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Jornal do Brasil

Botafogo – JBlog – Jornal do Brasil

Dois motivos para eu gostar do Vasco

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Meus amigos

Tem gente que encara o futebol como uma guerra. Calma, pessoal. É apenas um jogo de bola. Ganhou, zoou; perdeu é zoado. E vida que segue.

Por isso quero contar duas historinhas que me fizeram gostar do Vasco, além do fato de ser o time da minha mulher, do meu saudoso sogro e da minha saudosa mãe.

Uma aconteceu em 1989. Antes do jogo do chororô framenguista (por causa do gol decisivo do Maurício), Botafogo e Vasco se enfrentaram no Maracanã. Eu estava lá, na arquibancada. E me surpreendi quando vi torcedores das organizadas do Vasco e do Botafogo entrarem juntos pelo túnel central e depois se dividirem, indo cada um para o seu canto. Alguém imagina que isso possa acontecer em jogo do Framengo contra qualquer time do Rio?

Outra aconteceu com o ex-jogador Luisinho Quintanilha. Luisinho foi cria do Botafogo. Depois virou ídolo no Vasco. Eu também estava no Maracanã quando Luisinho fez sua estreia com a camisa do Vasco contra o Botafogo. Na primeira bola que pegou, a torcida do Botafogo aplaudiu e gritou o nome do Luisinho, que agradeceu batendo palmas para a torcida. Os vascaínos entenderam e respeitaram.

Parodiando Guevara: há que endurecer sim, mas perder a ternura jamais.

ps do pc: passei anos odiando o Vasco por causa das atitudes bizarras do Eurico Miranda. Cheguei até a torcer pelo Framengo em jogos contra o Vasco. Hoje tenho bronca do Framengo.

O “impedimento” inventado do Dodô em 2007, o “pênalti” fabricado no Fábio Luciano em 2008 (aquilo acontece em todos os jogos e nunca mais se marcou outro igual) e a passividade do juiz diante da agressão e ameaça do Juan contra o Mago em 2009 resultaram no “tri” fajuto que fez o Framengo superar o Fluminense em títulos do Carioca.

Mas os framenguistas acham isso normal.

 

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Depois os flamenguistas choram quando tomam surra dos cearenses!

16 comentários

Disse e repito: este Blog é de um botafoguense, mas fala de futebol de uma maneira geral. Em especial dos times cariocas. Entendo que nós, os JBlogueiros, somos rivais, mas não somos inimigos. E assim como não censuro os outros, não vou me autocensurar.

Portanto…

Leiam abaixo o que o Thiago Neves disse ao admitir que “forçou o cartão” contra o Palmeiras para não jogar contra o Ceará:

– Foi bem pensado. Tinha conversado com o Ronaldo que seria melhor ficar fora, para enfrentar os outros times que são confrontos diretos. Com todo o respeito ao Ceará, mas os outros vão brigar pelo título. Jogo certo para ficar fora (grifo meu).

– É uma pena. Gostaríamos de jogar todos os jogos. Mas, pensamos bem, e a melhor hora de ficar fora é contra o Ceará, porque depois teremos três jogos difíceis (grifo meu também), contra Santos, Grêmio e Cruzeiro.

Primeiro: se eu fosse o pessoal do Ceará pregava essas declarações na parede.

Segundo: será que o Framengo vai fazer alguma proposta a um jogador do Ceará como fez no jogo do chororô na Copa do Brasil?

Terceiro: quem manda no time do Framengo? Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho ou o Vanderlei Luxemburgo?

ps do pc: as declarações do Thiago Neves foram divulgadas no globoesporte.com

 

Postado por paulocesar  | Comentar

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Flamenguistas, tricolores e vascaínos também brincam como eu brinco

21 comentários

“Quando o leitor não entende o que o jornalista escreveu, a culpa é sempre do jornalista. Peço desculpa a quem não entendeu a intenção da coluna. O alvo era o preconceito social implícito na reação desmedida ao fato do Lula ter tomado um bom vinho. Talvez tenha faltado o aviso “Atenção: ironia”. De qualquer jeito, culpa minha.” (Luis Fernando Veríssimo)

Vou logo avisando: quem sou eu para me comparar ao gênio da raça Luis Fernando Veríssimo? Mas recorro sempre a uma conhecida polêmica envolvendo um artigo do Mestre, publicado no Globo quando leio comentários nos meus blogs, no meu email, no meu face; e até mesmo quando me telefonam. Quem me conhece, sabe: sou um brincalhão nato.

Meus pais nunca me contaram, mas tenho a certeza de que já nasci brincando com a enfermeira ou com o médico que deu um peteleco no meu pirulito e disse: “É homem”.

Tenho um outro Blog há mais de cinco anos e, desde que comecei a contar o número de acessos há menos de dois anos, quase 1 milhão de visitas já foram registradas. Deixo rolar solto os comentários e raramente (e felizmente!) pouquíssimas vezes precisei censurar alguém mais assanhadinho. É claro que de vez em quando pinta algum desaforo ou comentário inadequado. Brinco, informando que estou sendo lido em alguma lanhouse de Bangu 1 (famoso presídio do Rio de Janeiro), e, logo depois, o “mala” se toca e vai tocar em outras bandas.

Framenguistas, vascaínos e tricolores vivem comentando e levam as brincadeiras numa boa. Eles brincam como eu brinco. Já conheci pessoalmente muitos desses frequentadores e, recentemente, ao homenagear o visitante número 777.777 numa pizzaria do Rio, consegui reunir framenguistas, vascaínos, tricolores e botafoguenses numa mesa só. Um deles, um framenguista, ganhou um abacaxi como prêmio de “Mala do Blog”. Ontem participei de um debate no rádio com meu querido amigo Cláudio Cruz, fundador da RaçaFra.

Recentemente, um grande jornalista amigo meu reclamou: “PC: você tem que monitorar seu Blog”. Discordo. E acho até que ele ficou chateado comigo. A participação em blogs tem que ser livre. Sem censura. Fui obrigado a deletar apenas dois comentários em cinco anos. Por razões preconceituosas. Podem me chamar de “bostafoguense”, de “chorão”, de feio e, pior, até de framenguista. Só não permito preconceitos contra raças, credos e culturas. Brinco com o rosa tricolor, com o bacalhau vascaíno, com a “deliquência” framenguista. Mas com respeito e responsabilidade.

Cá entre nós e desculpem o termo chulo: seria um “saco” se a gente não brincasse um com o outro e se fosse decretada uma regrinha básica: botafoguense só pode comentar no blog de botafoguense, framenguista no de framenguista e assim sucessivamente. Ficaríamos jogando confete uns nos outros. Bom mesmo é a polêmica. Bom mesmo é o debate. Mas com moderação.

Muito do que escrevo nos meus textos é ironia, gente!

Por isso lembrei de um famoso texto de Mestre Veríssimo ao ler alguns comentários que tenho visto aqui no nosso JBlog e no JBlog dos outros colegas torcedores de times comuns. O artigo do escritor gaúcho, que é colorado no sul, mas já declarou simpatia pelo Glorioso no Rio, começa assim:

“Quem o Lula pensa que é, tomando Romanée-Conti? Gente! O que é isso? Onde é que estamos? Romanée- iiiiiiiiiiiiiii Conti não é pro teu bico não, ó retirante. Vê se te enxerga, ó pau-de-arara. O teu negócio é cachaça. O teu negócio é prato-feito, cerveja e olhe lá. A audácia do Lula!”.

Está disponível na Rede. É só procurar no Google. Veríssimo apenas ironizou o fato de Lula ter bebido um vinho tão badalado e caro. Teve gente que levou a sério e mandou mensagens e cartas indignadas para o escritor e para o jornal.

O gostoso do futebol é a gente brincar um com o outro. É zoar o time adversário. O Brasil foi desclassificado na Copa América pelo  Paraguai e nenhum paraguaio me zoou. Nem o Romerito. Mas vocês não têm ideia do que é aturar Renato, meu porteiro framenguista, toda vez que passo pela portaria do meu prédio. O cara vai atrás de mim até na garagem! Pior ainda é ter que engolir meu querido amigo jornalista e também framenguista Cid Benjamin (essa “rassa” se reproduz mais do que coelho) que fica ligando para o meu celular quando o Framengo ganha ou quando o Botafogo perde? E o radialista e humorista (também framenguista) Maurício Menezes? Qualquer dia conto algumas de nossas histórias envolvendo nossa troca de zoações.

Por isso, meus amigos, faço minhas, com uma pequena adaptação, as palavras do Mestre Veríssimo, que abrem este texto:

“Quando o leitor não entende o que o jornalista escreveu, a culpa é sempre do jornalista. Peço desculpa a quem não entendeu a intenção da coluna. Talvez tenha faltado o aviso “Atenção: ironia”. De qualquer jeito, culpa minha.”

Tem culpa eu, sim.

Minhas saudações e carinho especial a todos os leitores e aos companheiros de JBlog Claudio Fernandez, Gustavo Serra e Pedro Lerner.

Vida que segue.

 

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Dando uma de Zózimo: cena carioca

6 comentários

Sábado uma senhora entrou numa loja de um famoso shopping da Zona Sul e pediu ao vendedor uma camisa do Framengo para seu filho. O vendedor insistiu para que ela comprasse uma com o nome do Ronaldinho impresso nas costas.

O que a madame prontamente recusou e disse:

“Meu senhor eu comprei 3 camisas do Bruno para o meu filho e tive que jogar tudo fora. Não quero correr o risco de ter outro prejuízo desses. Me veja uma SEM nomes gravados…”

Há testemunhas…

(Enviada por Pablo. A frase final é estilo Ancelmo. Os dois, porém, dificilmente dariam essa nota. Um era, o outro é framenguista).

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Retratos do clube que mais cedeu jogadores para seleções

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Prezado amigo Claudio Fernandez

Em primeiro lugar, fico feliz por saber que você, apesar de vascaíno, que deve ter sido criado em playground da Tijuca (nada contra a Tijuca, moro perto), não foi mordido por cobra quando era criança e leva as zoações numa boa.

Você percebeu bem: gosto de fotografias. Concordo que não devemos esquecer Cartier-Bresson. Mas, ao comparar Jean Manzon, parceiro de Davi Nasser, com Darcy Ribeiro, você mostra que as nossas preferências param por aí. Mas vamos falar de fotografias.

Como torcedor comum de um time comum, você usa os mesmos argumentos do co-irmão Framengo: títulos. Conquistados da forma que sabemos muito bem. Ora bolas, amigo, títulos dessa forma qualquer um ganha. Mas vamos às fotografias.

Você mostrou algumas fotos de troféus (atenção framenguistas: não se diz troféis). Bacana. Só senti falta das fotos dos troféus dos dois vices “mundiais” (vá lá que seja): aquele disputado com o Real Madri e aquele disputado aqui no Rio contra o Corinthians. Não me lembro dos anos, pois o Vasco não está entre as minhas prioridades, apesar de ser o meu segundo time.

Mas, como temos essa identificação no gosto por fotografias, separei algumas fotos de jogadores do Botafogo que ajudaram a fazer a história do futebol brasileiro. Não foi necessário identificar. Você conhece todos. Afinal, como você também sabe muito bem, o Glorioso é o clube que mais cedeu jogadores para seleções brasileiras. Não vou chover no molhado. E não vou botar todos esses craques, pois o post ficaria muito grande. Separei apenas alguns que lembrei de cabeça, como sempre sem precisar consultar o google.

 

Não sou framenguista, que está quase fechando com um jogador conhecido como Jael, o Cruel, que pode vir a fazer dupla com o Ariel, mas uma vez mais vou ser cruel com você. Senti falta também das fotos do mais conhecido vascaíno da face da terra, do mar e do ar, Eurico Miranda, que dispensa apresentações…

Precisa de legenda?

… do alambrado derrubado em São Januário naquele “título Mandrake” conquistado (sic) contra o bravo São Caetano…

Foto retirada de um site vascaíno. Perguntar não ofende: as vítimas já foram indenizadas?

.. e, desculpe a extrema maldade, do frango do vascaíno Barbosa no trágico gol do uruguaio Gighia.

Desculpe a extrema maldade, mas o amigo me provocou

Já que você mostrou uma foto de 1948, poderia ter mostrado essa também.

E já que você aprecia fotografia, convido-o a visitar General Severiano para ver as fotos de nossos craques de perto. Como sei que o amigo gosta também de estátuas (vide a estátua do ex-framenguista, ex-tricolor e ex-vascaíno Romário, colocada atrás de um dos gols do campinho de São Januário), posso levá-lo também ao Engenhão. O Glorioso já botou três estátuas lá: de Nilton Santos, Garrincha e Jairzinho. Não sei onde eles vão conseguir espaço para botar Didi, Heleno, Zagalo, Paulo César Caju … ufa! A lista, você sabe também, é grande.

Aprecie, sem moderação.

Pode entrar, a casa é sua. Os craques, infelizmente, não.

* Desculpem, amigos leitores, pelo excesso de cacófatos, tipo “já que”. Os framenguistas devem perguntar a um amigo botafoguense o que é cacófato.

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Saudações alvinegras a um colega emergente vascaíno

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Prezado amigo Claudio Fernandez

Você não tem nada que pedir desculpas. Até levei um susto e pensei que você fosse pedir perdão por ser vascaíno. Pior ainda, achei que o amigo já estava excluindo o bravo Coadjuvante da Colina do bloco dos grandes clubes do Rio. Calma, amigo. A Copa do Brasil quebrou o jejum de não sei quantos anos, considerando que título de segunda divisão não conta. O Vasco ainda é um grande clube, sim.

Esclareço ao amigo que não sou blogueiro novato. Já navego nessas ondas desde os tempos em que os vascaínos singravam os mares nunca dantes navegados numa velha caravela. Mas entendo os emergentes. Eles acham que tudo é novidade. Botafoguenses, amigo, estão sempre um passo à frente quando o assunto é modernidade. Vide o nosso estádio, o Engenhão.

Falar em estádio, outro dia estive em São Januário. A coisa está feia, amigo. Primeiro, os vascaínos ainda parecem viver na época do descobrimento e não conseguem entender que hoje em dia existe assessoria de imprensa e credenciamento. Foi uma dificuldade para entrar. Pensei até que estava em alguma unidade do INSS, da Receita Federal ou em alguma instituição pública similar. Me empurraram de um portão para o outro. Acabei entrando por uma entrada de garagem e o porteiro nem olhou a minha credencial de jornalista. Imagino que teria entrado se tivesse apresentado a minha antiga carteirinha de sócio-torcedor do Botafogo. Avise ao pessoal da Colina para dar um pulinho no Engenhão para ver como funciona um estádio moderno.

Tentei subir até a Tribuna da Imprensa para ver o jogo ao lado de alguns amigos jornalistas, mas o elevador não estava funcionando. Eles riram quando eu perguntei se lá tinha ar-condicionado, que nem no Engenhão. Tive que assistir mesmo da arquibancada, debaixo de um sol escaldante (confesso que não sabia que ainda existia arquibancadas de cimento em estádios). Duro foi durante o intervalo. Pensei em comer um bolinho de bacalhau fresquinho com uma taça de Periquita (botafoguenses adoram periquitas) numa legítima e aconchegante adega portuguesa escondida debaixo daqueles degraus (atenção framenguistas: não se escreve “degrais”), mas o máximo que encontrei foi um “joelho” digno de matar o guarda, numa birosca de quinta categoria. E na hora de fazer xixi? Lembrei meus velhos tempos de repórter quando tinha que apelar para mictórios de posto de gasolina à beira de estradas. Segurei o mastro (para usar um termo de navegação) com uma das mãos e com a outra tapei o nariz. Sobrevivi.

Separei até umas imagens que fotografei na minha “roleiflex” para o amigo ter uma ideia da situação.

Arquibancada de cimento como no tempo de Dom João Charuto

Boutique!?

Lanchonete

Toalete masculino

Mas chega de criticar o velho campinho vascaíno.

Vamos falar do Vasco. É o meu segundo time, amigo. É o meu América. Tenho muito carinho pelo time da Cruz de Malta. Minha mulher é vascaína e meu saudoso sogro e minha saudosa mãe também torciam pelo time do Eurico Miranda. Até lembro de alguns craques do Vasco daquela época. Maranhão, Lorico, Sabará, Saulzinho e Roberto Pinto. O clube ficou 12 anos sem ganhar um título, mas conseguiu ser campeão em 1970 com Fidélis “Touro Sentado”, Moacir, Renê (o Rei dos Gols Contra), Eberval, Valfrido e Gilson Nunes. O meio de campo era formado por Alcir (aquele do “elástico” do Rivelino) e Buglê. O goleiro era o Andrada (aquele do milésimo gol do Pelé).

Teve uma época em que fiquei meio zangado com o Vasco. Foi no tempo de Roberto Dinamite e aqueles pênaltis salvadores aos 45 minutos do segundo tempo em São Januário. Pô! O Botafogo dominava o jogo inteiro e, no finalzinho, o Roberto Dinamite, que diziam ser botafoguense, pegava uma sobra ou um chuveirinho no miolo da área e pimba: 1 a 0 Vasquinho. E ainda teve aquele fatídico lençol do Dinamite no Osmar, que vocês comemoram e repetem ainda hoje em retrospectivas, quermesses e até festas de primeira-comunhão.

Entre o início dos anos 70 e final dos anos 80, com a ditadura consolidada no Brasil e uma determinada rede de TV preocupada em alienar uma certa parcela do povo, vocês viraram Vascão e se tornaram o adversário preferido do time do Sistema. Os caras ganhavam de vocês da forma que sabemos muito bem e vocês não reclamavam. Valia tudo. Só não valia dançar homem com homem e mulher com mulher. Se vocês endurecessem um pouquinho um jogo, eles botavam um ladrilheiro em campo e tratavam de esfriar os ânimos e garantir a audiência da TV e do rádio e a venda de jornais. E vocês lá, assistindo tudo, sem reclamar.

Como recordar é viver, Maurício acabou com eles e, no ano seguinte, vocês nos enfrentaram naquilo que vocês temem tanto: uma decisão. Eu estava no Maraca quando o time de vocês, capitaneado por um senhor barrigudo e sem educação, deu uma volta olímpica com uma caravela de papelão, achando que no grito conseguiam tudo. Se fosse em São Januário, talvez. Teriam derrubado o alambrado, como aconteceu em outra decisão com outra agremiação, e, quem sabe, a história seria outra. Recordo também da reboladinha que um eterno mito de vocês, que também foi ídolo nos co-irmãos Framengo e Fluminense, como quase todos os jogadores que vocês idolatram, inclusive um que tem uma estátua atrás de um dos gols de São Janu. Mas o que aconteceu você já sabe. Vocês bobearam e a gente Dimba em vocês.

Ufa! Ufa! É tanta preocupação em recordar os motivos que fizeram o Vascão se tornar meu segundo time que exagerei nas “pretinhas”. E tudo de cabeça, sem precisar apelar para o google.

Espero não ter trazido más lembranças para o amigo. Afinal, nosso estádio está emprestado para mais uma competição internacional, que requer conforto e modernidade, e amanhã, quarta-feira, vamos precisar do apoio de vocês para jogar no modesto e acanhado estádio de São Januário. Pois, se dependesse dos outros co-irmãos, teríamos que jogar em Volta Redonda ou em Macaé, pois Framengo e Fluminense, como sabemos muito bem, não têm estádio.

Nos vemos em breve. Só espero que não seja numa decisão. Não quero ver o amigo triste.

Saudações alvinegras.

 

 

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Acima de todos, Botafogo

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Botafogo. Acima de todos

“Ou restaure-se a moralidade, ou nos locupletemos todos”. A máxima que alguns atribuem a Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta; outros a Aparício Torelly, o Barão de Itararé; e alguns a Millôr Fernandes; serve para ilustrar o que aconteceu agora há pouco aqui no JBlog.

A moralidade foi restaurada.

Mais uma vez vou cutucar meu colega JBlogueiro framenguista, o Gustavo Serra, que chegou aqui tentando botar banca, se apresentando como o “Messias da fé flamenga” e afirmando que, com seus textos, “levará a verdade rubro-negra ao mundo”. Puro delírio típico dos mengalomaníacos. Não sobrou nem o slogan que usou para tentar diferenciar o seu blog: “Acima de todos”.

Acima de quem, cara pálida?

Não foi isso que vi agora há pouco quando decidi dar uma espiadinha básica no site do JB. Constatei, sim, que eu estava dividindo espaço, com muito orgulho e com muito honra, com a Heloisa Tolipan e com meu amigo de longa data Reinaldo Paes Barreto.

Mas ACIMA DE TODOS, no futebol, como vocês podem comprovar acima, quem verdadeiramente está é o Glorioso. O Framengo nem vice é; ficou apenas em terceiro.

E agora, framenguistas?

 

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Assim falava Neném Prancha

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Os quatro pênaltis perdidos domingo pelos jogadores brasileiros me fizeram lembrar do saudoso Neném Prancha, famoso torcedor e ex-roupeiro do Botafogo, e autor de célebres frases sobre o futebol.

Neném Prancha

Neném usava muito humor para decretar as suas frases irônicas e definir o que via. Adepto do futebol simples e objetivo, contestava, por exemplo, a forma de jogar do zagueiro Domingos da Guia, famoso por sair driblando jogadores adversários dentro da própria área.

“Jogar a bola pra cima, enquanto ela estiver no alto não há perigo de gol.”

Neném era folclórico em tudo o que fazia. Apesar de muito conhecido na praia, jamais foi visto tomando banho de mar. Quando encontrava um menino habilidoso, com jeito de craque, Neném Prancha aconselhava.

“Jogador de futebol, tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida. Com fome, para estraçalhar.”

Talvez por passar praticamente toda a sua vida entre a praia e o seu pequeno quarto na própria sede do Botafogo, definia assim as concentrações:

“Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio não perdia uma partida”.

Foi também inimigo das superstições que dominam a maioria dos jogadores e dirigentes do futebol brasileiro.

“Se macumba resolvesse, o campeonato baiano terminava sempre empatado”.

Costumava dar conselhos paternais para os goleiros:

“O goleiro deve andar sempre com a bola, mesmo quando vai dormir. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas”.

Admirador do futebol clássico, considerava Didi um dos maiores armadores de futebol do mundo. Sua resposta era a mesma quando solicitado para comentar o talento do craque botafoguense:

“O Didi joga bola como quem chupa laranja, com muito carinho”.

Seu nome de batismo era Antonio Franco de Oliveira e ficou conhecido como Neném Prancha por causa das mãos – cada uma media 23 centímetros de comprimento – e dos pés, que poucas vezes calçaram sapatos número 44 – ele preferia os chinelos.

Mas foi como jogador no futebol de praia que Neném, que evitava cobrar pênaltis, criou uma de suas mais célebres frases:

“Pênalti é uma coisa tão importante, que quem devia bater é o presidente do clube”.

Ah se Neném estivesse vivo e soubesse que os pênaltis hoje são cobrados e defendidos por ex-jogadores do Flamengo! E justamente na seleção brasileira!

André Santos, ex-lateral do Flamengo, chuta o chão após bater o pênalti

 

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Volta Roberto Carlos!

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Do meu amigo tricolor Paulo Veiga:

“Depois de uma Copa do Mundo com Michel Bastos e uma Copa América com André Santos acho que está na hora de se iniciar o movimento VOLTA ROBERTO CARLOS”.

 

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Seleção é coisa séria. Não é para qualquer um

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Júlio Cesar, ex-goleiro do Framengo

André Santos, ex-lateral do Framengo

Fred, atacante do Fluminense

Júlio César não defendeu um pênalti e André Santos e Fred isolaram a bola. Seleção brasileira sem jogador do Botafogo dá nisso. O Glorioso não é Glorioso à toa. É o clube com mais tradição em seleções, o que mais cedeu jogadores em toda a história do futebol brasileiro.  Uma coisa é disputar cariocas, o goleiro se adiantar em todos os pênaltis e o juiz fingir que não viu. Outra coisa é seleção brasileira, é jogo de seleções, visto pelo mundo. Não dá para enganar.

Por que o Jefferson não foi escalado? Ainda bem que uma nova geração de botafoguenses está vindo aí, com Jefferson (que já está na seleção, mas não teve oportunidade), Cortês, Lucas Zen, Cidinho, Maicosuel, Elkeson e cia e a seleção brasileira vai voltar a ter tradição e futebol bonito.

E sem choro do arco-íris, por favor.

 

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