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Jornal do Brasil

Botafogo – JBlog – Jornal do Brasil

Diretoria do Vasco botou placar para torcer, acusa leitor do JBlog do Botafogo

12 comentários

O Blog concorda plenamente com o texto do nosso amigo e comentarista Mala, o Mau e assina embaixo todas as críticas. São Januário foi um belo estádio, marcou época, mas hoje está superado. Ainda mais nas mãos de um elemento como esse Eurico Miranda que ainda vive no Tempo do Onça. O tempo passou pra esse cara. Aliás ele nunca teve tempo. Os lamentáveis episódios que aconteceram naquela fatídica decisão contra o São Caetano são provas maiores disso. São Januário só tem espaço para uma torcida, a do Vasco. De um lado as sociais, de outro as torcidas organizadas. Os visitantes ficam atrás do gol. Se num jogo entre torcidas amigas acontece isso, imaginem o que pode acontecer num jogo “quente” contra aquela torcida que arruma briga até com ela própria?

Com a palavra, Mala o Mau:

“Que placar de estádio torce eu já sabia, desde que os 3 placares instalados em 1979 no único e extinto Maracanã escreviam com letras enormes o nome de um certo camisa 10, e só o dele, fazendo supor que ali rolava um merchandising. No nosso Engenhão, na falta dos placares que não foram devolvidos funcionando, torce o alto-falante,l e como. Às vezes chego a ficar constrangido imaginando quantas vezes a torcida visitante tem que ouvir o Hino do Glorioso e outras louvações ao Fogão.
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Mas nunca o time adversário é sacaneado.
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Em São Januário eles não se incomodam com isso. Também há muito oba-oba (tem uma hora em que começam a aparecer rapidamente palavras tipo “força”, “poder” etc. de um jeito que parece até glossário do Mein Kampf, até ficar esclarecido tratar-se da propaganda de um “plano gigante” para sócio-torcedor). Mas cerca de metade do tempo eles dedicam a provocar a torcida visitante, que já foi espremida em 10% do espaço. Provocam muito, sem classe nenhuma, e depois reclamam quando visitantes ainda mais arrogantes quebram as 3 latrinas do único banheiro reservado a eles.
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Nós botafoguenses, como não somos vândalos e sabemos extrair o grotesco de uma provocação bizarra, conseguimos nos divertir muito quando, por exemplo, o placar mostra “5 gols sobre o adversário” (fazia isso toda hora) e o famoso gol do Dinamite em 1976 ficou em 5º lugar. Ué! Mas não era considerado por eles mesmos o gol mais bonito do Vasco filmado em todos os tempos? Ah!!! É que o Dinamite é ex-presidente e caiu em desgraça junto ao atual, que também é ex e ambos levaram o time da colina à 2ª divisão, enfim, eles que se entendam.
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O certo é que o gol de falta do Emerson foi um GOLAÇO, talvez o mais lindo da história de São Januário, e o golpe foi assimilado pelo placar da seguinte maneira: botaram na mesma hora bem grande o escudo do time da casa piscando, como se estivessem comemorando a sorte de haverem presenciado aquele momento, e nada mais foi dito. Para quem acompanha o jogo pelo placar, não houve golaço algum.
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Era meio difícil mesmo o placar informar GOL DO BOTAFOGO, porque o nome do Fogão não apareceu em momento algum. Nem nas substituições. Nem na escalação. Só o escudo, nas estatísticas desfavoráveis que se esmeravam em repetir a todo momento. “1984″ perde.
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Na saída, passei por policiais de metralhadora em punho. Questiono a capacidade de São Januário abrigar clássicos de duas torcidas, não pelo tamanho (rivaliza com o Estádio da Cidadania, e é o que temos para o momento), mas pela estranha política do dono do clube liberar apenas 10% dos ingressos para a torcida visitante e ainda espicaçá-la o tempo todo, sendo que ninguém do Botafogo queria briga. Para ser desse jeito, com direito a happy end de metralhadoras, melhor fazer os clássicos em Volta Redonda. TODOS. Aliás, ainda não entendi por que o Vasco foi o único dos 4 grandes que teve direito a mandar os 2 clássicos em seu campo. Ali não é nem nunca será campo neutro mas sim, como pintaram bem grande num muro no final da Rua São Januário, “TERRITÓRIO HOSTIL DESDE 1926″. E não é disso que precisamos.
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Que coisa. A gente escapa do esquema de repressão de guerra montado por outra torcida nas imediações do novo Maraquinha e cai nisso. Novamente tive que enfiar o manto na bermuda para sair ileso, uma vergonha. Marquem os clássicos para VR, Espírito Santo, Juiz de Fora, mas chega disso. O campo do Vasco é propício para jogos de uma torcida só, e que não seja a deles.”

Postado por paulocesar  | Comentar

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Boto fé, Ricardo Gomes

4 comentários

Gosto desse cara. Embora cria do Flu como jogador, com uma bela passagem pelo Vasco como técnico, tem a cara do Botafogo: a da superação. Muito bacana a atitude do Jorginho e do Zinho e dos jogadores do vasco como o Eder Luiz, o Andrezinho, o Nenê e outros. O empate foi justo. O Vasco tem um bom time, maduro e experiente.

O caminho é esse. Investir na garotada e preparar os gringos aos poucos. Jefferson dispensa apresentação. Os dois laterais são razoáveis, embora hoje não tenha sido um bom dia pro Diogo Barbosa. Estamos bem de zagueiros e esse Emerson vai longe. Airton, por incrível que pareça, está jogando bola e Lindoso tem mais bola do que a que está jogando. Gegê ainda não me convenceu mas merece as oportunidades, joga pro time. Ribamar e Luis Henrique têm futuro. Ainda não é a vez deles. Precisamos de um Neilton em forma de novo e de um atacante mais cascudo. Acho que o Salgueiro e o Lízio podem jogar mais assim que pegarem forma e entrosamento.

É o que penso. A bola agora é com vocês.

A foto que ilustra este post é uma homenagem ao Ricardo Gomes e um marketing do livro. Alguém aqui ainda não leu?

Postado por paulocesar  | Comentar

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Sorte de campeão?

10 comentários

Meus amigos (parodiando João Saldanha)

Tenho andado meio sumido por causa da finalização do livro sobre o Sandro Moreyra. Mas estou ligado. Não vi os dois últimos jogos, apenas ouvi, mas vi o jogo de hoje contra a Cabofriense. Vitória dura, mas merecida. E mais uma vez sem ajuda de arbitragem. O pênalti foi claro. O que mais impressiona nesse time é a bola que o Airton vem jogando. Sem apelar pras faltas e até  dando dribles. Se é mais ousado teria feito um golaço. Gosto muito desse Emerson. Tem a tranquilidade do clássico Sebastião Leônidas e lembra um pouco o bom zagueiro Aldair. Não gostei desse Bruno. O que o Framengo roubou é bem superior. Luis Henrique e Neilton são joias que estão sendo lapidadas. Mas Gegê, me desculpem, não tem jeito. Rodrigo Lindoso parece que esqueceu o bom futebol que jogou no Madureira e esse Ribamar não é bobo.

Vamos em frente.

 

Postado por paulocesar  | Comentar

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