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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

12 Benefícios da Tecnologia na Área de Saúde:

Embora os serviços de telessaúde estejam disponíveis há mais de quatro décadas, nos últimos anos a explosão da tecnologia de assistência médica causou um grande aumento nas soluções de telemedicina centradas no paciente.

Conforme definido pela American Telemedicine Association (ATA), a telemedicina é “a prestação remota de serviços de saúde e informações clínicas usando tecnologia de telecomunicações. Isso inclui uma ampla gama de serviços clínicos que usam mídia da Internet, sem fio, satélite e telefone. ”

A telemedicina abrange uma ampla variedade de serviços. Os exemplos incluem uma conversa de vídeo ao vivo com um médico, envio de uma radiografia digital a um especialista para avaliação, monitoramento remoto da pressão sanguínea de um paciente com um dispositivo médico e mensagens instantâneas com uma enfermeira em um aplicativo móvel seguro.

Mesmo que ainda não seja oferecida por todos os provedores ou coberta por todas as seguradoras, a telemedicina está moldando a forma como os pacientes recebem cuidados e eventualmente transformará o cenário da assistência médica para sempre.

1. Encontre médicos para o seu seguro:

Do que adianta estar cercado de provedores de saúde e não ter o seguro certo?

Os serviços de Telessaúde permitem encontrar facilmente médicos em sua região que aceitam seu seguro, seja para uma visita em pessoa ou para um compromisso virtual.

Isso reduz seus custos de assistência médica e garante um serviço único para cada paciente.


2. Acesse mais especialistas:

Se você reside em uma pequena cidade ou área rural, talvez não viva a uma distância conveniente de todo tipo de provedor que possa precisar. Ou se você tem uma condição rara, pode haver apenas alguns especialistas que estão bem informados sobre isso em todo o país.

A telemedicina pode expandir o número de especialistas disponíveis para você, já que chamadas telefônicas seguras, chats por vídeo e outros métodos de visita virtual permitem que você consulte médicos que aceitam seu seguro, mas que estão localizados muito longe para visitas pessoais.

3. Procure classificações dos médicos:

A maioria das pessoas pesquisa um restaurante no Yelp ou no TripAdvisor antes de fazer uma reserva. Então por que você não faria o mesmo para um médico que cuidará da sua saúde?

As plataformas de telemedicina coletam opiniões honestas de pacientes verificados e compilam todas em um local conveniente, permitindo que você pesquise médicos antecipadamente e escolha um com ótimas classificações de satisfação do paciente.

4. Marque uma consulta rapidamente:

Agendar uma consulta médica à moda antiga, especialmente se você for um novo paciente, pode ser frustrante e demorado. É preciso localizar um provedor, ligar, esperar na linha, verificar se o seu seguro é aceito e agendar a consulta. Mesmo assim, pode não haver um espaço disponível por semanas ou até mesmo meses.

No entanto, os serviços de telemedicina facilitam a consulta da programação dos seus fornecedores e a escolha de um horário conveniente para você.

Em vez de perder tempo em espera, você pode marcar uma consulta em apenas alguns toques na tela do celular e depois continuar com sua vida.

5. Se consulte de casa:

Muitas vezes a consulta com o médico precisa ser remota devido a condições de saúde ou distancia geográfica.

Felizmente, novos aplicativos permitem que você consulte seu médico em casa, no trabalho ou em um quarto de hotel, com conexão à Internet.

6. Reduza o tempo perdido e outros custos:

A consulta virtual excluí os custos alternativos necessários para o tratamento de idosos e crianças, além de custos de transporte.

7. Converse diretamente com seu médico:

Talvez você não precise de uma consulta completa com seu médico, mas deseja entrar em contato com ele rapidamente. Por exemplo, faça uma pergunta sobre uma nova receita que você começou a tomar recentemente.

O contato direto com o médico via chat, economiza tempo tanto para o paciente, o qual não irá ficar aguardando na linha, como para o provedor de saúde, que poderá responder na hora que lhe for conveniente.

8. Compare preços:

Às vezes, não é possível marcar uma consulta com seu médico pessoal, devido à urgência ou distância geográfica.  Os valores de cada provedor podem variar muito na mesma cidade.

Os aplicativos de telemedicina estão promovendo a transparência de preços e facilitando a comparação dos custos diretos de médicos e clínicas próximas ao usuário.
9. Veja os tempos de espera na sala de emergência:

É normal ter que esperar pelo menos 15 minutos (provavelmente mais) para consultar um médico em uma emergência. Alguns aplicativos e serviços permitem que você monitore os tempos de espera no pronto-socorro no conforto de sua casa, para que você possa ir quando a fila é mais curta e ver um médico rapidamente, em vez de ficar desconfortável em uma sala de espera.

10. Visualize e envie seus registros médicos para qualquer pessoa, em qualquer lugar:

Enquanto a maioria dos hospitais e instalações finalmente fez a transição para softwares de assistência médica digital, os serviços de telemedicina estão levando as coisas um passo adiante ao melhorar o acesso dos pacientes a seus próprios registros eletrônicos de saúde.

Além de visualizar seus próprios formulários médicos, você também pode enviá-los para outras pessoas a quem gostaria de ter acesso a seus registros, seja um membro da família, cônjuge ou parceiro.

11. Experimente melhores resultados:

A telemedicina pode ajudar a melhorar a saúde dos pacientes de várias maneiras.

Certas formas de tratamento, particularmente a telemedicina para doenças mentais, demonstraram ser comparáveis ​​aos cuidados em pessoa.

12. Torne-se mais envolvido em sua própria saúde:

A telemedicina permite um envolvimento ao cuidar de sua saúde, aumentando o seu acesso a médicos e especialistas, criando métodos digitais para comunicação em tempo real, possibilitando um acesso à dados pessoaias rápido e seguro e facilitando a navegação pelos seguros e custos.

Conclusão:

Avanços tecnológicos recentes aumentaram a transparência dos preços e o acesso aos prontuários, melhorando o acesso à saúde.

À medida que o mundo muda lentamente para os serviços de saúde centrados no paciente, a telessaúde está liderando o caminho e não há dúvidas de que veio para ficar.

O avanço da tecnologia na medicina pode mudar a maneira como os pacientes e os médicos abordam a saúde.

Para mais informações fale com o seu médico.

 

 

 

FONTE: HEALTHSPLASH.

Postado por joaoflavio às 16:47

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Vale a pena Tomar Aspirina Diariamente?

A terapia diária com aspirina pode reduzir o risco de ataque cardíaco somente em casos específicos.

Se você teve um ataque cardíaco (ou alto risco) ou derrame, seu médico provavelmente recomendará que você tome uma aspirina todos os dias, a menos que tenha uma alergia grave ou um histórico de sangramento.

Não se deve começar a terapia de aspirina por conta própria, no entanto, tomar uma ou duas aspirinas ocasionais seja seguro para a maioria dos adultos para dores de cabeça, dores no corpo ou febre.

O uso diário de aspirina pode ter sérios efeitos colaterais, incluindo hemorragia interna.

Aspirina e infarto:

A aspirina interfere na ação de coagulação do seu sangue. Quando você sangra, as células de coagulação do sangue, chamadas plaquetas, se acumulam no local da ferida. As plaquetas ajudam a formar um tampão que fecha a abertura do vaso sanguíneo para interromper o sangramento.

Mas essa coagulação também pode acontecer dentro dos vasos que suprem seu coração com sangue. Se os vasos sanguíneos já estão estreitados de aterosclerose (acúmulo de depósitos de gordura nas artérias) um depósito de gordura no revestimento do vaso pode estourar.

Então, um coágulo de sangue pode rapidamente formar e bloquear a artéria. Isso impede o fluxo sanguíneo para o coração e causa um ataque cardíaco. A terapia com aspirina reduz a ação de aglutinação das plaquetas, possivelmente prevenindo um ataque cardíaco.

Terapia de aspirina diária:

Converse com seu médico sobre se a terapia diária com aspirina pode ajudar a evitar um ataque cardíaco. Ele pode sugerir a terapia se:

– O paciente já tiver sofrido infarto ou derrame.

– O paciente possuir stent em uma artéria coronária, passou por cirurgia de revascularização do miocárdio ou tem dor no peito devido a doença arterial coronariana (angina).

– O paciente possui risco alto de infarto.

– O paciente possui diabetes somada a outros fatores de risco com fumar e pressão alta.

A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA recomenda a terapia diária com aspirina se você tiver de 50 a 59 anos, não estiver com risco aumentado de sangramento e tiver um risco aumentado de ataque cardíaco ou AVC de 10% ou mais nos próximos 10 anos.

Se você tem idade entre 60 e 69 anos, não apresenta risco aumentado de sangramento e tem um alto risco de ataque cardíaco ou derrame de 10% ou mais nos próximos 10 anos, converse com seu médico sobre a terapia diária com aspirina.

Mais pesquisas são necessárias para determinar os benefícios e riscos do uso diário de aspirina em adultos com menos de 50 anos e acima de 70 anos antes que uma recomendação possa ser feita a favor ou contra o uso de aspirina para prevenir doenças cardiovasculares e câncer colorretal nesses grupos etários.

Embora a aspirina tenha sido recomendada no passado para certos grupos de pessoas sem histórico de ataque cardíaco, há algum desacordo entre os especialistas sobre se os benefícios da aspirina superam seus riscos potenciais.

O órgão fiscalizador de alimentos e remédios americano (The Food and Drug Administration) não recomenda a terapia com aspirina para a prevenção de ataques cardíacos em pessoas que ainda não tiveram um ataque cardíaco, derrame ou outra doença cardiovascular.

As diretrizes são variadas entre as organizações, mas estão evoluindo à medida que mais pesquisas são feitas.

Os benefícios da terapia diária com aspirina não superam o risco de sangramento em pessoas com poucas chances de ataques cardíacos. Quanto maior o risco de ataque cardíaco, maior a probabilidade de os benefícios da aspirina excederem o risco de sangramento.

O tratamento diário também deve ser evitado se o paciente apresentar:

– Transtorno de sangramento ou coagulação.

– Alergia à aspirina.

– Úlceras estomacais.

Qual é a melhor dosagem?

A aspirina em doses baixas (75-100 mg por dia) reduziu significativamente os eventos cardiovasculares adversos iniciais em pacientes que pesavam <70 kg , mas não naqueles que pesavam ≥70 kg.

A eficácia diferiu pelo peso de forma semelhante, independentemente da idade, sexo ou status de diabetes.

A dose mais elevada de aspirina foi eficaz em pacientes mais pesados. 325 mg reduziram significativamente os eventos cardiovasculares iniciais adversos em pacientes com peso ≥ 70 kg, e 500 mg foi eficaz em pacientes com peso ≥ 90 kg.

A dose baixa de aspirina reduziu significativamente o risco de câncer colorretal aos 20 anos em pacientes com peso <70 kg, mas não naqueles com peso ≥70 kg, enquanto doses ≥325 mg foram efetivas em pacientes com peso de até 80 kg.

O que acontece se o tratamento é interrompido?

Você pode se surpreender ao saber que parar a terapia com aspirina diariamente pode ter um efeito rebote que pode aumentar o risco de ataque cardíaco.

Se você teve um ataque cardíaco ou um stent colocado em uma ou mais artérias do coração, interromper a terapia diária com aspirina pode levar a um ataque cardíaco com risco de vida.

É importante conversar com seu médico antes de fazer qualquer alteração, o efeito rebote que pode desencadear um coágulo sanguíneo.

Aspirina e outros medicamentos:

Tanto a aspirina como os medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o naproxeno sódico, reduzem a ação de coagulação das plaquetas sanguíneas. O uso regular de medicamentos anti-inflamatórios não esteroides pode aumentar o risco de sangramento.

Alguns desses medicamentos podem aumentar o risco de ataques cardíacos por conta própria. Além disso, podem interagir negativamente com a aspirina, aumentando ainda mais o risco de sangramento.

A dose única de ibuprofeno deve ser tomada duas horas após a aspirina. Se você precisar tomar ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides com mais frequência, converse com seu médico sobre alternativas de medicação que não interfiram na terapia diária com aspirina.

Pessoas que tomam aspirina regularmente e bebem álcool podem ter um risco aumentado de sangramento no estômago. Se você escolher beber álcool, faça isso com moderação. Para adultos saudáveis, isso significa até um drinque por dia para mulheres de todas as idades e homens com mais de 65 anos; e até dois drinques por dia para homens de 65 anos ou menos.

Se você já estiver tomando um anticoagulante, como varfarina sódica, apixabana, dabigatrana ou rivaroxabana para outra condição, combiná-la com aspirina pode aumentar muito o risco de complicações hemorrágicas maiores. No entanto, pode haver algumas condições para as quais a combinação de uma dose baixa de aspirina com varfarina ou outro anticoagulante é apropriada. Porém essa terapia sempre precisa ser cuidadosamente discutida com seu médico.

Outros medicamentos e suplementos de ervas também podem aumentar o risco de sangramento. Medicamentos que podem interagir com a aspirina incluem:

– Heparina.

– Ibuprofeno (regularmente).

– Corticosteróides.

– Clopidogrel (Plavix).

– Alguns antidepressivos.

Tomar alguns suplementos dietéticos também pode aumentar o risco de sangramento. Esses incluem:

– Boldo.

– Capsaicina.

– Garra de gato.

– Danshen.

– Óleo de prímula.

– Ginkgo.

– Ácidos graxos ômega-3 (óleo de peixe).

Efeitos colaterais:

Os efeitos colaterais da terapia diária com aspirina incluem:

– Derrame causado por um vaso sanguíneo rompido. Embora a aspirina diária possa ajudar a prevenir um derrame relacionado ao coágulo, ela pode aumentar o risco de um derrame hemorrágico (derrame hemorrágico).

– Sangramento gastrointestinal. O uso diário de aspirina aumenta o risco de se desenvolver ou agravar uma úlcera estomacal.

– Reação alérgica. Se você é alérgico à aspirina, tomar qualquer quantidade da mesma pode desencadear uma reação alérgica grave.

Antes de qualquer procedimento cirúrgico ou dentário, certifique-se de dizer ao cirurgião ou ao dentista que você toma aspirina diariamente. Caso contrário, você corre o risco de sangramento excessivo durante a cirurgia. Não pare de tomar aspirina sem falar com seu médico, no entanto.

Aspirina com revestimento:

A aspirina com revestimento entérico é projetada para passar pelo estômago e não se desintegrar até atingir o intestino delgado. Pode ser mais suave no estômago e pode ser apropriado para algumas pessoas que tomam aspirina diariamente, especialmente naquelas com história de gastrite ou úlcera.

No entanto, alguns pesquisadores acham que não há evidências de que tomar uma aspirina com revestimento entérico diminua sua chance de desenvolver hemorragia gastrointestinal. Além disso, algumas pesquisas descobriram que a aspirina revestida pode não ser tão eficaz quanto a aspirina pura quando tomada no momento de um possível ataque cardíaco. Converse com seu médico se estiver preocupado com maneiras de diminuir seu risco de sangramento.

Não há problema em mastigar uma aspirina se seu médico lhe disse anteriormente para fazê-lo no caso de um ataque cardíaco, mas ligue para a emergência antes de qualquer coisa.

O tratamento diário com aspirina não é para qualquer um e varia de acordo com cada paciente.

Para mais informações fale com o seu médico.

Um bom final de semana para todos!

FONTE:MAYOCLINIC/JWATCH.ORG.

Postado por joaoflavio às 16:46

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Vale a pena Repor Cálcio e Vitamina D?

Vivemos na era da medicina baseada em evidências, portanto, novas intervenções devem atender aos critérios de segurança e eficácia antes de serem adotadas.

No entanto, herdamos muitas práticas adotadas antes da implementação dos padrões atuais e nem sempre fomos rigorosos ao reavaliar os remédios tradicionais.

Suplementos de cálcio e vitamina D são exemplos possíveis desse fenômeno.
O osso é um tecido conjuntivo, sua matriz composta principalmente de colágeno tipo 1, que fornece resistência à tração. Os cristais de hidroxiapatita, compostos predominantemente de cálcio e fosfato, ficam entre as fibras de colágeno e fornecem resistência à compressão. Em um processo rigidamente regulado, os osteoblastos depositam a matriz colagenosa e os osteoclastos a removem.

A mineralização do osso recém formado prossegue se os níveis normais de cálcio e fosfato extracelular estiverem presentes, na ausência de inibidores da mineralização.

Alta ingestão de cálcio não impulsiona a formação óssea:

O sistema endócrino é fundamental na manutenção da normocalcemia. Uma diminuição na ingestão de cálcio resulta no aumento da secreção do hormônio da paratireoide, resultando em aumento da reabsorção de cálcio tubular renal, aumento da renovação óssea (formação e reabsorção) e aumento da ativação da vitamina D levando ao aumento da absorção intestinal de cálcio.

A alta ingestão de cálcio reverte essas mudanças.

Assim, uma concentração sérica normal de cálcio pode ser mantida com ingestão de cálcio variando de 200 a mais de 2.000 mg / dia, e as taxas de perda óssea em mulheres na pós-menopausa não são afetadas pela ingestão de cálcio.

Se a ingestão de cálcio é muito baixa, hipocalcemia e hiperparatireoidismo secundário se desenvolvem, e a mineralização óssea pode estar comprometida.

No entanto, os níveis de ingestão de cálcio na África e no leste e sudeste da Ásia são tipicamente inferiores a 400 mg / dia, mas não há evidências de que esses níveis afetem negativamente a saúde do esqueleto dos africanos.

De fato, o risco de fratura é menor nessas regiões do que na América do Norte, onde a ingestão de cálcio é muitas vezes maior.
Assim, alguma ingestão de cálcio é necessária para manter as concentrações circulantes, mas não há mecanismo pelo qual a alta ingestão de cálcio possa impulsionar a formação óssea. Muito pelo contrário, na verdade.

A deficiência de vitamina D tem pouca relação com a dieta:

A vitamina D é um secosteróide biologicamente inativo ativado por hidroxilação no fígado e rim para funcionar como o principal regulador da absorção intestinal de cálcio. Assim como o cálcio, sua deficiência resulta em hipocalcemia e prejudica a mineralização óssea.

Paradoxalmente, altos níveis de vitamina D estimulam a reabsorção óssea e inibem a mineralização óssea em camundongos, e grandes doses aumentam agudamente os marcadores de reabsorção óssea em estudos clínicos. Portanto, é importante assegurar um fornecimento adequado de vitamina D, mas não em excesso.

Na ausência de suplementos, a maioria da vitamina D é produzida na pele como resultado da ação da luz ultravioleta (da luz solar). Assim, a deficiência de vitamina D ocorre em pessoas privadas de exposição à luz solar (por exemplo, devido ao véu, vivendo em alta latitude, permanecendo em ambientes fechados), mas tem pouca relação com a dieta.

Os suplementos de cálcio são eficazes?

Suplementos de cálcio são certamente biologicamente ativos. Eles aumentam transitoriamente as concentrações séricas de cálcio, suprimem o hormônio da paratireoide e reduzem a reabsorção óssea.

No primeiro ano de uso, aumentam a densidade óssea em cerca de 1% em comparação com placebo.

No entanto, o uso prolongado não resulta em maior vantagem na densidade óssea placebo,  sugerindo que a resposta simplesmente reflete um número reduzido de locais de reabsorção osteoclástica e não indica uma mudança sustentada no balanço ósseo.

Uma diferença de 1% na densidade óssea não seria esperada para reduzir o risco de fratura, e uma série de grandes ensaios clínicos randomizados e cuidadosamente controlados publicados nos últimos 15 anos falharam em demonstrar a eficácia contra fraturas do cálcio. Como resultado, A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA recomenda contra o uso rotineiro de suplementos de cálcio em adultos.

Em contraste, em um estudo controlado por placebo publicado em 1992, descobriu que mulheres idosas que residem em casas de repouso que receberam suplementos de cálcio e vitamina D tiveram menos fraturas. No entanto, essas mulheres apresentavam deficiência grave de vitamina D e apresentavam osteomalácia.

Assim, este estudo mostra que o cálcio e a vitamina D são eficazes no controle da osteomalácia, mas os ensaios subsequentes não observaram nenhum benefício no uso rotineiro desses suplementos.

Por vezes, afirma-se que o cálcio e a vitamina D devem ser sempre administrados com medicamentos para a osteoporose, porque a eficácia destes medicamentos só foi demonstrada quando co-administrada com estes suplementos.

Isso está incorreto. A adição de cálcio ao alendronato não altera seus efeitos na densidade óssea e a eficácia anti fratura de ambos os bifosfonatos e estrogênio foi demonstrada na ausência de suplementação com cálcio ou vitamina D.

A evidência de que os bifosfonatos previnem fraturas na ausência de suplementos de cálcio foi recentemente reforçada pelos resultados de um estudo controlado randomizado comparando zoledronato com placebo em mulheres com mais de 65 anos com osteopenia.

Os suplementos de cálcio são seguros?

Suplementos de cálcio geralmente causam sintomas gastrointestinais, principalmente constipação. Eles demonstraram duplicar o risco de internação hospitalar devido a sintomas abdominais.

Na ausência de evidências claras de benefício, esses fatos, por si só, deveriam ser motivo contra seu uso rotineiro.

Os suplementos de cálcio também causam hipercalcemia e hipercalciúria e aumentam o risco de cálculos renais em 17%.

Na última década, surgiram evidências de que suplementos de cálcio também podem aumentar o risco de infarto do miocárdio e, possivelmente, derrame cerebral. Este achado não foi estatisticamente significativo em nenhum estudo, mas está consistentemente presente em metanálises.

Os suplementos de vitamina D são eficazes?

A vitamina D é altamente eficaz no tratamento de osteomalácia, melhorando os sintomas em poucos dias e aumentando a densidade óssea em até 50% em um ano. Em contraste, ensaios controlados randomizados de suplementos de vitamina D isolados em pessoas sem osteomalácia não mostraram aumento de densidade óssea ou alterações no risco de fratura.

Suplementos de vitamina D também têm sido sugeridos para beneficiar a saúde cardiovascular e reduzir o risco de câncer, embora os dados atuais de ensaios clínicos não forneçam suporte para essas hipóteses.

Os suplementos de vitamina D são seguros?

A segurança dos suplementos de vitamina D tem sido geralmente avaliada com relação à incidência de hipercalcemia. Nesta base, doses muito altas foram promovidas. No entanto, há agora evidências de que doses de 4.000 UI / dia, 60.000 UI / mês e 500.000 UI / ano aumentam o risco de quedas e fraturas.

O limite para benefícios ósseos discutido acima (12 ng / mL) é facilmente excedido com doses de vitamina D de 400 a 1.000 UI / dia. Nesses níveis, os suplementos de vitamina D não têm efeitos adversos conhecidos e podem ser amplamente endossados ​​para indivíduos em risco de deficiência. Doses suplementares maiores que 2.000 UI / dia devem ser usadas somente em circunstâncias excepcionais e com monitoramento adequado.

Conclusão:

Ensaios clínicos extensivos não conseguiram demonstrar benefícios significativos dos suplementos de cálcio no tratamento da osteoporose. Suplementos de cálcio são frequentemente prescritos em pacientes que estão recebendo outros tratamentos para osteoporose, o que pode ser justificado com intervenções que têm o potencial de causar hipocalcemia. Porém sua co-administração com bifosfonatos tem se mostrado desnecessária.

Suplementos de cálcio comumente causam sintomas gastrointestinais que às vezes são graves e provavelmente contribuem para altos níveis de descumprimento de medicamentos para osteoporose. Eles aumentam o risco de pedras nos rins e há evidências razoáveis ​​que sugerem um efeito adverso no risco vascular também.

A deficiência de vitamina D é comum em idosos frágeis, particularmente aqueles com pele escura ou vivendo em altas latitudes. Baixas doses de vitamina D são seguras e altamente eficazes na prevenção da osteomalácia. Mas suplementos de vitamina D são desnecessários naqueles que regularmente têm exposição ao sol. E altas doses de vitamina D além de não trazerem vantagem, demonstraram aumentar o risco de quedas e fraturas.

Evidências atuais sugerem que há poucas razões para prescrever o cálcio, e que a vitamina D deve ser direcionada para casos específicos.

Para mais informações fale com o seu médico.

FONTE:CLEVELANDCLINIC.

Postado por joaoflavio às 15:40

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