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Blogueiro flamenguista que só fala do Botafogo chama impedimento inventado de Dodô em 2007 de “difícil lance”

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Com o Framengo quase sempre envolvido em assuntos policiais – os mais recentes, como todos sabem, foi o caso do juiz que deu o título de 2007 aos framenguistas e a confusão envolvendo o Adriano – meu querido Gustavo Serra, blogueiro framenguista, volta a destacar o Botafogo no seu blog. Chama o presidiário Bruno de “atleta obediente às ordens hierárquicas do mundo desportivo” e, pasmem, senhoras, senhores e tricolores, diz que aquele impedimento absurdo que deu o título de 2007 ao Framengo foi um “difícil lance”. Gustavo, que não sabe contar (pois se apresenta em seu blog fazendo um sinal de 6 com as mãos), mostra também que está precisando de óculos. Mas os framenguistas são assim. Acham normal o que aconteceu em 2007, 2008 e 2009. Aliás, por que será que framenguistas vivem defendendo juízes e bandeirinhas? Será que Djalma vai ser convidado a fazer dupla com José Roberto Wright (aquele tão querido pelos torcedores do Galo mineiro) em 2012 na rede do plimplim?

Reprodução do blog do framenguista Gustavo Serra

Como vocês podem comprovar visitando o blog do meu oponente, mais uma vez o blogueiro framenguista Gustavo Serra volta a destacar o Botafogo em seu blog. Como o Blog do Botafogo é aqui faço questão de destacar as notícias que divulgam em outros blogs sobre o Glorioso.

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Jornalista flamenguista diz que jornalista botafoguense é flamenguista

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Em primeiro lugar, esclareço: sou amigo e fã do Ancelmo Goes. Mas nessa ele escorregou feio. Ato falho, amigo?

Vejam o que saiu hoje na coluna do Ancelmo Goes no Globo.

Reprodução: coluna de Ancelmo Goes de 28 de dezembro de 2011

Como diria Mário Vianna: “Errooooouuuuuu!!!”. Carlos Eduardo Novaes nunca foi framenguista. O pai era torcedor do América e o único vínculo de Novaes com o Framengo foi o bairro. Foi criado na Tijuca e morou um tempo no Flamengo – com l.

Mas é natural esse desejo de framenguistas de tentarem atrair torcedores ilustres do Botafogo para o Framengo. Especialmente framenguistas cinquentões e sessentões que trabalharam em redações de jornais, como meu querido Ancelmo Goes. Antes da FraPress dominar as redações, como acontece hoje, os grandes jornalistas eram botafoguenses. E todo mundo  que é bem informado sabe disso.

Como prova esta foto abaixo que pesquei num artigo de outro querido amigo, o botafoguense Roberto Porto.

Reprodução de foto publicada em artigo de Roberto Porto

É uma foto tirada em 22 de outubro de 1970 na editoria de esportes do JB, ainda na Avenida Rio Branco, e marcou o 32º aniversário de um de seus melhores repórteres, Dácio de Almeida  (1939-1988), morto prematuramente antes dos 49 anos. Robertão teve a preocupação de identificar todos os “coleguinhas” que aparecem na foto e seus respectivos times: 1. Dácio de Almeida, praticamente carregado em triunfo (Fluminense); 2. Oldemário Touguinhó (1934-2003 – BOTAFOGO); 3. Antônio Maria Filho (BOTAFOGO); 4. Sérgio ‘Macaúba’ Cavalcanti (BOTAFOGO); 5. Luiz Carlos Mello (BOTAFOGO)  6. Carlos Eduardo Novaes (BOTAFOGO); 7. Alfredo Osório de Almeida (Vasco); 8. Sérgio ‘Gaúcho’ Oliveira (Inter ou Grêmio); 9. João Areosa Duarte (Framengo); 10. Luiz Lara Rezende (Fluminense); 11. Mílton Costa Carvalho (Fluminense), e 12. Laerte Moraes Gomes (BOTAFOGO). Dos 12, seis são botafoguenses.

Aliás, o Botafogo sempre teve tudo a ver com os grandes jornalistas e os intelectuais, como prova também a ilustração abaixo, retirada do livro de outro grande jornalista botafoguense, Sérgio Augusto.

Reprodução: livro "Botafogo entre o céu e o inferno", de Sérgio Augusto

Portanto, meu querido Ancelmo, aguardo retificação amanhã. Fique com os títulos que o Framengo tomou do Botafogo na mão grande em 2007, 2008 e 2009?

Deixem nosso torcedores em paz. Aha uhu, o Novaes é nosso!

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Feliz Natal para todos. Até mesmo para flamenguistas, vascaínos e tricolores

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Amigos, amigas, framenguistas, vascaínos e tricolores: foi e está sendo um grande prazer conhecer vocês. Que todos tenham um Natal de paz, de saúde e de felicidade. Semana que vem a gente volta para zoarmos uns aos outros e para falar da paixão que nos une que é o futebol.

Um Natal especial para os botafoguenses. Que Papai Noel traga uma grande surpresa para a torcida.

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Deem-me Andrezinho e eu lhes darei o campeonato

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Reprodução

1968. Botafogo e Framengo negociam a troca de duas revelações dos dois clubes: Zélio e Zequinha. Valter Miraglia, técnico do Framengo, e Zagallo, técnico do Botafogo aprovam a troca. Os dirigentes do Framengo Veiga Brito e Gunnar Goransson chegaram a declarar: “Zequinha não presta”.

“Pobre do Flamengo, o único prejudicado em toda a história. Tão prejudicado que, em 1968 mesmo, ao disputar o título da Taça Guanabara com o Botafogo, perdeu o jôgo e o título, com Zequinha marcando o gol da vitória do time alvinegro”.

Zequinha foi convocado para a seleção.

E Zélio?

“Ele nunca conseguiu convencer com seu futebol de muito ímpeto e nenhuma inteligência, nunca chegou a ser titular como Valter acreditava que seria. Zélio acabou criando alguns casos, andou emprestado aqui e ali, e, hoje, serve apenas como ponto de referência para provar um péssimo negócio feito por ex-dirigentes do Flamengo”.

Essa história está contada numa antiga revista Placar que encontrei na internet.

Lembro também do “drible” que o Botafogo deu no Framengo na contratação do atacante Fernando Macaé, do Bangu, cuja história pode ser ouvida neste vídeo.

Isso para não falar de tempos mais distantes quando o Botafogo tirou Zagallo e Gerson do mesmo Framengo e Didi do Fluminense.

Ilustra um outro tempo. O tempo em que o Botafogo é que dava a bola, que fazia as grandes contratações.

Os tempos mudaram. Hoje é o Botafogo que é driblado. E pelo São Paulo! A negociação de Cortês é um dos maiores absurdos que vi nos últimos tempos. O jogador se destacou no Nova Iguaçu, foi comprado pelo Botafogo que ganhou uma forte concorrência, se valorizou, foi convocado para a seleção e foi escolhido o melhor lateral do Brasileirão. O site globoesporte.com divulgou hoje que o Grêmio pode vender um tal de Mário Fernandes para o Real Madri por R$ 40 milhões. O Botafogo está se desfazendo do Cortês por apenas R$ 6 milhões.

Para “compensar” a perda de Cortês, quem está vindo é Andrezinho, reserva do Inter, que, a julgar pela insistência na contratação, o Botafogo parece tratar da mesma forma que Gentil Cardoso, então contratado pelo Fluminense, tratou de Ademir Menezes, então craque do Vasco, nos anos 40: “Dêem-me Ademir e eu lhes darei o campeonato”.

E deu! Será que Oswaldo Oliveira fará o mesmo com Andrezinho?

 

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Prezado amigo, Roberto Assaf: 2 valem mais do que 1

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Mais uma vez meu querido amigo e companheiro de faculdade Roberto Assaf prova porque é um dos melhores e mais imparciais jornalistas esportivos do Brasil. Embora seja torcedor assumido do Framengo, Assaf não faz média com torcedores. Escreve sobre o que pesquisa, vê e apura. Se tiver que falar mal do Framengo, ele fala; se tiver que falar bem dos adversários ele fala. É só ler as resenhas de Assaf no Lance! e comprovar que Assaf é capaz de ver pênaltis que não são marcados contra o Botafogo, impedimentos que são inventados contra o Botafogo. Já chegou a ter problemas por causa disso.

Sua coluna no Lance! de hoje é mais uma prova de sua imparcialidade e, principalmente, ausência de fanatismo e conhecimento da história do futebol. Assaf não entra na onda de certos “coleguinhas” que ao tentar elogiar o Barcelona compara o time de Messi, Iniesta e cia com o Framengo de Zico, Adílio e Leandro. Lembra de três outros grandes times da história do futebol brasileiro: o Santos de Pelé e Coutinho, o Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos e o Fluminense de Rivelino.

Reprodução jornal Lance!

Vi jogar o bom time do Framengo de 1981. Tirante alguns jogos que todos lembram bem, em que foi acusado de ter sido beneficiado pela arbitragem, como o fatídico jogo apitado pelo Zé Roberto Wright contra o Galo, era um grande time. Tinha um grande goleiro (Raul), dois grandes laterais (Leandro e Júnior), um bom zagueiro (Mozer), um belo meio de campo (Andrade e Adílio) e Zico, maior ídolo da história do clube, que, infelizmente, não teve a experiência de ter sido campeão mundial pela seleção brasileira. Mas é inegável que foi muito importante para o Framengo, para a Udinese e para o Japão.

Reprodução internet

Sempre chamado pejorativamente de “timinho”, o Fluminense viveu seu grande momento quando Francisco Horta montou a chamada “Máquina Tricolor”. Outro grande time que vi jogar também. A defesa tinha Carlos Alberto Torres e Edinho, o meio de campo Pintinho, Dirceu e o genial Rivelino. E o ataque Gil, Doval (depois Manfrini) e Paulo César Caju. A Máquina contratou muitos jogadores ligados ao Botafogo (depois veio Marinho Chagas também) e isso explica as glórias que alcançou.

Reprodução internet

Não é do meu tempo, não vi jogar nenhum daqueles jogadores, mas os mais antigos lembram do “Expresso da Vitória” do Vasco. Tinha até uma filial chamada de “Expressinho”. Pena que ficou marcado pela derrota da seleção brasileira em 1950.

Reprodução internet

Não vi o Expresso, mas vi o finalzinho da “Academia do Palmeiras”. O destaque era principalmente a dupla Dudu e Ademir da Guia. Luis Pereira foi um dos maiores zagueiros que vi jogar.

Reprodução internet

Outro grande time que vi jogar foi o Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes. A defesa não era esse pão de queijo todo, mas do meio para a frente só tinha fera. Uma máquina mineira.

Reprodução internet

Deixo por penúltimo o Santos de Pelé, que dispensa apresentações. Quem conhece história e sabe que o futebol não começou nos anos 80 com o endurecimento da Ditadura (desculpem a redundância) e a mengalomania global, entende muito bem o que estou querendo dizer.

Reprodução internet

Mas, como disse no título deste post, 2 valem mais do que 1. Ou seja: todos os grandes clubes citados acima tiveram apenas um grande time em sua história. O Glorioso teve 2. E 2 times valem mais do que 1. Pura matemática. O de Garrincha, Didi, Nilton Santos,  Zagallo e cia; e o de Jairzinho, Gérson, Roberto, Paulo Cesar Caju e muito mais.

Reprodução internet

Reprodução internet

O resto, como costuma dizer o gozador comentarista framenguista Washington Rodrigues, é “conversa de boi-tatá”.

Todos esses times fazem parte do passado. São parte da história. Hoje em dia só o Barcelona poderia ser equiparado a esses “esquadrões”. Mas, como destacou Roberto Assaf: “o Barcelona perde no número de craques ao ser comparado com outros grandes times”.

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Juiz que prejudicou o Botafogo (um deles) e deu título de 2007 ao Flamengo tem prisão decretada

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Reprodução site JB

Tá dando no JB. Djalma Beltrami, aquele juiz que inventou o impedimento do Dodô na final do Carioca de 2007 e deu o título ao Framengo, teve prisão decretada acusado de receber propina de traficantes. Djalma, além de prejudicar o Botafogo nas horas vagas, é oficial da PM.

Reprodução internet

Reprodução tv

Além de tomar o título do Botafogo em 2007 (na imagem o exato momento em que Dodô recebeu o passe em condição legalíssima), Djalma, também em parceria com o bandeirinha Hilton Moutinho, validou em 2006, um gol ilegal de Marcão, do Flu, aos 47 do segundo tempo, contra o Botafogo, pela Sulamericana.

Djalma é aquele também que no Carioca desse ano deu 8 minutos de prorrogação num jogo entre Framengo e Bangu, só terminando o jogo após a vitória do Framengo.

Coincidências, né? Ah, se a moda pega! Vai ter mais gente presa por aí e o Framengo periga de ter suas falcatruas reveladas.

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Barcelona de Messi, Iniesta e Guardiola ou Botafogo de Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Cuca?

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O "Carrossel Alvinegro" de Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Diguinho, Juninho, Leandro Guerreiro e cia (Foto: site oficial do Botafogo)

Barcelona de Messi, Iniesta e cia (Foto: reprodução internet)

Lembro bem que foi contra o América no campeonato carioca. O time rolava a bola de um lado para o outro, procurando o momento certo de dar o bote. Tentou pelo lado esquerdo, não deu; tentou pelo lado direito, também não deu. Voltou pelo lado esquerdo e pimba!

Gol.

E quem chamou atenção para essa trama, por incrível, que pareça, foi um comentarista global, que pediu para reprisar o lance nos melhores momentos do intervalo.

Assistindo agora há pouco o jogo do Barcelona me lembrei do Botafogo de 2007. O time de Lúcio Flávio, Dodô, Zé Roberto, Juninho, Jorge Henrique, Diguinho, Leandro Guerreiro e cia, comandado por Cuca. Jogava por música, como diriam os antigos comentaristas. A torcida sabia a escalação de cor, do goleiro ao ponta-esquerda.

Chegou a ser chamado pela Grande Mídia de “Carrossel Alvinegro”. É só pesquisar.

Não ganhou nada, dirão os céticos e o pessoal do arco-íris, especialmente a turma que é sempre beneficiada. A frase certa não é exatamente “não ganhou nada” e sim “não deixaram ganhar”. Ou esquecem aquele impedimento absurdo do Dodô inventado por Hilton Moutinho e Djalma Beltrami aos 46 minutos do segundo tempo? E a expulsão do artilheiro alvinegro?

No Brasileirão aconteceu a mesma coisa. O time de Cuca, Dodô, Zé Roberto, Lúcia Flávio e cia encantou a imprensa escrita, falada e televisada até acontecerem aquelas coisas estranhas que sempre acontecem quando o Botafogo começa a liderar e a brilhar num campeonato. Veio o misterioso dopping do Dodô, a suspeita indisciplina do Zé Roberto e tudo aquilo que todos viram dentro de campo.

Lembro que até Renato Maurício Prado, jornalista flamenguista assumido, escreveu em sua coluna após um dos muitos jogos em que o Carrossel Alvinegro foi prejudicado pelas arbitragens: “Está estranho!”.

É isso. O Barcelona de Messi, Iniesta e Pep Guardiola é o Botafogo de Dodô, Zé Roberto e Cuca sem a interferência das arbitragens.

 

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30 anos do maior amistoso da história do Flamengo

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Há 30 anos o Framengo ganhou um jogo no Japão contra um time que as pessoas más dizem até hoje que era de bêbados ingleses e conquistou a Copa Toyota. Os jogadores do time vencedor ganharam dois carros e o time levantou uma taça como costuma acontecer em qualquer torneio, copa ou campeonato.

Dizem as pessoas más que os jogadores do time inglês foram para a esbórnia no dia anterior e entraram em campo de ressaca. Muitos ainda estariam bêbados e o time tomou três gols no primeiro tempo. No intervalo tomaram engov e uma ducha fria, mas não dava mais tempo pra nada. Até porque muitos preferiram relaxar nos colos de umas gueixas.

Mas acho muito legal essa coisa de reverenciar o passado. Muitos torcedores do Framengo nem eram nascidos em 1981 e é bom que eles saibam desse jogo único em Tóquio. Os botafoguenses também comemoram seus eternos ídolos Garrincha, Nilton Santos, Didi, Jairzinho, Gerson, Paulo César Caju e muitos …. muitos outros.

Nos anos 90 o Botafogo também ganhou um torneio desses, o Tereza Herrera, e a taça, que é enorme (calma, tricolores), é uma das que estão guardadas em General Severiano.

Mas voltando ao torneio conquistado há exatos 30 anos pelo Framengo, cinco anos antes, o mestre dos mestres João Saldanha, ao analisar um jogo do Cruzeiro com o Bayern de Munique pelo mesmo torneio, publicou um artigo no Jornal do Brasil questionando a denominação da disputa de “Campeonato Mundial de Clubes”.

Reprodução blog Aqipossa. Clique duas vezes na imagem que dá pra ler

Pesquei esse artigo no belo blog Aqipossa que faz uma análise muito interessante sobre a Copa Toyota, Copa Intercontinental ou Copa Européia Sulamericana. Para ler, clique aqui.

 

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O campeão voltou!

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Foto: Rodrigo Paradella (site oficial do Botafogo)

Achei que estava ficando louco de vez. Acabava de tirar o tradicional cochilo após o farto almoço de domingo na casa da sogra, quando ouvi o grito vindo da varanda de um dos meus vizinhos botafoguenses: “Goooollllllllllllll!!!”. Pô! Gol de quem? O cara é que endoidou de vez. E ainda concluiu com entusiasmo sobrenatural: “Fogoooooo!!!”.

Dei uma espiadinha rápida nos jornais para ver se o Botafogo estava jogando algum amistoso comemorativo de fim de ano; e nada. Liguei a TV achando que poderia ser o VT de algum jogo; e nada.

Liguei o velho radinho de pilha. Estava sintonizado na Rádio Tupi e o locutor (ou “speeaker”, como se dizia antigamente) transmitia o jogo como se fosse uma final de Brasileirão, de Libertadores ou de Campeonato Mundial de Clubes. E falava no Botafogo. Mas o adversário era o Macaé. E o jogo era de futsal.

Como não tem tu, vai tu mesmo. Fiquei ligado ouvindo a prorrogação emocionante. E quando Lecão, número 13 que nem o Loco, marcou o gol da vitória, faltando dois minutos para acabar o jogo, fui pra varanda e também gritei:

“Goooolllll!!!”.

Meu vizinho respondeu: “Fogoooooo!!!!!!!”.

Voltei a ouvir o jogo no radinho. Faltando seis segundos para acabar o jogo e o Macaé quase empatou, o que tiraria o título do Botafogo. Sofri como se fosse um jogo do time profissional e confesso que pensei: “Não brinca que até no futsal vai acontecer uma daquelas coisas que só acontecem com o Botafogo?”.

O juiz apitou o fim do jogo. Voltei pra varanda a tempo de ouvir o vizinho cantando a plenos pulmões:

“O campeão voltou!”.

 

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