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À Sua Saúde – JBlog – Jornal do Brasil

Você já ouviu falar de alguém que tenha morrido por causa de um “coração partido”?

Muitas pessoas acham que se trata de um mito. Mas na verdade existe uma condição médica chamada cardiomiopatia takotsubo, uma doença no músculo cardíaco causada por estresse extremo. Takotsubo geralmente atende pelo nome de “síndrome do coração partido”.

Cardiomiopatias (grego para “aflição do coração”) são um grupo de doenças causadas devido à músculos cardíacos fracos. Eles são uma das principais causas de insuficiência cardíaca e transplantes de coração nos Estados Unidos, também podendo levar à ritmos cardíacos perigosos e morte súbita (especialmente preocupantes em jovens atletas competitivos que podem não saber que têm problemas cardíacos até que seja tarde demais).

Com a cardiomiopatia takotsubo, o estresse é a causa. Mas outras cardiomiopatias vêm com causas variadas: genética, doença arterial coronariana, infecções virais, toxinas como álcool e drogas quimioterápicas e até gravidez. Os sintomas tendem a ser sutis e por esse motivo muitas vezes a cardiomiopatia não é detectada.

Pesquisadores acreditam que os avanços atuais na pesquisa genética e tecnologia de imagem são bons indicadores para melhores tratamentos.

Se a cardiomiopatia for detectada precocemente, o tratamento pode ser melhor administrado.

Tome a cardiomiopatia dilatada, por exemplo. É a forma mais comum de cardiomiopatia e novas técnicas permitiram que os pesquisadores encontrassem mais de 30 genes que a afetam. Em um estudo de referência de 2012, pesquisadores de Harvard descobriram que mutações no gene que produzem a proteína titina são responsáveis ​​por um quarto dos casos. Seu estudo de acompanhamento de 2015 confirmou seus resultados em mais de 5.000 pacientes, esclarecendo como as mutações levam à doença.

Melhorias na ressonância magnética cardíaca e outras técnicas de imagem especializadas levaram ao aumento dos diagnósticos. Os pesquisadores também estão desenvolvendo ativamente novas formas de detectar anormalidades cardíacas subjacentes, incluindo testes respiratórios e exames de sangue exclusivos.

Obter um diagnóstico precoce é importante apenas se os médicos e pacientes puderem começar tratamento, que consiste em reduzir a carga sobre o coração através de medicação, mudanças na dieta e alívio do estresse.

Os pesquisadores estão estudando também como os médicos administram a doença. Por exemplo, Christine Moravec, PhD, da Cleveland Clinic, e Michael G. McKee, PhD, desenvolveram ferramentas para ajudar os pacientes a monitorar e ganhar controle de seus próprios processos corporais, como temperatura, batimentos cardíacos, sudorese e pressão sanguínea. Em um pequeno estudo piloto dessas técnicas de biofeedback, 8 de 10 pacientes com insuficiência cardíaca avançada apresentaram algum grau de recuperação (não apenas no alívio dos sintomas, mas também no nível celular e molecular, o núcleo da doença).

Novos remédios também estão surgindo para cardiomiopatias específicas.Uma equipe liderada por Mazen Hanna, MD, está participando de ensaios clínicos em estágio final de dois novos medicamentos para tratar uma forma rara de cardiomiopatia chamada amiloidose transtirretina.

Pacientes com doença mais avançada requerem terapias mais intensivas. Durante muito tempo, o transplante cardíaco foi considerado a melhor opção do paciente. Até hoje, cerca de metade dos transplantes de coração nos Estados Unidos são realizados em indivíduos com cardiomiopatia. No entanto, dispositivos como os de assistência ventricular esquerda (LVADs) (que ajudam o coração a bombear sangue por todo o corpo) e os corações artificiais oferecem alternativas viáveis ​​ao transplante cardíaco.

Para superar as limitações dos corações artificiais mais antigos, uma equipe de engenheiros biomédicos do Instituto de Pesquisa Lerner, liderada por Kiyo Fukamachi, MD, PhD, desenvolveu um coração artificial total único. Seu coração artificial total opera silenciosamente, é pequeno o suficiente para caber em mulheres e adolescentes e contém apenas uma parte móvel. Tem sido bem sucedido em estudos pré-clínicos e está progredindo para futuros testes em humanos.

Os pesquisadores continuam empurrando os limites da tecnologia, tanto para testes como para tratamento. Uma visão mais clara dos processos que impulsionam a miocardiopatia, leva a um melhor tratamento. 

Para mais informações procure o seu médico.

 

FONTE:CLEVELANDCLINIC.

Postado por joaoflavio às 17:27

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Você sabia que o Jejum antes do Teste de Lipídios pode ser Irrelevante?

Chegou a hora de mudar a maneira como pensamos em jejuar antes do teste lipídico de rotina. Fortes evidências mostram que não há necessidade do jejum antes desse exame.

O teste de lipídios em jejum é raramente necessário, mas pode ser considerado para pacientes com triglicerídeos muito altos ou antes de começar tratamento em pacientes com desordem genética de lipídios.

Para a maioria dos pacientes, o jejum não se faz necessário antes do teste de lipídios. Além de ser baseado em evidências, é seguro, válido e conveniente.

Essa estratégia foi adotada pelo Instituto de Provedores de Saúde Americano e melhora a qualidade do atendimento e a satisfação do paciente e do clínico.

Mudança nas Diretrizes:

Em 2014, as diretrizes do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA recomendaram que não se jejuasse antes de testes lipídicos para riscos cardiovasculares.

Outras diretrizes recentes de clínicas e consensos de especialistas da Europa e Canadá também recomendam que não se faça jejum antes do teste lipídico para a maioria das avaliações de rotina.

Fisiologicamente, passamos a maior parte de nossas vidas no estado de não jejum, mesmo assim o teste de lipídios em jejum era uma prática padrão defendida por diretrizes clínicas.

A justificativa para o jejum antes de medir os lipídios era reduzir a variabilidade e permitir uma derivação mais precisa do colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-C).  Havia também a preocupação de que um aumento nas concentrações de triglicérides, após consumir uma refeição gordurosa, reduziria a validade dos resultados.

No entanto, diversos estudos descobriram que o aumento do triglicérides após a ingestão normal de alimentos é muito menor do que antes pensado, resultando em uma preocupação a menos para os pacientes. 

Além disso, estudos recentes sugerem que os efeitos pós-prandiais não diminuem e podem até fortalecer as associações de risco de lipídios com doença cardiovascular, em particular para triglicerídeos.

Foi também descoberto que em certos pacientes, como aqueles com síndrome metabólica, diabetes mellitus, ou certas anormalidades genéticas, o jejum pode mascarar desordens em metabolismos lipídicos ricos em triglicerídeos, que só poderiam ser detectados em um estado de não jejum.

Em 2016, uma declaração consensual conjunta da Sociedade Europeia da Aterosclerose e da União Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial passou a recomendar que não se fizesse jejum para testes de lipídios (com teste lipídico em jejum considerado para pacientes com níveis de triglicérides acima de 400 mg / dL (5 mmol / L).

Efeitos do estado Pós-prandial sobre níveis de lipídios e avaliação de riscos: 

Uma preocupação comum entre os médicos que não pedem rotineiramente o teste lipídico sem jejum é a variabilidade potencial nos níveis lipídicos e a interpretação desses valores para decisões de tratamento.  Mas na maioria das circunstâncias, as diferenças nos resultados dos exames em estado de jejum e não jejum são pequenos e clinicamente irrelevantes. Diferenças no colesterol de lipoproteína de alta densidade são insignificantes. Níveis levemente mais baixos são vistos (até -8 mg / dL) para colesterol total sem jejum e as diferenças são modestas (até 25 mg / dL mais altas) para triglicérides.

Esses dados devem tranquilizar clínicos que dependem dos níveis lipídicos para orientar decisões de gestão.

Avaliação de risco cardiovascular:

Exames atuais para avaliar o risco de doença cardiovascular do paciente usam dados de colesterol total e colesterol de alta densidade lipídica, porém ignoram os dados dos triglicerídeos e colesterol de de baixa densidade lipídica; consequentemente, comer não afeta as estimativas de risco.

Evidências que suportam o não jejum para testes de lipídios: 

A adequação do teste lipídico sem jejum para triagem geral para doença cardiovascular foi verificada em grandes estudos prospectivos nas últimas décadas.

Estudos concluíram que pacientes que se alimentaram normalmente antes dos exames lipídicos tiveram em seus exames dados mais claros sobre associações de risco cardiovascular.

A entidade Colaboração dos Fatores Emergentes de Risco revisou os dados de 68 estudos em mais de 300.000 pessoas e descobriu que a relação entre níveis lipídicos e incidentes cardiovasculares foi muito forte quando os valores lipídicos de um estado de não jejum foram usados.

Portanto, a evidência geral sugere que as medições lipídicas sem jejum são aceitáveis em relação à avaliação de risco, e na verdade podem ser preferidas na maioria dos casos, especialmente em pacientes com doença metabólica aterogênica ambiente que de outra forma poderia ser mascarado pelo estado de jejum. 

O não jejum também se mostrou mais seguro para pacientes idosos ou diabéticos.

Limitações de evidências:

Até o momento, nenhum estudo avaliou o valor das medidas lipídicas em estado de jejum versus não-jejum nos mesmos indivíduos, e não houveram ensaios clínicos randomizados.

Para mais informações procure o seu médico.

 

FONTE:ClevelandClinicJournal.

 

 

Postado por joaoflavio às 14:05

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Você sabia dos Perigos ao Tratar da Osteoporose?

Os bifosfonatos (BF) são remédios amplamente utilizadas no tratamento de doenças relacionadas à perda óssea devido ao aumento da reabsorção óssea, que é característico de algumas condições como osteoporose, doença de Paget, mieloma múltiplo ou metástases ósseas osteolíticas.

Essas drogas alteram o mecanismo de reabsorção e remodelação óssea e por esse motivo teriam ação terapêutica na doença óssea.

À medida que o número de pacientes tratados com BF aumentou, os primeiros relatos de complicações associadas à ingestão crônica da droga começaram a surgir.

As complicações mais comumente associadas são mialgia e esofagite, bem como osteonecrose e mais recentemente alterações dentárias, como calcificação pulpar, hipercementose e anquilose dentária.

A osteonecrose dos maxilares relacionada a bifosfonatos (osteonecrose) foi relatada pela primeira vez em 2003, quando 36 lesões ósseas foram diagnosticadas na mandíbula ou maxila de pacientes em uso de pamidronato ou zoledronato.

Desde então, a osteonecrose tem sido reconhecida como uma condição médica com impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes que usam esses medicamentos.

O mecanismo exato por trás do desenvolvimento dessa condição ainda não foi totalmente elucidado, embora três hipóteses plausíveis pareçam ser as mais prováveis.  O BF parece ter uma maior afinidade por ossos que têm uma alta taxa de remodelação, como os maxilares. Ao impedir a atividade osteoclástica, o BF reduz drasticamente a remodelação óssea, que por sua vez pode ter sido desencadeada para o reparo ósseo.

Os maxilares são constantemente submetidos a estresse e micro danos, o que os tornaria mais suscetíveis a estímulos prejudiciais se os mecanismos de reparo falhassem. Outro fator importante seria o efeito antiangiogênico do BF, reduzindo a microcirculação e a vascularização óssea.

Finalmente, o BF parece ser tóxico para a mucosa oral, diminuindo a viabilidade e a proliferação de osteoblastos.

A soma desses fatores pode dificultar a recuperação dos ossos maxilares de grandes traumas, como a cirurgia e pode levar para o desenvolvimento da osteonecrose.

O tratamento da osteonecrose pode ser um desafio para o profissional de saúde, que deve levar em consideração a qualidade de vida do paciente, pois o tratamento pode ser paliativo com pouquíssimos relatos de cura.

Atualmente, não há consenso sobre um protocolo de tratamento totalmente eficaz para essa condição.

A terapêutica deve ser orientada por marcadores clínicos, como estágio da doença e dor, bem como medidas de precaução, como evitar intervenções que aumentem o risco de necrose e comprometimento de tecidos adjacentes, controle de infecção e irritação aos tecidos moles.

De acordo com a Sociedade Americana para Pesquisa de Ossos, a osteonecrose pode ser dividida em três estágios:

– Estágio 1, osso necrótico exposto que é assintomático.

– Estágio 2, osso necrótico exposto associado com envolvimento de tecidos moles adjacente ou regional.

– Estágio 3, osso necrótico associado a dor e infecção de partes moles adjacentes ou regionais, fratura patológica ou osteólise que se estende profundamente até a borda do osso cortical.

No estágio 3, resseção óssea, desbridamento e antibioticoterapia sistêmica são geralmente indicados.

O enxerto ósseo com biomateriais é comumente usado para reconstrução de áreas de reabsorção tanto em procedimentos ortopédicos quanto odontológicos. O enxerto é uma amostra de tecido do mesmo indivíduo (enxerto autólogo), um indivíduo da mesma espécie (homólogo) ou outra espécie (xenogênica ou aloplástica).

De acordo com a literatura científica disponível até o momento, o número crescente de casos de osteonecrose está relacionado a um número crescente de pessoas tomando bifosfonatos.

Portanto, é essencial que os profissionais de saúde estejam cientes dos fatores de risco, sinais e sintomas dessa condição e também de como lidar com as complicações decorrentes do uso desses medicamentos.

A abordagem terapêutica baseia-se no controle da infecção, reconstrução óssea e manejo do suprimento vascular, abordando as três principais teorias por trás da patogênese da osteonecrose:

– Redução da capacidade de reabsorção óssea que leva à redução da capacidade de reparo ósseo.

– Efeito antiangiogênico que reduz a circulação local.

– Toxicidade dos bifosfonatos para a mucosa bucal.

A descontinuação do medicamento muitas vezes não é indicada, pois pesquisas mostram que os bifosfonatos depositados no osso podem ficar biodisponíveis por mais de 10 anos e que não há dados suficientes para sustentar que a interrupção do BF reduz o risco de desenvolvimento de osteonecrose .

Embora os pacientes tratados com BF oral tenham menor risco de desenvolver osteonecrose (comparado ao tratamento intravenoso), é necessário estar ciente da necessidade de um programa de prevenção.

Por essa razão, seria útil antes de iniciar a terapia com BF por via oral, que o médico coletasse uma breve história de fatores de risco sistêmicos e locais dos pacientes.

Uma equipe médica multidisciplinar, formada de oncologistas e dentistas, pode se fazer necessária para o diagnóstico e tratamento corretos.

Para mais informações procure o seu médico.

 

FONTE:NCBI.

Postado por joaoflavio às 14:26

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