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Será que o Cigarro Eletrônico é mais Seguro que o Convencional?

Os cigarros eletrônicos causam menos danos do que os normais, e eles ajudam a largar o vício?

Estas são as principais questões que as pessoas que fumam mais querem saber.

Pesquisas apontam para um declínio no uso do cigarro convencional e um aumento do cigarro eletrônico (vaporizador).

Os cigarros eletrônicos são dispositivos operados por bateria que as pessoas usam para inalar, ou vaporizar, substâncias, uma das quais é a nicotina. Existem vários tipos, centenas de marcas e o mercado está crescendo.

Os cigarros convencionais também fornecem nicotina aos pulmões por inalação do fumo do tabaco. No entanto, eles também entregam toxinas como alcatrão e monóxido de carbono.

O vaporizador também introduz algumas das substâncias nocivas que acompanham a fumaça do cigarro no corpo, mas pesquisas sugerem que os níveis presentes nos cigarros eletrônicos são muito menores.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmam que o número de pessoas no mundo que fumam tabaco está diminuindo. No entanto, enquanto a tendência pode estar em declínio, um grande número de pessoas continua a fumar, e o impacto na saúde pública ainda é enorme.

Em 2015, mais de 1,1 bilhão de pessoas fumaram produtos de tabaco e o hábito continua sendo a principal causa evitável de doença e morte prematura.

De forma oposta, a tendência no uso de cigarros eletrônicos, está em ascensão, com milhões de pessoas usando uma gama de produtos.

Nos Estados Unidos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que 6,9 milhões de adultos, ou 2,8% de todos os adultos, usavam vaporizadores em 2017. Esse foi o mesmo ano em que o uso de cigarros convencionais caiu para nível mais baixo.

No Reino Unido, cerca de 6 por cento da população, ou 2,9 milhões de adultos, usaram e-cigarros em 2017. A grande maioria das pessoas que usam cigarros eletrônicos no Reino Unido fumam ou são ex-fumantes convencionais (o número de ex-fumantes é maior).

A taxa de uso de cigarros eletrônicos entre as pessoas que atualmente fumam no Reino Unido parou de aumentar até 2017, enquanto que entre as pessoas que costumavam fumar continuou aumentando.

Apenas 3% dos usuários de cigarros eletrônicos nunca fumaram, observam pesquisas.

As pessoas que fumam e mudam para o cigarro eletrônico podem esperar reduzir o risco de câncer porque estão reduzindo sua exposição a mais de 70 carcinogênicos conhecidos na fumaça do tabaco.

Eles também citam pesquisas que colocam a “potência do câncer” do vaporizador em menos de 0,5% comparado ao tabaco.

O tabagismo convencional também aumenta o risco de desenvolver problemas cardíacos e de morte associados a eles. De fato, mais pessoas que fumam morrem de doenças cardiovasculares do que de câncer.

O cigarro convencional e o eletrônico possuem partículas ultrafinas que podem entrar na corrente sangüínea da fumaça do cigarro inalada. Elas podem provocar inflamações que prejudicam o coração e o sistema de circulação.

Uma pesquisa recente com cerca de 70.000 pessoas nos EUA fez um link entre usuários de cigarros eletrônicos e doenças cardíacas. Esse estudo sugere que as pessoas que usam vaporizadores todos os dias tinham um risco maior de ataque cardíaco do que aqueles que usam ocasionalmente. Esse risco persistiu quando os pesquisadores descartaram os possíveis efeitos de fumar cigarros convencionais.

Outro estudo de culturas de células também revelou que o cigarro eletrônico pode tornar um tipo de célula imune no pulmão mais propensa a promover a inflamação e potencialmente bloquear a depuração de bactérias.

Estudos mostram que, embora seja altamente viciante, em doses típicas de inalação, a nicotina não causa danos clínicos.

As substâncias que acompanham a nicotina no corpo são o que torna o fumo prejudicial à saúde, dando origem ao ditado de que as pessoas “fumam pela nicotina, mas morrem pelo alcatrão”.

Estudos mostram que os fabricantes originalmente projetaram os cigarros eletrônicos como uma maneira de ajudar as pessoas a parar de fumar cigarros convencionais, e os dispositivos até formaram parte das diretrizes nacionais sobre a cessação do tabagismo.

É plausível que o uso de cigarros eletrônicos tenha contribuído para o fato de que as taxas de abandono de cigarros convencionais tenham atingido seus níveis mais altos em 2017.

Uma pesquisa constatou que o cigarro eletrônico era mais eficaz em ajudar as pessoas a ficarem sem cigarros convencionais por um ano ou mais do que outras pessoas que pararam sem ajuda.

Alguns especialistas em saúde pública acreditam que o aumento do uso de vaporizadores é uma coisa boa, desde que seja devido a pessoas que fumam trocando um hábito prejudicial por um menos nocivo.

Dada a quantidade limitada de evidências sobre os benefícios e malefícios dos cigarros eletrônicos, é muito difícil dizer quem está certo.

Um tópico de preocupação é o crescente número de jovens que nunca fumaram que estão usando vaporizadores. No Reino Unido, o uso de cigarros eletrônicos neste grupo aumentou 18% a 29% durante 2014-2016.

Há evidências crescentes, como nos EUA, de que os cigarros eletrônicos  entre pessoas com idade entre 14 e 30 anos está associado a um maior risco de tabagismo.

Parece que o principal foco de saúde pública nos cigarros eletrônicos provavelmente continuará sendo seu uso como ajuda para ajudar as pessoas a deixar de fumar tabaco.

Pode levar muitos anos até que haja evidências suficientes para fazer um julgamento absoluto sobre os benefícios e malefícios dos cigarros eletrônicos.

Para mais informações converse com o seu médico.

FONTE:MEDICALNEWSTODAY.

Postado por joaoflavio às 14:51

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