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Botafogo – JBlog – Jornal do Brasil

Negocio o porteiro flamenguista do meu prédio. Remunero bem

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Que flamenguistas são chatos para cacete todos nós sabemos. Você vai ao cinema com a esposa ou namorada tem um cara com a camisa do time, vai ao hospital visitar a avó tem outro, entra no restaurante chique ou mosca no prato idem. Vai ao batizado da filha de um amigo e está lá o mala fantasiado de “Mengo”, vai ao velório no cemitério e está lá o cara com a camisa do “Mengão” (sic). E acham que estão abafando!

No meu prédio não poderia ser diferente. Pior, no meu andar. Um dos meus vizinhos, meu ex-aluno e amigo trabalha na assessoria de Imprensa do Flamengo. Sai de casa vestido de Flamengo da cabeça aos pés. Boné, agasalho, camisa, meia… Mas ele eu até perdoo: está a caminho do trabalho no Ninho do Urubu.

Duro mesmo é Renato, meu porteiro. O cara é o típico Xatolino (com X mesmo). O Flamengo ganha, ele chega ao cúmulo de segurar a porta do elevador pra falar daqueles gols “duvidosos” com que os árbitros e bandeirinhas costumam favorecer pra beneficiar o time da elite do Leblon e da Gávea.

Mas hoje foi demais. Renato Xatolino leu num diário desses que fazem a alegria dos sentões que o tal de Paquetá pode ser negociado por 200 milhões. Que nem o Neguebinha, aquela mistura do Negueba com Rafinha, que os malandros conseguiram empurrar pros espanhois como se fosse um New Neymar. Novo Zico já ficou pra trás pra essa gente.

“Viu, seu Paulo, viu seu Paulo: com dois jogadores o ´Mengão` (sic) faturou 400 milhões”.

Não deu tempo pra segurar a porta do elevador, que estava parado no último andar. Preferi subir os cinco andares de escada pra não ter que aturar a figura.

HISTÓRIAS DE SANDRO MOREYRA

(…) Em alguns casos, Sandro tinha o personagem, mas faltava a história. Como aconteceu certa vez com Zagallo, como recorda Márcio Guedes:

– Durante uma crise entre o Botafogo e Zagallo, Sandro pediu ao técnico:

“Ô, Zagallo, estou precisando fazer uma matéria com você sobre esse assunto”.

Zagallo falou:

“Sandro, esse assunto é muito delicado, eu não quero fazer uma entrevista formal com ninguém, não. Até porque eu estou muito desgastado. Faz o seguinte: escreve o que você quiser”.

Sandro ponderou:

“Não posso fazer isso. O assunto é sério. É uma entrevista pingue-pongue (perguntas e respostas)”.

Zagallo rebateu:

“Você me conhece muito bem, conhece o Botafogo e conhece a crise. O que você colocar na minha boca, eu assino embaixo”.

No dia seguinte, Sandro garantiu a Márcio que Zagallo comentou:

“Achei ótima a minha entrevista”.

Zagallo confirma a história de Márcio Guedes.

– Isso ele fazia muito. Eu dava autorização.

(Essa história exclusiva  está no livro “Sandro Moreyra, um autor à procura de um personagem”, da Gryphus Editora, à venda em todas as grandes livrarias).

 

Postado por paulocesar  | Comentar

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