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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Novo teste na prevenção ao câncer de ovário

A prevenção é fundamental em saúde e uma nova técnica, anunciada no fim do ano passado, promete ser uma boa esperança para preservar a vida de milhares de mulheres que contraem anualmente o câncer de ovário. Aqui no Brasil representa aproximadamente 4% do total de casos de cânceres entre mulheres, o que o coloca na oitava posição entre as modalidades de tumores mais comuns para o sexo feminino.

Publicada no periódico científico “The Lancet”, a nova técnica é um teste sanguíneo periódico e para o qual foi desenvolvido um algoritmo especial que permite – associado a outros exames – diagnosticar precocemente o câncer. Este é um diferencial super importante, pois este tipo de tumor é daqueles que classificamos de silenciosos. Em geral, ele só é detectado em estágios já avançados, quando o tratamento é muito difícil. Com isso, até 60% das mulheres doentes morrem em um prazo de até cinco anos.

O método foi criado por pesquisadores do Instituto para Saúde da Mulher do University College London. Ao longo de dez anos (2001 a 2011) reuniram mais de 200 mil mulheres, divididas em três grupos de acompanhamento num projeto chamado de Ensaio Colaborativo para Rastreio do Câncer de Ovário do Reino Unido (UKCTOCS).

Um dos grupos, com 50 mil mulheres, foram submetidas a exames anuais de ultrassom, que normalemente são indicados para diagnósticos da doença. Outras 100mil não foram submetidas a nenhum exame e as 50 mil restantes fizeram testes para identificar a presença no sangue da proteína CA125. Mas com uma novidade em relação à tradicional aplicação deste teste. Eles desenvolveram o chamado Algoritmo de Risco de Câncer de Ovário, no qual as avaliações variam de acordo com cada pessoa. Dessa forma, não se levou mais em consideração níveis absolutos da proteína no sangue, mas seu percentual de acordo com cada diferente organismo.

Dessa forma, foi possível maior precisão do teste e com resultados que chegaram a uma redução de 28% na mortalidade das mulheres participantes do teste.

É uma notícia que traz esperança, afinal este é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o mais letal. Em geral atinge mulheres a partir dos 40 anos, mas pode ser registrado em todas as faixas etárias e tem associação com fatores genéticos.

Aquelas que têm parentes de primeiro grau (mãe e irmãs) que tiveram a doença têm maiores riscos. Assim como as que não tiveram filhos ou passaram pela menopausa tardiamente. Quem teve câncer de mama também está no grupo de risco mais elevado.

Apesar de não apresentar sintomas até atingir estágio avançado, fique atenta a pequenos indícios. Converse com seu médico e procure acompanhar as modificações em seu organismo. Quando já está mais adiantada a doença provoca dores abdominais,  constipação ou dificuldades na alimentação, sensação de prisão de ventre, aumento da urina, ganho ou perda de peso súbito e hemorragia vaginal anormal, por exemplo.

Fique atenta e não confunda o câncer de ovário com câncer de colo do útero. O exame de Papanicolau só detecta o segundo.

Abuse da prevenção. Evite alimentos gordurosos e a obesidade. Faça os exames clínicos, defina um calendário regular de visita ao ginecologista e cumpra.

 

Postado por flaviocure às 16:28

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Boa forma física na meia idade preserva o cérebro quando idoso

Um

O trabalho reuniu 1094 participantes do Framingham Offspring Study (FHS), um estudo que desde os anos 40 do século passado faz acompanhamentos cardíacos de moradores da cidade. Os envolvidos tinham, na primeira etapa, idade média de 40 anos e sem histórico de doenças cardiovascular, acidente vascular cerebral, ou demência no início do estudo, além de não estrem tomando beta-bloqueadores. O acompanhamento envolveu, por exemplo, testes de exercícios em esteira, medição de frequência cardíaca e pressão arterial num período entre 1979 e 1983.

Os resultados sugerem que as escolhas de saúde e estilo de vida podem ter consequências importantes. Quase duas décadas depois, ente 1998 e 2001, os participantes foram submetidos a nova bateria de testes de aptidão física, além de realizarem testes neuropsicológicos e ressonância magnética do cérebro para determinar o volume do cérebro cerebral total (TCBV).

Dessa forma foi possível associar a menor capacidade de exercício na meia-idade a um volume cerebral menor quando mais velho. Embora não sejam capazes de afirmarem com segurança que há uma relação direta entre os fatores, as evidências indicam este caminho. A relação se daria pelo fato de nas pessoas que têm maior aptidão física, o fluxo sanguíneo, com o fornecimento de oxigênio para o cérebro, ser mais eficiente ao longo da vida. Dessa forma impactando no envelhecimento do cérebro e conseguindo prevenir o seu declínio cognitivo.

Portanto, não espere. Comece logo à sua rotina de prevenção. Busque um especialista e faça uma avaliação física. Como anda a sua flexibilidade, sua força muscular, seu fôlego? Você sabe quanto pesa? Sabe se está com indícios de sobrepeso ou hipertensão? Já fez teste ergométrico?

Tudo isto feito? Quantas vezes já se prometeu ir à academia na próxima segunda-feira, ou logo depois dessa ou daquela data? Quantas vezes já se inscreveu numa academia para aproveitar a super oferta do pacote e depois nunca mais apareceu? Quantas vezes resolveu perder peso de forma drástica?

Pois bem, se está na situação de quem já fez tudo isso e nunca vai adiante, calma. Pense que essa é uma mediada de longo prazo, uma prática permanente para ocorrer ao longo de toda vida, para colher bons resultados.

Por isso se pergunte o que realmente te dá prazer. Correr, nadar, saltar, lutar, caminhar, seja o que for. Pense em algo que te estimule a ter coragem chova ou faça sol. Tenha ou não tempo “livre”.

Vá com calma e não desista. Ajude seu organismo a te ajudar.

Bom fim de semana.

 

Postado por flaviocure às 18:09

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Todos contra a Zika

O mundo declarou guerra contra um minúsculo mosquito, que mede menos de um centímetro, mas que está aterrorizando populações em todos os continentes, o Aedes aegypti. Aqui mesmo ele já foi personagem de diferentes artigos. Inicialmente apenas em função da dengue. Depois pelo chicugunha e mais recentemente pelo Zika vírus. Agora as graves consequências que, se suspeita, esta última provoca, alarmou as autoridades mundiais e a Organização Mundial da Saúde decretou uma “emergência internacional de saúde pública” em função da microcefalia a ele associado.

É uma medida extrema, porém necessária, pois permite que recursos sejam destinados à pesquisas e medidas preventivas. A situação exige. Aqui no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são cerca de 200 novos casos por semana. Já são 3.893 casos de microcefalia em investigação, seis dos quais confirmado de associação ao vírus zika e 282 descartados. Os demais 3.381 seguiam em investigação pelo Ministério da Saúde. A gravidade fica evidente quando sabemos que durante todo o ano de 2014 o país registrou 147 casos.

A microcefalia, de acordo com parâmetros da OMS, acontece quando a criança nasce com cabeça e o cérebro com perímetro igual ou menor do que 32 centímetros -, com comprometimento do seu desenvolvimento.

Embora não exista uma cura, diferentes tratamentos realizados desde cedo podem melhorar a qualidade de vida dessas crianças. A má formação pode ter origem genética ou decorrer da má formação do sistema nervoso central, da exposição da mãe/feto a álcool e drogas, rubéola, toxoplasmose ou redução do oxigênio para o feto, por exemplo. Entre as doenças genéticas até agora associadas estão as síndromes de Down, Cornelia de Lange, Cri du chat e Rubinstein –Taybi.

No mundo, os casos mais recentes registrados com o origem de transmissão foram nas Américas. No México, Guatemala, Honduras, Panamá, Haiti, Porto Rioco, Martinica, Barbados, Panamá, Venezuela, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Bolívia, Paraguai e Brasil. Na África, em Cabo Verde. Já onde houve registro de casos “importados” Estão os Estados Unidos, Portugal, Espanha, Reino Unido, Suiça, Itália e Israel.

O zika, no entanto, está entre nós há muito tempo. Sua primeira aparição foi registrada em 1947, em macacos da Floresta Zika, em Uganda. Em 1954 os primeiros humanos foram contaminados, na Nigéria. Em 2007 chegou à Oceania e na França em 2013. O Brasil só registrou os primeiros casos no ano passado, no Rio Grande do Norte e na Bahia.

Agora, frente à velocidade da sua propagação, o país tem que correr, para evitar consequências mais graves do que as já temos. O governo anuncia para depois do carnaval que as Forças Armadas mobilizarão 220 mil homens para irem de porta em porta distribuir panfletos e repelentes gratuitamente a cerca de 400 mil grávidas listadas no programa Bolsa Família. É uma boa medida, mas precisamos de mais.

Todas as instâncias têm que estar mobilizadas. Além do governo federal, os estaduais e, muito particularmente, os municipais. Afinal, as prefeituras têm os órgãos que estão mais diretamente vinculados ao cotidiano. São elas responsáveis, por exemplo, pelo recolhimento do lixo das ruas e residências.

Além dessas, é fundamental a participação de cada um de nós. Sabemos que a larvas do Aedes aegypti nascem e se criam em água limpa (mesmo que não seja potável) e parada. Portanto, temos que evitar o acúmulo do líquido. Descartar de forma correta pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo, drenar os terrenos para não permitir formação de poças, lavar a vasilha de água dos animais de estimação, manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. Cuidar das plantações para pratos dos vasos não acumulem água.

Se não for possível eliminar os pratos, lave-os regularmente ou coloque areia, que preserva a umidade sem permitir que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Evite água estagnada em ralos, se necessário, ponha telas e os higienize regularmente.  Calhas e canos também podem virar criadouros do Aedes. Cuidado também com as piscinas que devem ser limpas com frequência.

Além dessas medidas de combate ao mosquito, há as paliativas, como o uso de repelentes, aos quais devem se ficar atento às recomendações de validade, e de roupas especiais.

Muita polêmica já foi levantada em relação aos repelentes e seus efeitos, especialmente para as mulheres grávidas. Recomendo às grávidas que conversem com o seus médicos e escolha o melhor produto, mas não deixe de se prevenir. A todos que praticam sexo, usem preservativos, pois há relatos da transmissão da doença por meio do sêmen.

Quanto às roupas, por mais difícil que seja, creio que as mulheres grávidas têm que se precaver. Portanto, devem evitar aquelas que deixam áreas do corpo livres. No Rio faz um calor na casa dos 40 graus, mas não há jeito. Pernas e braços têm que ficar protegidos. A picada do mosquito é praticamente imperceptível, não dói e nem coça na hora e ocorre principalmente nos joelhos, panturrilhas e pés.

Uma vez infectado, não aguarde, procure o médico. Os sintomas de Zika Vírus começam de três a doze dias após a picada. Incluem febre entre 37,8 e 38,5 graus, dores nas articulações, na musculatura e de cabeça. Surgem ainda erupções com coceira no rosto, troncos, pés e mãos. Há casos com diarreia, conjuntivite, sensibilidade à luz, dores abdominais e úlceras na boca. Os pesquisadores indicam que 80% dos pacientes que contraem zika não apresentam sintomas.

É importante lançar mão de todos os meios no combate ao mosquito e à doença, mas evitar os boatos. Nos últimos tempos temos tido a central de boataria está aberta. Informação é o melhor antídoto. Aqui neste link, a Fundação Oswaldo Cruz apresenta um conjunto de esclarecimentos muito úteis para que o combate seja efetivo.

É necessário que fiquemos atentos, cobremos atuação dos governantes e que também façamos as nossas partes.

Bom carnaval e previna-se!

 

Esta semana entrou no ar meu novo site . Visite em http://www.cfcp.com.br/

 

Postado por flaviocure às 14:11

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