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Jornal do Brasil

Botafogo – JBlog – Jornal do Brasil

Salve o Mengão, salve o Vascão

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Então fica combinado assim: é Mengão contra o São Paulo, é Vascão contra o Corinthians. E nada de zebra goianiense, claro. Se tudo acontecer assim na semana que vem, o Fogão vira líder, o Mengão entra no G 4 e periga de o Vascão entrar também se o Coxa derrubar o Figueira. Simples assim.

Mengões e Vascões de lado, o que se viu no jogo do Botafogo contra o São Paulo foi uma vitória para cinquentão ressentido nenhum botar defeito. Como diria o velho Lobo: “vocês vão ter que me engolir”. Mesmo que os jornalões de quinta-feira só falem do Mengão “maior do mundo” e esqueçam que por pouco ficou “ruço” pro Dentuço.

E olha que Loco Abreu ainda não jogou e Renato nem estreou!

Postado por paulocesar  | Comentar

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Sua benção, João Saldanha!

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Artigo de Araújo Netto no JB anunciando a morte de João Saldanha

A melhor maneira de definir João Saldanha é dizer que ele foi um ativista. Não apenas pelo socialismo – que defendeu desde a juventude, mas também por mudanças na estrutura do futebol brasileiro. As experiências como jogador, técnico e jornalista esportivo lhe deram condições de conhecer por dentro as engrenagens do esporte. Quando treinou o Botafogo, nos anos 50, viveu o drama das excursões mal planejadas e da exploração de jogadores sem condições físicas. Na seleção brasileira, que classificou para a Copa de 1970, sofreu pressões políticas de todos os tipos, que motivaram a sua saída. Ele, certamente, tinha muitas histórias para contar. Foi isso o que ele fez …” (Deu no JB).

Meus amigos

Que responsa! 21 anos depois da morte do maior ídolo que tive – e ainda tenho – no Jornalismo Esportivo; eu, PCzinho do Grajaú, chego, finalmente, ao JB. A vontade que tenho é de dizer que não tenho palavras para descrever esse momento. Mas como!? Eu tenho que ter palavras, sim. Estou no JB de Sandro Moreira, de Oldemário Touguinhó … de João Saldanha. Todos botafoguenses, que sempre tinham o que contar. João, por exemplo, costumava dizer que escrever “mais de 30 linhas é enrolar o leitor”. E quem sou eu para questionar o João sem Medo? Vou falar muito dele aqui no Blog.

Devo confessar nessas primeiras linhas fazendo minhas as palavras de outro saudoso botafoguense ilustre, o crítico de música Lúcio Rangel: “Sabe duma coisa? Eu não gosto de futebol, gosto é do Botafogo”.  Eu também. Pouco importa se jogam Real Madri e Barcelona, Inter e Milan, Alemanha e Itália. Prefiro ver Botafogo e Olaria.

Hoje vou ver Botafogo e São Paulo.

Nem sempre eu fui botafoguense. Quando nasci, como costuma acontecer com grande parte dos cariocas, meu saudoso pai anunciou que eu era Flamengo. Eu acreditei. Depois, não me lembro a razão, cismei que era tricolor. Cheguei a ter uma bicicleta com uma flâmula do Fluminense. Desisti. Não cheguei a cogitar torcer pelo Vasco.

Uma tarde, um querido tio me levou para ver um treino do Botafogo, lá pelos idos dos anos 60. Em General Severiano. Chegamos tarde. O treino tinha sido de manhã. Meu tio, que conhecia todos os jogadores, entrou em campo para conversar com um deles. Fui junto. O cara atravessou o campo, de uma baliza até a outra, conversando com meu tio, sem deixar a bola cair no chão. Fazia embaixadinhas, dominava no joelho, na cabeça, no ombro, no cucuruto.

Deslumbrado, perguntei quem era aquele craque. E meu tio respondeu:

“É o Sicupira. Joga muito, mas é reserva”.

E foi ali que eu decidi. Se aquele cara era reserva, imaginem os titulares!

Soube depois. Os titulares eram Nilton Santos, Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo, Zagalo …

Claro que me tornei Botafogo.

Mas já estou passando das 30 linhas determinadas pelo Mestre. Acho que pra começar está bom.

Sua benção, João Saldanha.

Postado por paulocesar  | Comentar

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