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Jornal do Brasil

Botafogo – JBlog – Jornal do Brasil

Lulu Mello, botafoguense de boa cepa

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Amigos

Estou em falta com vocês. Muito envolvido com a pesquisa e entrevistas do livro sobre o também botafoguense Armando Nogueira. Mas não poderia deixar passar em branco a passagem do meu querido amigo Luiz Carlos Mello, o Lulu. Botafoguense de boa cepa, grande amigo, bom caráter, figuraça. Acompanhávamos ao vivo, via inbox do face, todos os jogos do Botafogo. Sofríamos muito, mas também comemorávamos bastante. Fomos juntos a muitos jogos na época da Grande Seca de 68 a 89. Estávamos juntos na final contra o Sentão. Aquela do gol do Maurício, que eles choram até hoje.

Lulu foi repórter do JB, do Globo e nos últimos anos tinha sua própria empresa, a qual se dedicava com total atenção. Tinha prazer em escrever as matérias, editar, conseguir anunciantes, publicar, divulgar, distribuir e todas as tarefas de um pequeno empresário da Comunicação Empresarial. Muitas vezes, quando estava na rua trabalhando, ele ligava pra mim querendo saber quanto estava o jogo do Botafogo. Muitas vezes xingávamos juntos nossos jogadores. Se o cara se redimisse na partida, era imediato. Elogiávamos o cara na mais doce das contradições. Reivindicávamos até a convocação do “craque” pra seleção.

Foi pro Céu. A essa hora deve estar botando em dia o papo com Robertão Porto, Sandro Moreyra, Oldemário Touguinhó, Armando Nogueira e muitos outros famosos e anônimos botafoguenses. Fala com o Homem aí em cima e peça pra ele dar uma forcinha pro nosso Glorioso. A coisa aqui está preta.

Em respeito a todos vocês vou tentar aparecer mais aqui.

 

 

Postado por paulocesar  | Comentar

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Honesto é mais gostoso

14 comentários
  1. O Botafogo é  diferente. Difícil é mais gostoso, sofrido é  mais gostoso, honesto é mais gostoso.

Somos campeões.

 

 

 

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O jogo só acaba quando termina

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Eita time sem sorte. Tomar um gol aos 50 minutos do segundo tempo é duro. Mas poderia ser o contrário. Domingo que vem tem mais.

O time não jogou tão mal assim. E coisas boas estão pintando. Como esse Renatinho que parece que pode jogar mais e Marcelo Santos que não é bobo. Até o chileno jogou mais ou menos hoje. E Lindoso foi o melhor do time.

Domingo que vem dá  Botafogo. Eu acredito.

Postado por paulocesar  | Comentar

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Quem sente o cheirinho por último, sente melhor

6 comentários

Falam muito. Menosprezam o adversário, tripudiam, se acham os tais.

Vão ver mais uma final na tv.

Por hoje é isso. Vou comemorar.

Boa noite, alvinegros.

Postado por paulocesar  | Comentar

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Pra que provocar os botafoguenses, dona Ferj?

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É como escreveu a Alexandrina, mulher do meu camarada de longa data e companheiro de O Globo, Luiz Eduardo Rezende, num comentário em um post do também querido amigo Luiz Carlos Mello, no facebook.: “É um absurdo a Ferj fazer isso. Pra quê? Se errar pro Flamengo vai ser favorecimento. Se errar pro Botafogo vai ser compensação. Desnecessário o risco. (…)”

Análise perfeita. Marcelo de Lima Henrique e Botafogo não se bicam. Esse cara foi o juiz do polêmico “jogo do chororô”, que me estimulou a publicar uma réplica escrevendo o “Jogo do Senta”. Quando escrevi o livro entrevistei o PM Djalma Beltrami, que inventou aquele impedimento do Dodô na decisão de 2007 e ainda expulsou o artilheiro botafoguense. Botou a culpa no bandeirinha Hilton Moutinho.

Tentei duas vezes entrevistar o Marcelo de Lima Henrique e ele deu bolo. Uma vez marcou na sede da Ferj, no Maracanã, e foi embora antes da hora combinada. Da outra vez me fez ir até um quartel na Avenida Brasil e também não cumpriu o combinado. Quem deve, teme.

Não vou ficar aqui lembrando quem é Marcelo de Lima Henrique, cuja carreira é envolvida em polêmicas e más arbitragens. Não desconfio da sua honestidade. Acho apenas que é um incompetente e um cara sem sorte no trabalho.

Ainda dá tempo, dona Ferj, de ouvir a sabedoria de uma mulher, arrumar uma desculpa e escalar outro juiz.

 

Postado por paulocesar  | Comentar

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Como diria vovó: “quem não faz, leva”

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Há que reconhecer: não se perde tanto gol assim. Mérito do Júlio César? Falta de competência dos “atacantes” do Botafogo? Os dois. E fora que deu tudo errado hoje. Todo o time jogou mal. Do Jefferson ao Marcos Vinicius. Léo Valência participou bastante do jogo mas não foi decisivo. Marcinho caiu muito. E até a zaga jogou muito mal. Moisés improdutivo. E Brenner. Bem Brenner é o Brenner. Não é jogador pra ser titular. Que Kieza volte na quarta.

Tem que contratar pro Brasileirão.

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E se o Botafogo for campeão?

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Quebrou a cara quem cravou Flamengo contra o Botafogo na final da Taça Rio. Numa resenha 6 jornalistas botaram o Mengo como favorito contra o Flu no jogo de ontem. Um deles chegou a prometer que ficaria de costas se o mais favorecido não fosse finalista. No Facebook, um amigo flamenguista metido a francês que cantou vitória antes e disse que iria ao jogo domingo ver o time ser campeão contra o Botafogo, mudou de assunto. Uma amiga apelou e perguntou se a Taça Rio agora valia. Ué! Até isso eles roubam?! Quem supervaloriza o Carioquinha quando o Mengo ganha e desvaloriza quando o Botafogo ganha é a Mídia. Ou será que esqueceram também o título do Globo quando o Glorioso foi campeão em 2013.

Aqui no Blog a gente tem memória.

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Sem sorte não se chupa nem um chicabon, Botafogo

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Só lembrando a famosa frase de Nelson Rodrigues pra explicar o que aconteceu hoje no jogo do Botafogo contra o Vasco. Pra começar, pelo lado negativo. Aliás, negativíssimo: a fratura do João Paulo, que vinha sendo o melhor jogador do time no ano. Independente do erro grave do árbitro ao não expulsar o Rildo, que depois foi “vítima” da praga botafoguense e se machucou.

Reprodução PPV SporTV

Falta de sorte do Botafogo também que Paulinho,  jogador que substituiu o irresponsável e violento Rildo, acabou sendo o melhor jogador em campo. Mas o time fica sem João Paulo por um bom tempo. Vai precisar de um substituto.

Mas a sorte do Botafogo mesmo foi a vitória do Flamengo de goleada sobre a Protuguesa. Se não acontece, o time poderia passar a vergonha de ficar de fora das semis da Taça Rio e do Campeonato Carioca. É muito pouco. O Botafogo não pode depender desse tipo de coisa.

E o bravo Valentim, hein? Foi apresentado ao que fazem constantemente com o Botafogo: erros de arbitragem. Me pareceu ter segurado o choro, sim.

Será que os botafoguenses não poderiam chupar mais chicabons?

Postado por paulocesar  | Comentar

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Vai Bebeto, vai ser gauche na vida

8 comentários

Sabe aquelas coisas que você não faz por uma bobeada qualquer e depois se arrepende pelo resto da vida? Pois é: volta e meia isso acontece comigo. E aconteceu com relação a Bebeto de Freitas. Entrevistei o cara quando estava preparando o livro “Jogo do Senta, a verdadeira origem do chororô”. Fui muito bem recebido no play de sua casa, a entrevista foi muito boa e descontraída, filmada pelo meu amigo uruguaio Juan Silvera e depois nunca mais vi o Bebeto. Trocamos e-mails quando o livro foi lançado em agosto de 2014, mas ele não pode ir ao lançamento. Hoje à tarde soube da sua morte. Fiquei chocado como muitos botafoguenses e muitas outras pessoas, especialmente as que gostam de futebol e de esporte. E Bebeto foi muito mais do que presidente e atleta do Botafogo. Os jornais amanhã vão detalhar a carreira e a importância de Bebeto.

Lembro bem do momento em que o Juan, flamenguista, por sinal, tirou essa foto. Com que satisfação Bebeto exibiu a camisa de divulgação do Jogo do Senta, cujo desenho foi feito pelo genial cartunista botafoguense Cláudio Duarte, que depois assinou também a capa do livro. O sorriso de alegria substituiu a indignação contra tudo o que aconteceu naquele chamado “Jogo do Chororô”. A entrevista está toda no livro. Alguns trechos:

O que aconteceu no vestiário?

“A frustração de todos. Os jogadores se  sentiram ultrajados, violentados. Conversei com alguns que reclamaram muito e diziam que eram pais de família e que tinham sido destratados, coisa que normalmente após uma derrota acontece, mas que só naquela vez, naquela oportunidade, realmente foi acima de qualquer coisa. Todos estavam revoltados no vestiário com tudo o que tinha acontecido.”

Vocês mediram as consequências da repercussão daquele protesto?

“Eu tenho uma coisa para mim que enquanto eu ainda me indignar com as coisas erradas, com as coisas que acontecem, é sinal de que estou vivo, é sinal de que eu tenho emoção. Chorar eu já chorei na alegria, na tristeza. O pior choro é o da indignação, da impotência. E a paixão traz esses limites. A paixão que você exprime pelas coisas que você faz é que te impõe esses limites. O Botafogo é uma paixão minha e esses limites na minha vida se interpõem aos limites dos torcedores do Botafogo. São contrastantes como a maioria dos torcedores”.

Em outro dos momentos, Bebeto respondeu assim quando perguntei se ele repetiria à época da entrevista tudo o que aconteceu após o jogo:

“Esta questão da emoção aparece nos momentos em que você não tem firmeza ou está indignado. Não sei qual seria a minha reação hoje. Na época a reação foi de quem estava indignado e com emoção”.

Se arrepende?

“NÃO (grifo meu). Como se arrepender de uma coisa que você faz espontaneamente, que não afeta ninguém e é apenas uma demonstração sua de amor ao que você faz e ao que você representa? E aquele era o sentimento de todos nós. Agora se o fato de eu ter chorado, de eu ter me emocionado, na realidade, é DIFERENTE (grifo meu). Não afeta ninguém e isso a gente aprende no esporte que as coisas se ganham dentro do campo. A emoção vem da sua indignação, do seu amor pelo clube e foi uma forma de externar todo aquele sentimento”.

O que você faria se encontrasse com Marcelo de Lima Henrique (o juiz do chamado “Jogo do Chororô)  e Djalma Beltrami (o juiz que anulou o gol legal de Dodô um ano antes).

“Eles é que têm que saber o que diz a consciência dele. A minha está tranquila pois foi de emoção. E isso não é nenhum problema”.

Vai Bebeto, vai ser gauche (expressão eternizada num poema de Drummond) na vida.

Fui pesquisar pra não escrever bobagem e uma das fontes escreveu que ser gauche na vida “é ser estranho, deslocado, diferente.”

E Bebeto era assim como todos nós botafoguenses: estranho, deslocado, diferente.

Quando chegar aí em cima, Bebeto, mande um abraço pro seu tio João Saldanha e pro Sandro Moreyra. E diga ao Armando Nogueira que estou preparando um livro sobre ele e que seu filho Manduka e sua neta Letícia estão muito bem.

Saudações alvinegras.

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Muita calma nessa hora, botafoguenses

4 comentários

Claro que o resultado não foi bom. Mas o que fica cada vez mais evidente é que o time é outro. Kieza não é um post na área do adversário como era o Brener. Participa do jogo e perde gols. Atacante tem que perder gols. Uma hora a bola entra. E se perdeu gols é sinal de que a bola chega nele.

Gatitto, pelo jeito, ganhou mesmo a posição de Jefferson, Marcinho está pegando confiança e Moisés começa a se candidatar a craque. Pode reeditar a tradição de bons laterais do Botafogo como Nilton Santos (o maior de todos), Rildo, Marinho Chagas e outros menos geniais como Vitor Luis. A zaga de área não é mais problema. E ainda tem o Carli e outros.

No meio, Lindoso tem jogado com tranquilidade e simplicidade. Só precisa ser mais ousado. João Paulo, como disse no post anterior, é o novo Dirceuzinho. Pimpão está voltando a pimpar, embora tenha jogado mal hoje e substituído e o chileno hoje trabalhou bem as bolas paradas. Inclusive a do lance do gol do Igor. E gosto da postura de Valentim de dar força ao menino Ezequiel. Uma hora ele brota.

Tem que ter paciência. Muita calma nessa hora, amigos botafoguenses.

Postado por paulocesar  | Comentar

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