelas pernas, podendo, em seguida, irradiar para o tronco, braços e face. A síndrome pode apresentar diferentes graus de agressividade, provocando  leve fraqueza muscular em alguns pacientes ou casos de paralisia dos membros. O principal risco provocado por esta síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios, devido a dificuldade para respirar. Nesse último caso, a síndrome pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas de suporte respiratório.

Confira vídeo do diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, sobre a síndrome Guillain-Barré:

O Ministério da Saúde mudou o parâmetro para identificar a microcefalia para esconder o número de casos?

MITO: Todos os casos de crianças com microcefalia relacionada ao vírus zika serão investigados. A mudança para o parâmetro do perímetro cefálico igual ou menor de 32 centímetros segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é apoiada pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e tem suporte da equipe do Sistema Nacional de Informação sobre Agentes Teratogênicos (SIAT). Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde adotou a medida de 33 cm inicialmente, que é totalmente normal para crianças que nascem após 37 semanas gestacionais, com o objetivo de compreender melhor a situação do aumento de casos de microcefalia. A partir da primeira triagem desses casos suspeitos, muitos dos diagnósticos realizados precocemente e preventivamente já foram descartados. Portanto, a nova medida visa a evitar que bebês sem a malformação sejam submetidos a uma série de exames desnecessários.

Confira vídeo do diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, sobre a mudança no perímetro cefálico.

 

Postado por flaviocure às 17:13

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